Túnel do tempo



A Lava Jato já confirmou que os R$ 6 milhões obtidos por José Carlos Bumlai no Banco Schahin foram repassados a Ronan Maria Pinto para comprar o Diário do Grande ABC.
Ganha força, portanto, a versão de que a compra do jornal teve como objetivo calar as denúncias crescentes sobre o esquema de propina que Celso Daniel, com apoio da cúpula do PT, montou com empresas de transporte público.
Prova disso está na reportagem publicada pelo jornal Diário do ABC, em julho de 2002, que acusa Ronan Maria Pinto, o secretário Klinger Luiz de Souza e o segurança Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, de operarem o esquema.
O dinheiro do esquema implantado por ele era entregue a José Dirceu e Gilberto Carvalho, segundo a reportagem. Celso Daniel era o coordenador da campanha de Lula em 2002 e seria um nome forte para o ministério de Lula. 
Por que diabos Celso Daniel ia querer explodir um esquema tão perfeito?

A CAOA DE MILTINHO, LULECO E PALOCCI



A Operação Omertà também descobriu ligações do lobista Milton Lyra com a CAOA, que é investigada na Operação Zelotes pela compra de medidas provisórias.
É alvo na mesma operação Luís Cláudio Lula da Silva, o Luleco, acusado de receber quase R$ 4 milhões em propina da montadora, por meio de Mauro Marcondes, um outro lobista velho conhecido de Lula.
A mesma Caoa pagou a Palocci, preso ontem na Omertà, outros R$ 4,5 milhões. O Antagonista mostrou que a Projeto, consultoria de Palocci, funcionou um andar acima da LFT Marketing, de Luleco, no mesmo edifício na rua Padre João Manoel, 450, em São Paulo.

Janot quer amigão de Lula preso




Em parecer enviado ao STF, Rodrigo Janot defende a manutenção da prisão de José Carlos Bumlai, para que o pecuarista seja impedido de cometer mais crimes, informa o G1.
"Não há ressaibo de dúvidas de que os danos dos crimes contra a administração pública e financeiros podem e frequentemente são bem maiores (no caso, os valores são bilionários) do que aqueles ocasionados pela 'delinquência patrimonial tradicional'", diz Janot, em referência ao empréstimo fraudulento que Bumlai fez para beneficiar o PT.
A situação de Bumlai será decidida pela 2ª Turma do STF.

Ministro da Saúde Ricardo Barros visita Santa Casa de Colombo




A Prefeita Beti Pavin acompanhou o ministro e falou sobre a importância da reabertura do hospital para a população

O ministro da saúde, Ricardo Barros, visitou no final da tarde desta segunda-feira, 26, a Santa Casa de Colombo. Barros foi recebido pela Prefeita de Colombo, Beti Pavin, o secretário de Saúde, Darci Martins Braga, o diretor financeiro do hospital, Diogo Vasconcelos, administrador judicial, Joaquim Rauli e também pelos secretários municipais.

O ministro, que veio de Brasília cumprir agenda, conheceu a estrutura do hospital e seus serviços. Durante a visita a Prefeita Beti Pavin falou da satisfação de participar da reabertura da Santa Casa de Colombo e, assim, trazer novamente os serviços de saúde para perto da população. 

“A construção da Santa Casa de Colombo teve início em 1959, é um hospital como uma história importante para o município. Estamos muito felizes em reabri-la, pois a população precisa de atendimento médico de qualidade e próximo de suas casas”, ressaltou Beti Pavin.

O ministro se comprometeu a analisar e avaliar a melhor maneira para a distribuição dos recursos para as instituições filantrópicas, e também ofereceu apoio e parceria entre o Governo Federal e o município de Colombo. Ainda de acordo com o ministro da saúde, entre as prioridades desta gestão também será a informatização do SUS (Sistema Único de Saúde).

“Estamos aqui cumprindo uma tarefa muito importante que é cuidar da saúde dos brasileiros. Estamos enfrentando grandes desafios e lutando por uma boa causa. Com o sistema informatizado e devidamente integrado, todo o registro dos pacientes passa a ficar disponível em um único banco de dados. Dessa maneira, com a implantação de prontuários eletrônicos – vamos evitar a repetição de informação. E assim, deixar a saúde em melhores condições. Há um planejamento e vamos repensar o modelo atual da saúde”, disse o ministro. Na oportunidade, Barros conheceu as alas do hospital, entre elas o Centro Cirúrgico com três salas equipadas.

