O 'AMIGO' QUE RECEBEU 23 MILHÕES DA ODEBRECHT

 


A Lava Jato está mais próxima de descobrir quem está por trás do codinome "amigo" que aparece nas planilhas da Odebrecht associado à propina de R$ 23 milhões.
Nos autos do pedido de prisão preventiva de Antonio Palocci, a Polícia Federal anexou vários emails e mensagens de celular em que Marcelo Odebrecht e outros executivos do grupo se referem a um certo "amigo" de Emílio Odebrecht.
Esse amigo é Luiz Inácio Lula da Silva.
Ao longo do relatório da PF há, pelo menos, 50 menções a Lula como o "amigo". Essas menções se referem, na maioria dos casos, a projetos de interesse da Odebrecht que eram acompanhados de perto pelo ex-presidente.
No mesmo conjunto de mensagens em que Lula aparece como o "amigo", Palocci é o "italiano", João Santana é o "feira" e Gilberto Carvalho é o "seminarista". A lógica é implacável.
positalia


ONDE ESTÃO OS COMPUTADORES, PALOCCI?



Como mostramos em post anterior, a PF verificou nas buscas feitas na Projeto Consultoria, de Antonio Palocci, que os gabinetes das CPUs foram retirados dos computadores.
Branislav Kontic disse que foram retirados por que estavam velhos. Então tá.

As promessas de Lula à Odebrecht



Lula prometeu "destravar" as obras da Odebrecht.
Diz o Estadão:
"Em um e-mail de janeiro de 2005 enviado por Marcelo Odebrecht para executivos do grupo ele afirma que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria se disponibilizado para 'ajudar a destravar qualquer dificuldade para fazer acontecer'".
O documento, em poder da Lava Jato, integra o pedido de conversão da prisão de Antonio Palocci:
“Lula ficou de eleger 3 projetos e conduzir o assunto através de um grupo (Palocci, Dilma e Min. Transportes) ficando disponível para ajudar a ‘destravar’ qualquer dificuldade para fazer acontecer”.
E também:
“Segue a agenda que meu pai repassou com Lula em sua reunião de 6ª.

COLUNA DA SANTA CASA DE COLOMBO: VIRTUDES




Das Sete Virtudes descritas por Prudêncio, poeta romano e cristão, ouso destacar três que nos acompanham nessa caminhada junto à Santa Casa de Colombo: Paciência, Resiliência e Humildade.

  Os primeiros meses de reabertura da Santa Casa exigiram paciência para aguardar decisões, pareceres, agendas de representantes de instituições e as mais diversas situações que a reabertura de um hospital exige. Temos experiência o suficiente para entender os fluxos e processos desse trabalho para agir com cautela.

  Desde o início dessa era ficou claro o quanto seria laborioso retomar a Instituição do hiato de seu fechamento. Não houve um único dia desde então no qual nossa equipe não fosse questionada de nossa capacidade, qualidade e intenção. Nossas respostas são dadas com trabalho e essa sempre será nossa postura. Nós acreditamos em nós mesmos. A resiliência de nosso grupo é grande, pois grandes desafios são diários e a luta árdua.

  A Humildade, mãe de todas as virtudes nos faz entender que nenhuma vitória foi de um único indivíduo, que nossa caminhada se dá apenas porque existem pessoas que acreditam e confiam em nosso trabalho. Pessoas que nos estendem as mãos.

  Pouco tempo se passou entre a fala do presidente do Conselho Regional de Medicina, autorizando nossa reabertura e o discurso do Ministro da Saúde que aconteceu nessa semana, falando sobre importância da Santa Casa de Misericórdia de Colombo para o município e Região Metropolitana.

  Ambos falaram em nosso saguão de frente à nossa capela. Falas que representam nossas lutas e conquistas. Palavras que deixam a certeza de que a tríade Paciência, Resiliência e Humildade nos conduzem pelo caminho correto.


  AbraSUS!