A Santa Casa de Colombo conta com 70 leitos, centro cirúrgico, centro de material esterilizado, pronto-atendimento, áreas de apoio (técnica e administrativa), centro de especialidades, exames e laboratório. Sendo um hospital de referência para o município de Colombo. Antes do fechamento, a Santa Casa de Colombo realizava aproximadamente 6.500 atendimentos/mês entre consultas, exames e internamentos e 750 Procedimentos/Cirurgias. Vale lembrar, que 98% destes atendimentos, eram atendidos pelo SUS.


COLUNA DE SAÚDE DE ROSANE DO CARMO: Dia 27/09 dia Nacional de Doação de Órgãos

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  Quem já teve um ente querido nessa situação, sabe o sofrimento e a tristeza que é aguardar a chegada de um órgão. Sabe que além da espera ser longa, existe critérios e situações para que possa um paciente ser colocado na fila, e esse tempo pode ser muito longo para quem não pode esperar.

 Ontem estava pensando sobre qual assunto eu falaria hoje, e nesse meio, fui assistir um vídeo que recebi, muito bonito e importante, quando na mesma hora decidi que seria sobre esse assunto, e coincidentemente hoje é o dia nacional da doação de órgãos. É importante também esclarecer algumas dúvidas, que sabemos que nos incomoda e muitas vezes faz com que deixemos de praticar esse ato de solidariedade.

 Tentarei esclarecer algumas questões a respeito. O que é doação de órgãos? Consiste na remoção de órgãos e tecidos do corpo de uma pessoa que recentemente morreu (doador cadáver) ou de um doador voluntário (doador vivo), com o propósito de transplantá-lo ou fazer um enxerto em outras pessoas vivas. Os órgãos e tecidos são removidos com procedimentos similares a uma cirurgia, e todas as incisões (cortes) são fechadas após a conclusão da cirurgia. 

Estes procedimentos são realizados para que a pessoa em seu funeral não seja reconhecida como uma doadora por apresentar deformações e cortes visíveis.

 O que podemos doar? 
• Pulmão;
 • Pâncreas; 
• Córneas; 
• Coração;
 • Rim;
 • Fígado;
 • Válvulas cardíacas;
 • Pele;
 • Meninge;
 • Medula óssea;
 • Ossículos do ouvido; e outros. 

Quem pode doar? 

 Pessoas de todas as idades podem ser doadores de órgãos e tecidos, e que tenha dado consentimento em vida ou a família autorizou por escrito, e estiver nas condições desejadas. Só não é muito comum doações com idade acima de setenta anos. 

 No caso do rim, medula óssea, pâncreas, fígado e pulmão, existe a possibilidade de que se realize o transplante com doador vivo. A legislação brasileira permite a doação de órgãos entre parentes até quarto grau. Mas é necessário uma autorização judicial.

 Em que condições pode se um doador? Um potencial doador pós-morte é o paciente que se encontra internado no hospital, com cuidados intensivos, que sofreu morte por: • Acidente vascular cerebral; • Traumatismo craniano encefálico; • Lesões irreversíveis no cérebro.

 Quem não pode doar? Não há possibilidades de ser um doador de órgãos e tecidos, as pessoas que: • São portadoras de doenças degenerativas; • De alguma patologia (doença), que comprometa a função dos órgãos; • Portadores de neoplasias malignas; • Portadores de HIV, doença de chagas, Hepatites B e C.

 Mas lembre-se, é importante quebrar alguns tabus, e deixar comunicado a família, pois é ela quem realmente decide se os órgãos devem ser doados ou não, independentemente da decisão do possível doador em vida. Pensar no próximo, avaliar com carinho, importância, e amor, esse momento em que poderá salvar a vida de alguém. Eu sou doadora de órgãos e tecidos. Espero entrar nos critérios para doação, pois, se eu puder fazer o bem, ajudando o próximo, saberão que realmente fui feliz e realizada.

 Fontes: www.hospitalalberteinstern.com.br www.doacaodeorgaos.com.br

 Um abraço

 Rosane do Carmo

 Romor123@icloud.com

Operação gera mal-estar para acordo de delação com Odebrecht


Zanone Fraissat - 22.fev.2016/Folhapress
Polícia Federal faz busca na Odebrecht em ação da Operação Lava Jato, em fevereiro
Polícia Federal faz busca na Odebrecht em ação da Operação Lava Jato, em fevereiro
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Deflagrada nesta segunda (26), a 35ª fase da Lava Jato, que foi capitaneada pela Polícia Federal, criou um mal-estar entre a Odebrecht e os procuradores da República que participam da operação.
Eles negociam com a empreiteira acordos de delação e leniência (espécie de delação premiada da pessoa jurídica) há cerca de sete meses.
Em fase final de conversas, agora focadas no acerto de multas e penas e com o conteúdo já definido sobre o que os executivos vão revelar, a empreiteira foi surpreendida ao ser o foco de novas acusações juntamente com o ex-ministro Antonio Palocci.
Segundo a Folha apurou, esta fase compromete o ambiente colaborativo entre Odebrecht e procuradores, que chegaram a dar explicações ao grupo sobre o ocorrido. A empresa, porém, não pretende desistir do acordo, visto como sua única alternativa de sobrevivência.
Apesar de não ter sido alvo de buscas, o fato de todas as ações da 35ª fase se concentraram na relação de investigados com a empreiteira a incomodou devido ao transtorno causado junto ao mercado num momento em que a empresa negocia parte de seus ativos para se recompor.
A última fase decorreu de uma investigação da PF a partir de documentos apreendidos em ações anteriores e delações premiadas homologadas, como a da ex-secretária Maria Lúcia Tavares.
As apurações aconteceram paralelamente à negociação da delação, já que a PGR (Procuradoria-Geral de República) proibiu a PF de participar das tratativas com o argumento de evitar vazamentos.
Segundo a Folha apurou, parte do Ministério Público Federal viu a ação como resposta da PF a esse fato. Porém os policiais negam qualquer tipo de reação e dizem desconhecer mal-estar com a Odebrecht, já que não estão a par da negociação.
A polícia tentou ouvir Marcelo Odebrecht durante a investigação, mas o executivo não quis falar devido à negociação da delação. Os investigadores, então, preferiram deflagrar a operação a esperar o resultado da delação.
A PF considera também que a demora na negociação com a Odebrecht pode levar à destruição de provas. Tal risco foi mencionado pelo delegado Filipe Pace no pedido de prisão de Palocci.
"É fato público e notório de que o grupo Odebrecht está em negociação para celebração de acordo de colaboração premiada com a PGR, circunstância que, por si só, deixa em estado de alerta todos os criminosos que se envolveram com o grupo empresarial e poderá ensejar prejuízo a futuras investigações e instruções", escreveu. 

Ministro do STF nega a Mercadante acesso a informações de delação de ex-deputado


Teori Zavascki considera que notícias sobre colaboração premiada não são suficientes para quebra de sigilo de delação

MURILO RAMOS
27/09/2016 - 11h29 - Atualizado 27/09/2016 11h46
Aloizio Mercadante ex ministro (Foto:  ED FERREIRA/ESTADÃO CONTEÚDO)
O ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki negou pedido feito pela defesa do ex-ministro da Casa Civil Aloizio Mercadante para ter acesso à delação premiada do ex-deputado federal Pedro Corrêa. O pedido foi feito em junho e negado por Teori na semana passada.

Corrêa afirmou que políticos receberam dinheiro para enterrar uma CPI que investigava a Petrobras no Congresso em 2009 e incluiu Mercadante entre os beneficiados. Mercadante já negou as acusações.

Segundo Zavascki, “a simples especulação jornalística a respeito da existência de acordo de colaboração premiada ou da sua homologação judicial ou de declarações que teriam sido prestadas pelo colaborador não é causa juridicamente suficiente para a quebra de sigilo...”.

Baixada Fluminense: Campanha sob a lei do crime


Na região mais perigosa do Rio de Janeiro, os candidatos pedem votos nas ruas com seguranças armados e são ameaçados de morte por traficantes e milicianos