A Braskem nas planilha do italiano


A PF descobriu que a Braskem, controlada pela Odebrecht e pela Petrobras, também pagou propina para o “italiano”.
Diz o Estadão:
“Os registros são de entregas de dinheiro em espécie em endereços de duas empresas de publicidade e comunicação, em São Paulo, com Braskem como uma das fontes de recursos.
Nesses mesmos locais, estão os registros de pagamentos ordenados ‘por Marcelo Odebrecht’ efetuados a ‘João Santana/Mônica Moura (Feira) e outros beneficiários ainda não identificados’”.
Nos casos investigados até agora, o dinheiro roubado da Petrobras passava pelas empreiteiras antes de chegar ao PT. No caso da Braskem, que é da Petrobras, o dinheiro roubado da estatal foi transferido diretamente para as contas do PT no exterior.

JD é JD



O operador de Antonio Palocci, Juscelino Dourado, disse à PF que ele não é o JD das planilhas da Odebrecht.
Mas as mensagens de Marcelo Odebrecht mostram que até o número de telefone de JD é igual ao número de telefone de Juscelino Dourado.
Assim como o “italiano”, JD vai passar os próximos vinte anos na cadeia.

O quadrado de Palocci



O advogado de Antonio Palocci disse que o fato de o BC ter bloqueado, por ordem de Sérgio Moro, R$ 30 milhões das contas do petista e de suas empresas não quer dizer grande coisa:
“Para quem acha que isso é muito dinheiro, eu respondo claramente: Olhem aí os clientes da empresa (de Palocci), Banco Safra, Banco Itaú, Amil, JBS. Ou seja, é tudo proporcional. Quem ganha um salário mínimo acha que um juiz ou um promotor ganhar 70 mil reais por mês é um escândalo. Esse é o problema. Cada qual no seu quadrado”, disse José Roberto Batochio, ao Estadão.

Palocci deve 128 milhões de explicações



Antonio Palocci deve ser interrogado pela PF amanhã, a partir das 14h, segundo a CBN.
O mandado de prisão temporária do petista expira na sexta-feira, mas o MP pode pedir prorrogação ou até mesmo prisão preventiva.
Os investigadores querem detalhes dos 128 milhões de reais recebidos da Odebrecht.

Odebrecht, Palocci e... Dilma



Um e-mail de Marcelo Odebrecht para seus executivos mostra que o empreiteiro participou, em 2011, de uma reunião com Antonio Palocci e Dilma Rousseff que não está registrada na agenda oficial da Presidência. Assunto, segundo o Correio Braziliense: contratação de navios-sondas para o pré-sal.
Segundo a PF, três meses depois do encontro, ocorrido no dia 12 de maio, no Palácio do Planalto, a Odebrecht fechou contrato com a Petrobras e a Sete Brasil.
“A conclusão que se toma é que Antonio Palocci Filho, a pedido de Marcelo Bahia Odebrecht, supervisionou e conduziu aspectos e mudanças nas negociações e tratativas que culminaram no procedimento licitatório da Petrobras iniciado pelo Convite Internacional nº 0966646118, o qual ensejou contratos de afretamento e operação de unidades de perfuração marítima do tipo navio-sonda para a Odebrecht Óleo e Gás”, diz o texto da PF.

Quem precisa da Odebrecht?



A PF reclama porque a PGR está fechando acordos com criminosos que deveriam permanecer na cadeia.
Diz o Valor:
“Um ponto de constante discórdia é a maneira como os procuradores têm utilizado o instrumento da delação premiada. Na avaliação de policiais ouvidos pelo Valor, em condição de anonimato, a PF dispõe de outras formas de investigar, como quebras de sigilos bancários, fiscal e telefônico, além de cruzamentos de dados, que tornam a delação premiada menos necessária. A Lava Jato já conta com 72 delatores, número que poderá saltar para até 130, caso o herdeiro do Grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht, e dezenas de executivos e ex-executivos ligados à empresa firmem acordo de colaboração premiada.
Mesmo na força-tarefa do MPF, em Curitiba, existem dúvidas sobre a necessidade de Marcelo Odebrecht tornar-se delator. Muito do que ele tem a revelar já é de conhecimento dos investigadores, que têm acesso às provas do Setor de Operações Estruturadas e a uma quantidade gigantesca de dados e informações obtidos em ações de busca e apreensão”.