HUDSON CORRÊA
27/09/2016 - 08h00 - Atualizado 27/09/2016 09h48
Estreante na política, Alex do Gás tinha dois trunfos como candidato a vereador em Belford Roxo, cidade da Baixada Fluminense. Confiava na força de seu partido, o PMDB, e em uma enxurrada de votos dos moradores da favela Parque Esperança. Com a indispensável permissão dos traficantes locais, Alex Martins da Silva tem o monopólio do comércio de gás na favela. Na madrugada de domingo, 28 de agosto, depois de uma noitada de pagode, Alex, a mulher e o cabo eleitoral Alan Moreira foram rendidos por seis bandidos enquanto seguiam em frente ao depósito de gás. “Que abordagem é essa? Sou conhecido da comunidade”, disse Alex, inconformado com o tratamento. A uns 100 metros, no alto da favela, um dos homens sentenciou: “Vamos executar todo mundo”.
Apavorado, Alex correu cambaleante pela escuridão. Sua mulher levou pontapés e ficou com uma pistola apontada para a boca, mas foi liberada. Ao vasculhar o celular de Alan, o cabo eleitoral, os traficantes encontraram uma foto sua ao lado do que seria um fuzil. “É de paintball”, disse Alan. Em outra foto, no entanto, Alan aparecia ao lado de um rapaz que vestia uma camiseta com o símbolo do Batman, a insígnia da Liga da Justiça, a maior milícia do Rio de Janeiro, que agora estende os tentáculos à Baixada. Formadas por policiais e ex-policiais corruptos, as milícias disputam o mercado do crime com traficantes. Na escuridão da favela, os traficantes acharam que Alan fosse miliciano. Seu corpo foi encontrado três dias depois, com marcas de tiros e espancamento. Alex do Gás deixou de fazer campanha.
Em um ano em que candidatos reclamam da falta de dinheiro, devido às restrições da nova lei eleitoral, os concorrentes a prefeito e vereador que disputam votos na Baixada Fluminense, região colada ao Rio de Janeiro, enfrentam um problema bem pior: a falta de segurança. Desde a instalação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) nos morros do Rio, a partir de 2010, os traficantes migraram para a Baixada e encontraram-se com as milícias. A região ficou ainda mais sangrenta. Em julho, 106 das 368 pessoas assassinadas no estado do Rio – ou 29% – foram mortas na Baixada.
Candidato a prefeito, Deodalto faz campanha em Belford Roxo. (Foto: Ana Carolina Fernandes)
Traficantes e milicianos se envolvem em vários aspectos da vida dos 2,8 milhões de eleitores da região de ruas fétidas e esburacadas. Não poderiam ficar de fora da política. Nos últimos nove meses, além de Alan, outras 13 pessoas que participavam da eleição foram assassinadas. A polícia concluiu, por enquanto, que dois desses casos ocorreram diretamente por disputa política. Os outros assassinatos são resultado de interesses conflitantes da bandidagem, que esbarram na política.
No caso mais conhecido, quatro pessoas envolvidas em campanhas eleitorais foram assassinadas. Ao investigar um caso de disputa política, a polícia deparou com um esquema de furto de combustível a partir de um oleoduto que corta a região até a refinaria de Duque de Caxias, cidade mais populosa da Baixada. Furto de combustível, para azar deles, é justamente o negócio favorito de muitos milicianos. As milícias compram os terrenos onde passam os dutos, levantam muros e cavam até perfurar os dutos e instalar bicas, de onde o combustível é retirado. Trata-se de uma diversificação das atividades dos milicianos, mais conhecidos por exigir “taxas de proteção” e cobrar por uma gama de serviços clandestinos – do sinal de TV a cabo ao fornecimento de gás de cozinha.
Alex do Gás nunca afrontou o tráfico em sua área. “Eles ficavam para lá e eu no meu canto”, afirma. Seu erro foi despertar suspeita de estar associado às milícias. O caso ainda está sob investigação. No sábado (17), Alex voltou à favela para mostrar que estava vivo e na disputa eleitoral. “Surgiu o boato de que me esquartejaram”, diz. Alex circulou na comunidade acompanhado de três seguranças. Gastou R$ 450, um valor expressivo para uma campanha que ainda nem teve arrecadação. Pela lei, pessoas físicas só podem contribuir com até 10% de seu rendimento bruto no ano anterior. Numa cidade como Belford Roxo, com 60% da população na pobreza, encontrar gente disposta a doar é tão difícil quanto escapar da violência. Sem dinheiro, os candidatos da Baixada precisam caminhar, falar com as pessoas nas ruas e pedir votos em favelas. Mas isso também custa.  Milicianos e traficantes perceberam a demanda e passaram a dificultar o acesso às áreas que dominam. Quem quiser entrar precisa pagar pedágio.
Zaqueu Texeira, candidato a prefeito em Queimados. (Foto: Ana Carolina Fernandes)
No final da tarde da quarta-feira (21), o deputado estadual Deodalto Ferreira, candidato do Democratas a prefeito de Belford Roxo, chegou ao bairro de Santa Maria numa caminhonete Ford Ranger preta com um grupo de homens. Não eram apenas cabos eleitorais. Apesar das bandeiras, sob a roupa era possível ver o volume das armas. Durante a caminhada, Deodalto permaneceu cercado por cinco guarda-costas. “Nunca usei carro blindado  nem andava com seguranças. Agora tenho receio”, afirma. “Estou com medo, não quero virar estatística.” Deodalto conta que, em junho passado, recebeu um telefonema anônimo feito de um orelhão. “Ou você para a campanha ou sua família sofrerá as consequências”, disse um homem. Ele não registrou queixa na polícia, tampouco pediu segurança à Assembleia Legislativa.
Deodalto está pagando para ser candidato. Sua prestação de contas registra uma receita de R$ 61.700 em doações, mas ele já gastou R$ 189.600 em serviços. No vermelho, ostenta uma boa (e segura) estrutura de campanha. Havia mais cabos eleitorais do que moradores durante a passagem de sua comitiva por um trecho de Belford Roxo, onde as ruas de asfalto têm crateras cheias de lama e as calçadas foram tomadas pelo mato e pelo lixo. Sempre acompanhado dos seguranças, Deodalto entrou numa ruazinha lateral. Abraçou uma senhora de chinelo de dedo sentada em frente à loja de roupas, expostas em cordões e nos manequins. Uma grande placa anunciava: “Não vendo fiado, não faço troca”. A lojista deu pouca atenção a Deodalto.
Alex do Gás com um dos seus carros de entrega. (Foto: Ana Carolina Fernandes)
A 40 quilômetros dali, Zaqueu Teixeira, candidato do PDT a prefeito de Queimados, cidade vizinha a Belford Roxo, já terminara a caminhada do dia. “Nossa militância não pode entrar em comunidades. Os bandidos montaram até barreiras nas ruas, com pedaços de pau e concreto, para controlar a passagem de pessoas”, afirma Zaqueu, também deputado estadual e ex-chefe da Polícia Civil do estado. Horas antes, Zaqueu percorrera um bairro da periferia. A passos ligeiros, subira uma ladeira de onde se avistavam prédios construídos pelo programa Minha Casa Minha Vida. Zaqueu apontou o dedo para o condomínio: “Para eu ir lá, preciso de uma operação policial porque o tráfico ocupou a área”. Ele diz que não vale a pena se arriscar, pois pelo menos duas vezes seus cabos eleitorais foram escorraçados por um grupo de bandidos armados com fuzis. Diante da dificuldade, Zaqueu pediu socorro à Secretaria de Segurança e foi atendido por operações da polícia nos locais. Mas ele enumera de cabeça seis áreas ainda totalmente dominadas pelos bandidos, onde não consegue entrar.
Durante a caminhada, um homem seguia os passos de Zaqueu com persistência. Vestido todo de preto, com bota e óculos escuros, o guarda-costas tentava se passar por cabo eleitoral. Agitava uma bandeira, tinha no peito um adesivo com o nome do candidato, batia palmas. Outros dois cabos eleitorais que acompanhavam o movimento tampouco enganavam. Zaqueu diz que os homens são colegas de polícia que resolveram ajudá-lo e arriscam a vida de graça. Apesar do transtorno, Zaqueu deu um jeito de usar a insegurança a seu favor na hora de pedir votos. Diz que, se eleito, a prefeitura reagirá à violência. Como ex-chefe de polícia, ele sabe que essa é uma promessa difícil de cumprir.