A presidente rejeitada



O ministro José Múcio Monteiro, segundo o Estadão, vai recomendar a rejeição das contas do governo Dilma Rousseff em 2015, acolhendo o parecer da área técnica do TCU.
“Após avaliar a defesa apresentada pela presidente cassada, a Secretaria de Macroavaliação Governamental do TCU manteve o entendimento de que a gestão Dilma cometeu ao menos 15 irregularidades de maior gravidade, incluindo aquelas que serviram para embasar o processo de impeachment no Senado. Trata-se das pedaladas com recursos do Plano Safra, do Banco do Brasil, e da edição de decretos de suplementação orçamentária em desacordo com a lei”. 

Túnel do tempo



A Lava Jato já confirmou que os R$ 6 milhões obtidos por José Carlos Bumlai no Banco Schahin foram repassados a Ronan Maria Pinto para comprar o Diário do Grande ABC.
Ganha força, portanto, a versão de que a compra do jornal teve como objetivo calar as denúncias crescentes sobre o esquema de propina que Celso Daniel, com apoio da cúpula do PT, montou com empresas de transporte público.
Prova disso está na reportagem publicada pelo jornal Diário do ABC, em julho de 2002, que acusa Ronan Maria Pinto, o secretário Klinger Luiz de Souza e o segurança Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, de operarem o esquema.
O dinheiro do esquema implantado por ele era entregue a José Dirceu e Gilberto Carvalho, segundo a reportagem. Celso Daniel era o coordenador da campanha de Lula em 2002 e seria um nome forte para o ministério de Lula. 
Por que diabos Celso Daniel ia querer explodir um esquema tão perfeito?

A CAOA DE MILTINHO, LULECO E PALOCCI



A Operação Omertà também descobriu ligações do lobista Milton Lyra com a CAOA, que é investigada na Operação Zelotes pela compra de medidas provisórias.
É alvo na mesma operação Luís Cláudio Lula da Silva, o Luleco, acusado de receber quase R$ 4 milhões em propina da montadora, por meio de Mauro Marcondes, um outro lobista velho conhecido de Lula.
A mesma Caoa pagou a Palocci, preso ontem na Omertà, outros R$ 4,5 milhões. O Antagonista mostrou que a Projeto, consultoria de Palocci, funcionou um andar acima da LFT Marketing, de Luleco, no mesmo edifício na rua Padre João Manoel, 450, em São Paulo.

Janot quer amigão de Lula preso




Em parecer enviado ao STF, Rodrigo Janot defende a manutenção da prisão de José Carlos Bumlai, para que o pecuarista seja impedido de cometer mais crimes, informa o G1.
"Não há ressaibo de dúvidas de que os danos dos crimes contra a administração pública e financeiros podem e frequentemente são bem maiores (no caso, os valores são bilionários) do que aqueles ocasionados pela 'delinquência patrimonial tradicional'", diz Janot, em referência ao empréstimo fraudulento que Bumlai fez para beneficiar o PT.
A situação de Bumlai será decidida pela 2ª Turma do STF.

Ministro da Saúde Ricardo Barros visita Santa Casa de Colombo




A Prefeita Beti Pavin acompanhou o ministro e falou sobre a importância da reabertura do hospital para a população

O ministro da saúde, Ricardo Barros, visitou no final da tarde desta segunda-feira, 26, a Santa Casa de Colombo. Barros foi recebido pela Prefeita de Colombo, Beti Pavin, o secretário de Saúde, Darci Martins Braga, o diretor financeiro do hospital, Diogo Vasconcelos, administrador judicial, Joaquim Rauli e também pelos secretários municipais.

O ministro, que veio de Brasília cumprir agenda, conheceu a estrutura do hospital e seus serviços. Durante a visita a Prefeita Beti Pavin falou da satisfação de participar da reabertura da Santa Casa de Colombo e, assim, trazer novamente os serviços de saúde para perto da população. 

“A construção da Santa Casa de Colombo teve início em 1959, é um hospital como uma história importante para o município. Estamos muito felizes em reabri-la, pois a população precisa de atendimento médico de qualidade e próximo de suas casas”, ressaltou Beti Pavin.

O ministro se comprometeu a analisar e avaliar a melhor maneira para a distribuição dos recursos para as instituições filantrópicas, e também ofereceu apoio e parceria entre o Governo Federal e o município de Colombo. Ainda de acordo com o ministro da saúde, entre as prioridades desta gestão também será a informatização do SUS (Sistema Único de Saúde).

“Estamos aqui cumprindo uma tarefa muito importante que é cuidar da saúde dos brasileiros. Estamos enfrentando grandes desafios e lutando por uma boa causa. Com o sistema informatizado e devidamente integrado, todo o registro dos pacientes passa a ficar disponível em um único banco de dados. Dessa maneira, com a implantação de prontuários eletrônicos – vamos evitar a repetição de informação. E assim, deixar a saúde em melhores condições. Há um planejamento e vamos repensar o modelo atual da saúde”, disse o ministro. Na oportunidade, Barros conheceu as alas do hospital, entre elas o Centro Cirúrgico com três salas equipadas.

A Santa Casa de Colombo conta com 70 leitos, centro cirúrgico, centro de material esterilizado, pronto-atendimento, áreas de apoio (técnica e administrativa), centro de especialidades, exames e laboratório. Sendo um hospital de referência para o município de Colombo. Antes do fechamento, a Santa Casa de Colombo realizava aproximadamente 6.500 atendimentos/mês entre consultas, exames e internamentos e 750 Procedimentos/Cirurgias. Vale lembrar, que 98% destes atendimentos, eram atendidos pelo SUS.


COLUNA DE SAÚDE DE ROSANE DO CARMO: Dia 27/09 dia Nacional de Doação de Órgãos

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  Quem já teve um ente querido nessa situação, sabe o sofrimento e a tristeza que é aguardar a chegada de um órgão. Sabe que além da espera ser longa, existe critérios e situações para que possa um paciente ser colocado na fila, e esse tempo pode ser muito longo para quem não pode esperar.

 Ontem estava pensando sobre qual assunto eu falaria hoje, e nesse meio, fui assistir um vídeo que recebi, muito bonito e importante, quando na mesma hora decidi que seria sobre esse assunto, e coincidentemente hoje é o dia nacional da doação de órgãos. É importante também esclarecer algumas dúvidas, que sabemos que nos incomoda e muitas vezes faz com que deixemos de praticar esse ato de solidariedade.

 Tentarei esclarecer algumas questões a respeito. O que é doação de órgãos? Consiste na remoção de órgãos e tecidos do corpo de uma pessoa que recentemente morreu (doador cadáver) ou de um doador voluntário (doador vivo), com o propósito de transplantá-lo ou fazer um enxerto em outras pessoas vivas. Os órgãos e tecidos são removidos com procedimentos similares a uma cirurgia, e todas as incisões (cortes) são fechadas após a conclusão da cirurgia. 

Estes procedimentos são realizados para que a pessoa em seu funeral não seja reconhecida como uma doadora por apresentar deformações e cortes visíveis.

 O que podemos doar? 
• Pulmão;
 • Pâncreas; 
• Córneas; 
• Coração;
 • Rim;
 • Fígado;
 • Válvulas cardíacas;
 • Pele;
 • Meninge;
 • Medula óssea;
 • Ossículos do ouvido; e outros. 

Quem pode doar? 

 Pessoas de todas as idades podem ser doadores de órgãos e tecidos, e que tenha dado consentimento em vida ou a família autorizou por escrito, e estiver nas condições desejadas. Só não é muito comum doações com idade acima de setenta anos. 

 No caso do rim, medula óssea, pâncreas, fígado e pulmão, existe a possibilidade de que se realize o transplante com doador vivo. A legislação brasileira permite a doação de órgãos entre parentes até quarto grau. Mas é necessário uma autorização judicial.

 Em que condições pode se um doador? Um potencial doador pós-morte é o paciente que se encontra internado no hospital, com cuidados intensivos, que sofreu morte por: • Acidente vascular cerebral; • Traumatismo craniano encefálico; • Lesões irreversíveis no cérebro.

 Quem não pode doar? Não há possibilidades de ser um doador de órgãos e tecidos, as pessoas que: • São portadoras de doenças degenerativas; • De alguma patologia (doença), que comprometa a função dos órgãos; • Portadores de neoplasias malignas; • Portadores de HIV, doença de chagas, Hepatites B e C.

 Mas lembre-se, é importante quebrar alguns tabus, e deixar comunicado a família, pois é ela quem realmente decide se os órgãos devem ser doados ou não, independentemente da decisão do possível doador em vida. Pensar no próximo, avaliar com carinho, importância, e amor, esse momento em que poderá salvar a vida de alguém. Eu sou doadora de órgãos e tecidos. Espero entrar nos critérios para doação, pois, se eu puder fazer o bem, ajudando o próximo, saberão que realmente fui feliz e realizada.

 Fontes: www.hospitalalberteinstern.com.br www.doacaodeorgaos.com.br

 Um abraço

 Rosane do Carmo

 Romor123@icloud.com

Operação gera mal-estar para acordo de delação com Odebrecht


Zanone Fraissat - 22.fev.2016/Folhapress
Polícia Federal faz busca na Odebrecht em ação da Operação Lava Jato, em fevereiro
Polícia Federal faz busca na Odebrecht em ação da Operação Lava Jato, em fevereiro
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Deflagrada nesta segunda (26), a 35ª fase da Lava Jato, que foi capitaneada pela Polícia Federal, criou um mal-estar entre a Odebrecht e os procuradores da República que participam da operação.
Eles negociam com a empreiteira acordos de delação e leniência (espécie de delação premiada da pessoa jurídica) há cerca de sete meses.
Em fase final de conversas, agora focadas no acerto de multas e penas e com o conteúdo já definido sobre o que os executivos vão revelar, a empreiteira foi surpreendida ao ser o foco de novas acusações juntamente com o ex-ministro Antonio Palocci.
Segundo a Folha apurou, esta fase compromete o ambiente colaborativo entre Odebrecht e procuradores, que chegaram a dar explicações ao grupo sobre o ocorrido. A empresa, porém, não pretende desistir do acordo, visto como sua única alternativa de sobrevivência.
Apesar de não ter sido alvo de buscas, o fato de todas as ações da 35ª fase se concentraram na relação de investigados com a empreiteira a incomodou devido ao transtorno causado junto ao mercado num momento em que a empresa negocia parte de seus ativos para se recompor.
A última fase decorreu de uma investigação da PF a partir de documentos apreendidos em ações anteriores e delações premiadas homologadas, como a da ex-secretária Maria Lúcia Tavares.
As apurações aconteceram paralelamente à negociação da delação, já que a PGR (Procuradoria-Geral de República) proibiu a PF de participar das tratativas com o argumento de evitar vazamentos.
Segundo a Folha apurou, parte do Ministério Público Federal viu a ação como resposta da PF a esse fato. Porém os policiais negam qualquer tipo de reação e dizem desconhecer mal-estar com a Odebrecht, já que não estão a par da negociação.
A polícia tentou ouvir Marcelo Odebrecht durante a investigação, mas o executivo não quis falar devido à negociação da delação. Os investigadores, então, preferiram deflagrar a operação a esperar o resultado da delação.
A PF considera também que a demora na negociação com a Odebrecht pode levar à destruição de provas. Tal risco foi mencionado pelo delegado Filipe Pace no pedido de prisão de Palocci.
"É fato público e notório de que o grupo Odebrecht está em negociação para celebração de acordo de colaboração premiada com a PGR, circunstância que, por si só, deixa em estado de alerta todos os criminosos que se envolveram com o grupo empresarial e poderá ensejar prejuízo a futuras investigações e instruções", escreveu. 

Ministro do STF nega a Mercadante acesso a informações de delação de ex-deputado


Teori Zavascki considera que notícias sobre colaboração premiada não são suficientes para quebra de sigilo de delação

MURILO RAMOS
27/09/2016 - 11h29 - Atualizado 27/09/2016 11h46
Aloizio Mercadante ex ministro (Foto:  ED FERREIRA/ESTADÃO CONTEÚDO)
O ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki negou pedido feito pela defesa do ex-ministro da Casa Civil Aloizio Mercadante para ter acesso à delação premiada do ex-deputado federal Pedro Corrêa. O pedido foi feito em junho e negado por Teori na semana passada.

Corrêa afirmou que políticos receberam dinheiro para enterrar uma CPI que investigava a Petrobras no Congresso em 2009 e incluiu Mercadante entre os beneficiados. Mercadante já negou as acusações.

Segundo Zavascki, “a simples especulação jornalística a respeito da existência de acordo de colaboração premiada ou da sua homologação judicial ou de declarações que teriam sido prestadas pelo colaborador não é causa juridicamente suficiente para a quebra de sigilo...”.

Baixada Fluminense: Campanha sob a lei do crime


Na região mais perigosa do Rio de Janeiro, os candidatos pedem votos nas ruas com seguranças armados e são ameaçados de morte por traficantes e milicianos

HUDSON CORRÊA
27/09/2016 - 08h00 - Atualizado 27/09/2016 09h48
Estreante na política, Alex do Gás tinha dois trunfos como candidato a vereador em Belford Roxo, cidade da Baixada Fluminense. Confiava na força de seu partido, o PMDB, e em uma enxurrada de votos dos moradores da favela Parque Esperança. Com a indispensável permissão dos traficantes locais, Alex Martins da Silva tem o monopólio do comércio de gás na favela. Na madrugada de domingo, 28 de agosto, depois de uma noitada de pagode, Alex, a mulher e o cabo eleitoral Alan Moreira foram rendidos por seis bandidos enquanto seguiam em frente ao depósito de gás. “Que abordagem é essa? Sou conhecido da comunidade”, disse Alex, inconformado com o tratamento. A uns 100 metros, no alto da favela, um dos homens sentenciou: “Vamos executar todo mundo”.
Apavorado, Alex correu cambaleante pela escuridão. Sua mulher levou pontapés e ficou com uma pistola apontada para a boca, mas foi liberada. Ao vasculhar o celular de Alan, o cabo eleitoral, os traficantes encontraram uma foto sua ao lado do que seria um fuzil. “É de paintball”, disse Alan. Em outra foto, no entanto, Alan aparecia ao lado de um rapaz que vestia uma camiseta com o símbolo do Batman, a insígnia da Liga da Justiça, a maior milícia do Rio de Janeiro, que agora estende os tentáculos à Baixada. Formadas por policiais e ex-policiais corruptos, as milícias disputam o mercado do crime com traficantes. Na escuridão da favela, os traficantes acharam que Alan fosse miliciano. Seu corpo foi encontrado três dias depois, com marcas de tiros e espancamento. Alex do Gás deixou de fazer campanha.
Em um ano em que candidatos reclamam da falta de dinheiro, devido às restrições da nova lei eleitoral, os concorrentes a prefeito e vereador que disputam votos na Baixada Fluminense, região colada ao Rio de Janeiro, enfrentam um problema bem pior: a falta de segurança. Desde a instalação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) nos morros do Rio, a partir de 2010, os traficantes migraram para a Baixada e encontraram-se com as milícias. A região ficou ainda mais sangrenta. Em julho, 106 das 368 pessoas assassinadas no estado do Rio – ou 29% – foram mortas na Baixada.
Candidato a prefeito, Deodalto faz campanha em Belford Roxo. (Foto: Ana Carolina Fernandes)
Traficantes e milicianos se envolvem em vários aspectos da vida dos 2,8 milhões de eleitores da região de ruas fétidas e esburacadas. Não poderiam ficar de fora da política. Nos últimos nove meses, além de Alan, outras 13 pessoas que participavam da eleição foram assassinadas. A polícia concluiu, por enquanto, que dois desses casos ocorreram diretamente por disputa política. Os outros assassinatos são resultado de interesses conflitantes da bandidagem, que esbarram na política.
No caso mais conhecido, quatro pessoas envolvidas em campanhas eleitorais foram assassinadas. Ao investigar um caso de disputa política, a polícia deparou com um esquema de furto de combustível a partir de um oleoduto que corta a região até a refinaria de Duque de Caxias, cidade mais populosa da Baixada. Furto de combustível, para azar deles, é justamente o negócio favorito de muitos milicianos. As milícias compram os terrenos onde passam os dutos, levantam muros e cavam até perfurar os dutos e instalar bicas, de onde o combustível é retirado. Trata-se de uma diversificação das atividades dos milicianos, mais conhecidos por exigir “taxas de proteção” e cobrar por uma gama de serviços clandestinos – do sinal de TV a cabo ao fornecimento de gás de cozinha.
Alex do Gás nunca afrontou o tráfico em sua área. “Eles ficavam para lá e eu no meu canto”, afirma. Seu erro foi despertar suspeita de estar associado às milícias. O caso ainda está sob investigação. No sábado (17), Alex voltou à favela para mostrar que estava vivo e na disputa eleitoral. “Surgiu o boato de que me esquartejaram”, diz. Alex circulou na comunidade acompanhado de três seguranças. Gastou R$ 450, um valor expressivo para uma campanha que ainda nem teve arrecadação. Pela lei, pessoas físicas só podem contribuir com até 10% de seu rendimento bruto no ano anterior. Numa cidade como Belford Roxo, com 60% da população na pobreza, encontrar gente disposta a doar é tão difícil quanto escapar da violência. Sem dinheiro, os candidatos da Baixada precisam caminhar, falar com as pessoas nas ruas e pedir votos em favelas. Mas isso também custa.  Milicianos e traficantes perceberam a demanda e passaram a dificultar o acesso às áreas que dominam. Quem quiser entrar precisa pagar pedágio.
Zaqueu Texeira, candidato a prefeito em Queimados. (Foto: Ana Carolina Fernandes)
No final da tarde da quarta-feira (21), o deputado estadual Deodalto Ferreira, candidato do Democratas a prefeito de Belford Roxo, chegou ao bairro de Santa Maria numa caminhonete Ford Ranger preta com um grupo de homens. Não eram apenas cabos eleitorais. Apesar das bandeiras, sob a roupa era possível ver o volume das armas. Durante a caminhada, Deodalto permaneceu cercado por cinco guarda-costas. “Nunca usei carro blindado  nem andava com seguranças. Agora tenho receio”, afirma. “Estou com medo, não quero virar estatística.” Deodalto conta que, em junho passado, recebeu um telefonema anônimo feito de um orelhão. “Ou você para a campanha ou sua família sofrerá as consequências”, disse um homem. Ele não registrou queixa na polícia, tampouco pediu segurança à Assembleia Legislativa.
Deodalto está pagando para ser candidato. Sua prestação de contas registra uma receita de R$ 61.700 em doações, mas ele já gastou R$ 189.600 em serviços. No vermelho, ostenta uma boa (e segura) estrutura de campanha. Havia mais cabos eleitorais do que moradores durante a passagem de sua comitiva por um trecho de Belford Roxo, onde as ruas de asfalto têm crateras cheias de lama e as calçadas foram tomadas pelo mato e pelo lixo. Sempre acompanhado dos seguranças, Deodalto entrou numa ruazinha lateral. Abraçou uma senhora de chinelo de dedo sentada em frente à loja de roupas, expostas em cordões e nos manequins. Uma grande placa anunciava: “Não vendo fiado, não faço troca”. A lojista deu pouca atenção a Deodalto.
Alex do Gás com um dos seus carros de entrega. (Foto: Ana Carolina Fernandes)
A 40 quilômetros dali, Zaqueu Teixeira, candidato do PDT a prefeito de Queimados, cidade vizinha a Belford Roxo, já terminara a caminhada do dia. “Nossa militância não pode entrar em comunidades. Os bandidos montaram até barreiras nas ruas, com pedaços de pau e concreto, para controlar a passagem de pessoas”, afirma Zaqueu, também deputado estadual e ex-chefe da Polícia Civil do estado. Horas antes, Zaqueu percorrera um bairro da periferia. A passos ligeiros, subira uma ladeira de onde se avistavam prédios construídos pelo programa Minha Casa Minha Vida. Zaqueu apontou o dedo para o condomínio: “Para eu ir lá, preciso de uma operação policial porque o tráfico ocupou a área”. Ele diz que não vale a pena se arriscar, pois pelo menos duas vezes seus cabos eleitorais foram escorraçados por um grupo de bandidos armados com fuzis. Diante da dificuldade, Zaqueu pediu socorro à Secretaria de Segurança e foi atendido por operações da polícia nos locais. Mas ele enumera de cabeça seis áreas ainda totalmente dominadas pelos bandidos, onde não consegue entrar.
Durante a caminhada, um homem seguia os passos de Zaqueu com persistência. Vestido todo de preto, com bota e óculos escuros, o guarda-costas tentava se passar por cabo eleitoral. Agitava uma bandeira, tinha no peito um adesivo com o nome do candidato, batia palmas. Outros dois cabos eleitorais que acompanhavam o movimento tampouco enganavam. Zaqueu diz que os homens são colegas de polícia que resolveram ajudá-lo e arriscam a vida de graça. Apesar do transtorno, Zaqueu deu um jeito de usar a insegurança a seu favor na hora de pedir votos. Diz que, se eleito, a prefeitura reagirá à violência. Como ex-chefe de polícia, ele sabe que essa é uma promessa difícil de cumprir.

Críticas a Lewandowski?



A ministra Cármen Lúcia estreou como presidente do Conselho Nacional de Justiça fazendo críticas ao órgão, comandado até o início do mês por Ricardo Lewandowski:
"Eu temo por uma burocratização excessiva, que é o contrário da razão de criação desse conselho", disse, segundo a Folha.
"Firmar convênio, fazer papel, assinar e não sair nada dali me parece uma forma até de não se fazer as coisas acontecerem".
"Não adianta fazer seminário, que é uma coisa ultrapassada, no sentido de apenas conversar. Da discussão há de resultar projetos, desses projetos resultarão em práticas, que precisam ser testadas."

Família faz campanha para arrecadar R$ 120 mil de cirurgia que pode salvar menina de seis anos


Por Luiz Henrique de Oliveira e Maisy Pires
luiza
Luiza precisa de R$ 120 mil para realizar cirurgia (Foto: Reprodução Facebook)

A vida da pequena Luiza Ribeiro Scherer mudou há cerca de um ano, depois de um diagnóstico que pegou a todos de surpresa. Uma alteração urinária trouxe à tona uma grave doença degenerativa, a siringomielia cervical torácica. Com seis anos, a família da menina corre contra o tempo para arrecadar R$ 120 mil e realizar um procedimento cirúrgico em Barcelona, na Espanha, que pode pausar a enfermidade.
Em entrevista à Banda B, Priscila Ehlers Ribeiro, mãe da menina curitibana, explicou como tudo começou. “Fomos pegos de supresa. É uma doença grave e ela precisa de uma cirurgia com urgência, porque tem expansão na região torácica e sofre com sintomas como cansaço físico, fraqueza nas pernas, formigamento nos pés e enurese noturna (faz uso de fralda toda vez que dorme devido à urina)”, contou.
Emocionada, a mãe descreveu que no ano passado a menina, que também tem um leve autismo, passou por momentos difíceis. “No final do ano passado ela teve dificuldades para se locomover e também respiratória. Desde então está sem fazer esforço físico e melhorou, mas pode progredir a qualquer momento. Hoje, a Luiza tem fraqueza muscular, perda de sensibilidade na sola do pé e de urina quando adormece. ”, detalhou.
De acordo com a mãe, o custo para a cirurgia e tratamento na Espanha é de R$ 120 mil. “O local de referencia para o tratamento da doença da Luiza é o ‘Institut Chiari & Siringomielia & Escoliosis de Barcelona’, na Espanha. O tratamento espanhol é inovador, minimamente invasivo, com grandes percentuais de estabilização da progressão da doença, resultando numa melhora significativa”, contou.
Para conseguir o dinheiro, a mãe vendeu rifas, carro e abriu uma vaquinha online pela internet. “Eu agradeço a todos que estão participando e nos ajudando. Espero que até dezembro a gente consiga encerrar a campanha com um vídeo de agradecimento. Pausar essa doença, que é degenerativa, será a nossa grande vitória. Agradeço quem possa contribuir ou apenas nos ajudar compartilhado a história”, concluiu.
Se quiser ajudar a Luiza acesse a vakinha para clique aqui