Críticas a Lewandowski?



A ministra Cármen Lúcia estreou como presidente do Conselho Nacional de Justiça fazendo críticas ao órgão, comandado até o início do mês por Ricardo Lewandowski:
"Eu temo por uma burocratização excessiva, que é o contrário da razão de criação desse conselho", disse, segundo a Folha.
"Firmar convênio, fazer papel, assinar e não sair nada dali me parece uma forma até de não se fazer as coisas acontecerem".
"Não adianta fazer seminário, que é uma coisa ultrapassada, no sentido de apenas conversar. Da discussão há de resultar projetos, desses projetos resultarão em práticas, que precisam ser testadas."

Família faz campanha para arrecadar R$ 120 mil de cirurgia que pode salvar menina de seis anos


Por Luiz Henrique de Oliveira e Maisy Pires
luiza
Luiza precisa de R$ 120 mil para realizar cirurgia (Foto: Reprodução Facebook)

A vida da pequena Luiza Ribeiro Scherer mudou há cerca de um ano, depois de um diagnóstico que pegou a todos de surpresa. Uma alteração urinária trouxe à tona uma grave doença degenerativa, a siringomielia cervical torácica. Com seis anos, a família da menina corre contra o tempo para arrecadar R$ 120 mil e realizar um procedimento cirúrgico em Barcelona, na Espanha, que pode pausar a enfermidade.
Em entrevista à Banda B, Priscila Ehlers Ribeiro, mãe da menina curitibana, explicou como tudo começou. “Fomos pegos de supresa. É uma doença grave e ela precisa de uma cirurgia com urgência, porque tem expansão na região torácica e sofre com sintomas como cansaço físico, fraqueza nas pernas, formigamento nos pés e enurese noturna (faz uso de fralda toda vez que dorme devido à urina)”, contou.
Emocionada, a mãe descreveu que no ano passado a menina, que também tem um leve autismo, passou por momentos difíceis. “No final do ano passado ela teve dificuldades para se locomover e também respiratória. Desde então está sem fazer esforço físico e melhorou, mas pode progredir a qualquer momento. Hoje, a Luiza tem fraqueza muscular, perda de sensibilidade na sola do pé e de urina quando adormece. ”, detalhou.
De acordo com a mãe, o custo para a cirurgia e tratamento na Espanha é de R$ 120 mil. “O local de referencia para o tratamento da doença da Luiza é o ‘Institut Chiari & Siringomielia & Escoliosis de Barcelona’, na Espanha. O tratamento espanhol é inovador, minimamente invasivo, com grandes percentuais de estabilização da progressão da doença, resultando numa melhora significativa”, contou.
Para conseguir o dinheiro, a mãe vendeu rifas, carro e abriu uma vaquinha online pela internet. “Eu agradeço a todos que estão participando e nos ajudando. Espero que até dezembro a gente consiga encerrar a campanha com um vídeo de agradecimento. Pausar essa doença, que é degenerativa, será a nossa grande vitória. Agradeço quem possa contribuir ou apenas nos ajudar compartilhado a história”, concluiu.
Se quiser ajudar a Luiza acesse a vakinha para clique aqui

Motorista de ônibus é encontrado morto dentro de casa e carro some da garagem


Por Elizangela Jubanski e Antônio Nascimento


Um motorista de ônibus foi encontrado morto dentro de casa na manhã desta terça-feira (27), no Bairro Alto, em Curitiba. Sebastião Raimundo da Silva, 53 anos, estava com ferimentos no peito e foi encontrado por um pedreiro que o auxiliava na reforma do sobrado dele. A vítima morava sozinha e os vizinhos ouviram barulhos e gritos por volta da 1 hora.
O sobrado de Silva fica na rua Alberico Flores Bueno. Ele morava sozinho e estava reformando a parte de cima da casa há alguns meses, para ampliar o sobrado. Por volta das 7h30, dois homens chegaram ao local para iniciar os trabalhos da reforma. Diferente do comum, o carro dele não estava na garagem, mas o portão destrancado, o que motivou os trabalhadores a entrar na casa e procurar por Silva.
Depois de algum tempo, os pedreiros encontraram o corpo da vítima caído ao lado da cama, no quarto onde o motorista dormia. Artilíno Custódio do Silva contou à Banda B que a cena o impressionou. “Quando chegamos aqui, encontramos ele nesse estado. Não estava tudo aberto, o portão estava encostado. Subi e vi ele no piso lá, está até com o uniforme da empresa”, contou.
A Polícia Militar (PM) chegou ao local e acionou a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O delegado Erick Busetti afirmou que havia marcas de sangue pela casa. “Foi constatado sinais de violência, até na entrada da casa tem marcas de sangue e foi localizada a vítima com um pano amarrado no pescoço, possivelmente uma asfixia mecânica, além das agressões”, descreveu o delegado.
O veículo do motorista de ônibus, um Sandero da cor prata, sumiu. A casa está bem organizada, com gavetas e guarda-roupa sem interferência. Silva trabalhava em um linha do transporte público que roda em Colombo, e fazia o horário noturno.
A Polícia Científica confirmou que Silva tinha seis ferimentos por arma branca. Vizinhos estão sendo ouvidos e uma linha de investigação está sendo traçada. O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba.