Caminhão carregado com dinamite explode em pátio de empresa, em Bocaiuva do Sul no PR


Situação aconteceu na Região Metropolitana de Curitiba neste sábado (8).
Bombeiros estão no local tentando controlar as chamas.

Do G1 PR, com informações da RPC Curitiba
Um caminhão carregado com bananas de dinamite explodiu na tarde deste sábado (8), por volta das 15h15, no pátio de uma empresa em Bocaiúva do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, de acordo com a Polícia Militar (PM). Segundo a Polícia Civil, havia 50 toneladas de dinamite no caminhão. veja vídeo
A empresa fica na BR-476. Bombeiros foram até o galpão para controlar as chamas. A Defesa Civil do Paraná informou que ninguém ficou ferido no local. Três funcionários que estavam no barracão conseguiram fugir, segundo o Corpo de Bombeiros.
Como existe o risco de novas explosões, conforme a Defesa Civil, o local foi isolado.
PM sobrevoou o local do acidente com um helicóptero (Foto: Divulgação / Polícia Militar)PM sobrevoou o local do acidente com um helicóptero (Foto: Divulgação / Polícia Militar)
De acordo com os bombeiros, a situação aconteceu na localidade de Aterradinho, que fica a dois quilômetros da entrada do município. O Corpo de Bombeiros também relatou que 80 casas foram atingidas nas redondezas, ficando destelhadas e com os vidros quebrados.
Cerca de 30 pessoas foram ao Hospital Municipal Santa Júlia com ferimentos, como escoriações e cortes, causados pelo efeito da explosão nas proximidades. Segundo um enfermeiro do hospital, ninguém teve lesões graves.
O motorista Abel de Oliveira, de 44 anos, morador do Centro de Bocaíuva do Sul, disse que sentiu um tremor. "Escutei a explosão, foi muito forte.Tremeu tudo e senti o calor do fogo, isso que eu moro a três quilômetros de distância de onde aconteceu a explosão", contou ao G1.
Além do Corpo de Bombeiros, equipes das Rondas Ostensivas de Natureza Especial (Rone), do Exército e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) atenderam à situação.
Alexandre Monteiro de Souza enviou imagens da fumaça pelo aplicativo "Você na RPC"Veja o vídeo abaixo.
Dono preso
O dono da fábrica de fábrica de dinamites Explopar, um homem de 61 anos, foi preso. O delegado de Bocaiva do Sul, Mário Sérgio Bradock, pediu a prisão do empresário por causa da explosão.
O homem foi preso por armazenamento irregular de explosivos, crimes e danos ambientais e ainda risco de morte que ele submeteu centenas de pessoas que moram ao redor. O delegado disse que já havia um inquérito instaurado para investigar as irregularidades no armazenamento de dinamintes na empresa.
Bradock afirmou que o caminhão estava sendo manobrado quando começou a pegar fogo, causando a explosão.
Bombeiros estão no local para controlar o fogo (Foto: Divulgação / Polícia Militar)Bombeiros estão no local para controlar o fogo (Foto: Divulgação / Polícia Militar)
Explosão aconteceu na tarde deste sábado (8), na Região de Curitiba (Foto: Carla Carvalho / Arquivo Pessoal)Explosão aconteceu na tarde deste sábado (8), na Região de Curitiba (Foto: Carla Carvalho / Arquivo Pessoal)

Dono de fábrica de dinamites é preso após explosão forte que deixou feridos e assustou moradores de Bocaiuva do Sul

úva do SulPublicado em 8 de outubro de 2016,17:51

Por Elizangela Jubanski e Djalma Malaquias


O dono da fábrica de dinamites Explopar, Milton Lino da Silva, 61 anos, foi preso após a explosão de um caminhão carregado de explosivos na tarde deste sábado (8), em Bocaiúva do Sul, na região metropolitana de Curitiba. O delegado-titular da cidade Mário Sérgio Bradock pediu a prisão do empresário e disse que já havia inquérito instaurado para investigar irregulares no armazenamento de dinamites na empresa de Silva.
Ele foi encaminhado para a delegacia, onde deve permanecer para o registro do flagrante. Ele pode responder por tentativa de homicídio, além dos processos administrativos pelas irregularidades na empresa. Não há informações sobre vítimas fatais.
O caminhão truck que explodiu estava dentro do barracão, que fica na localidade de Aterradinho, a dois quilômetros da entrada da cidade, no quilômetro 90, da BR-476, Estrada da Ribeira. Ao todo, cerca de 30 caminhões estavam na fábrica, que abriga 50 toneladas de dinamite. Apenas um desses caminhões explodiu.
Prejuízo
Duzentas casas de um vilarejo próximo, conhecida como Vila Angélica, foram afetadas com a explosão e familiares estão sendo orientados a se retirarem das residências e ir para casas de parentes. Vidros foram estilhaçados e telhados quebrados com a explosão.

Parece achaque, não? É achaque



Ricardo Pessoa repetiu ao TSE que a UTC deu legalmente dinheiro para as campanha de Dilma e de Aécio, em 2014, mas há uma grande diferença entre as contribuições.
No caso da petista, ele ouviu o seguinte de Edinho Silva, tesoureiro e ex-ministro de Dilma -- que estava no poder:
“Você tem muito contrato (com a Petrobras). Você vai continuar", registra Josias de Souza.
É exatamente o que ele havia contado à Lava Jato.

Planalto negocia alívio para empreiteiras do petrolão


Proposta de mudança nas regras de acordos de leniência mostra velha benevolência de Brasília com a corrupção

BRUNO BOGHOSSIAN E ANA CLARA COSTA
07/10/2016 - 20h22 - Atualizado 07/10/2016 21h47
 O asssessor especial de Temer,Sandro Mabel.O governo vai patrocinar projeto sob medida para as empreiteiras (Foto: Marcelo Camargo/Folhapress)
Em uma sala no 4º andar do Palácio do Planalto, na terça-feira (4), o ex-deputado Sandro Mabel, um dos assessores mais próximos do presidente Michel Temer, e o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, se reuniram com sindicalistas e representantes da Confederação Nacional da Indústria (CNI) com uma agenda muito cara ao governo. Apresentaram uma proposta para mudar as regras de acordos de leniência, aqueles em que empresas recebem uma redução de punições em troca de colaboração em investigações de corrupção. Trata-se da velha benevolência de Brasília com a corrupção. O governo quer dar um alívio com as empreiteiras do petrolão, que sorveram bilhões da Petrobras e pagaram propina a políticos, a turma que hoje está – ou tem medo de estar – em Curitiba.
Pelo plano patrocinado no governo, esses acordos seriam feitos pelo Ministério da Transparência, a antiga Controladoria-Geral da União, um órgão do Executivo. O Ministério Público Federal, hoje um ator importante, seria empurrado para escanteio. O texto permitiria que as empresas corruptas contornassem as proibições de assinar contratos com o governo. As mudanças são tratadas como prioridade. Mabel propôs um cronograma que prevê a apresentação, nas próximas semanas, da minuta de um projeto, a ser redigida pela própria CNI, com apoio dos sindicatos, e se dispôs a participar de discussões com os presidentes da Câmara e do Senado.
Está combinado, portanto, que surgirá um projeto para que as construtoras pegas pela Operação Lava Jato possam voltar a fazer obras estatais e receber dinheiro público. De sua parte, o governo ajudará a negociar a aprovação disso no Congresso. “Nenhum congressista quer ficar com a batata quente de parecer que está aliviando para as empreiteiras”, diz um dos participantes da reunião. “Com apoio institucional, o projeto passa fácil.” Ajudar as empreiteiras é uma obsessão. O governo Dilma Roussefftentou, sem sucesso. Em 2014, quando 23 companhias haviam sido impedidas de prestar serviços para a Petrobras, Dilma tentou evitar que as empreiteiras fossem alijadas da amamentação do Estado. O ex-ministro Márcio Thomaz Bastos arquitetou, com a anuência do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, um “acordão” que livraria as companhias de problemas em troca de uma multa conjunta de R$ 1 bilhão. Para ter uma ideia, o Ministério Público Federal pede hoje que a Odebrecht, sozinha, pague R$ 7 bilhões por seus atos corruptos.
Dilma Roussef ex-presidente (Foto: Ueslei Marcelino / Reuters )
A estratégia não vingou porque pegou mal, foi bombardeada pelo Ministério Público Federal e gerou protestos. O governo Dilma recuou, mas voltou à carga no final do ano passado com umaMedida Provisória que aliviava o aperto da lei a empresas corruptas. “A preservação do emprego de brasileiros não pode esperar”, disse Dilma na ocasião. “Devemos penalizar os CPFs, os responsáveis pelos atos ilícitos. Não necessariamente a penalização de CPFs significa a destruição dos CNPJs.” Traduzida do Dilmês, a ideia era uma jabuticaba para punir apenas os executivos das empreiteiras e livrar as empresas. O descrédito foi tamanho que a MP foi dinamitada no Congresso.
Mas PT e PMDB, sócios no petrolão, são incansáveis na cruzada para salvar suas parceiras. O governo Temer pretende usar como base um projeto do ano passado, já aprovado no Senado e parado na Câmara, que estabelece textualmente que o Ministério da Transparência e órgãos de controle dos estados e municípios poderão celebrar acordos “de forma isolada”, sem a participação do Ministério Público. O projeto diz ainda que “o acordo de leniência celebrado de forma isolada pela autoridade administrativa (...) isentará a pessoa jurídica (...) das sanções restritivas do direito de licitar e contratar” – o que não está na lei atual. “Não dá para ficar destruindo esse monte de emprego”, afirma Mabel. Apesar de o tema estar em discussão dentro do Palácio do Planalto, com promessas de apoio explícito, Mabel argumenta que a iniciativa não é do presidente Michel Temer. Mas admite que o governo participará da articulação no Congresso. Com o patrocínio do governo, de entidades empresariais e o apelo das empreiteiras, quem no Congresso haverá de ficar contra, não é mesmo?

Homem mata ex a facadas durante missa e confessa crime em áudio


Ele assassinou vítima e enviou mensagem para delegada em Ituiutaba.
Suspeito teve um relacionamento extraconjugal com mulher, diz Polícia Civil.

Bárbara AlmeidaDo G1 Triângulo Mineiro
Simone Marca morta a facadas em Ituiutaba (Foto: Reprodução/Facebook)Simone Marca foi morta a facadas durante missa em Ituiutaba (Foto: Reprodução/Facebook)
Uma mulher de 30 anos foi morta a facadas durante uma celebração na Igreja Catedral São José, em Ituiutaba, nesta sexta-feira (7). Segundo a Polícia Civil, Simone Marca acompanhava uma missa de sétimo dia de falecimento na companhia do namorado, momento em que o ex-amante chegou ao local e desferiu cerca de seis facadas contra ela.  aSSISTA AO VÍDEO E OUÇA O AUDIO
A delegada de homicídios que acompanha o caso, Roberta Borges Silva Ferreira, contou que após o crime o suspeito, Marcos Ferreira, que é proprietário de um jornal da cidade, gravou um áudio confessando o crime e enviou pelo WhatsApp (Ouça ao lado ).
"Nós da Polícia Civil já o conhecíamos devido ao contato que temos com a imprensa. Após esfaquear a mulher, Marcos fugiu em um carro que estava estacionado em frente à igreja. Durante a fuga ele me enviou um áudio pelo celular confessando o crime e disse que só ia se entregar após passar o tempo do flagrante. A equipe segue em busca dele, mas até o momento não foi localizado", contou Roberta.
Ainda de acordo com a delegada, a mulher chegou a ser socorrida pelo Corpo de Bombeiros e morreu a caminho do hospital. Roberta conta que Marcos é casado e teve um relacionamento extraconjugal com Simone durante mais de um ano.
Simone Marca morta a facadas em igreja de Ituiutaba (Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)Simone Marca assistia missa no primeiro banco de
igreja (Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)
"A vítima foi amante dele por muito tempo, mas não queria mais a relação, pois ele era agressivo e não a dava sossego. A esposa dele também estava ciente da situação. O homem já foi preso duas vezes por violência doméstica e tinha saído da prisão esta semana. Ela também tinha uma medida protetiva contra ele", esclareceu a delegada.
A Polícia Civil disse que cerca de 80 pessoas testemunharam o crime na igreja e que ao presenciar o assassinato o atual namorado da vítima fugiu.
"Ela estava nesse novo relacionamento há cerca de um mês. E o assassino não aceitava. O suspeito foi frio. A primeira facada foi nas costas e as demais na parte da frente do corpo. Inclusive ele fez um corte profundo do pescoço ao abdômen da mulher. Mesmo trabalhando na área de homicídios nunca vi algo tão assustador", finalizou.

‘Hoje tenho vergonha do PT’, diz 1º prefeito eleito pelo partido

Em 1982, nas primeiras eleições diretas para cargos do Executivo e Legislativo (excluindo-se o posto de presidente da República) desde o golpe de 1964, o PT elegeu o seu primeiro prefeito — o sindicalista e metalúrgico Gilson Menezes, em Diadema, na Região Metropolitana de São Paulo. À época, a sigla tinha apenas dois anos de história. Passados 36 anos daquela vitória – incluindo os treze que a legenda ficou à frente da Presidência da República -, o partido protagonizou sucessivos escândalos e está hoje imerso em sua maior crise: apeado do poder após o impeachment de Dilma Rousseff, amargou neste pleito municipal o pior resultado em 20 anos. Hoje no PDT, Menezes, que foi prefeito por dois mandatos (de 1982 a 1988 e de 1997 a 2000), deputado estadual, vereador e vice-prefeito, também está longe dos seus melhores dias: recebeu apenas 360 votos e não conseguiu se eleger para a Câmara de Diadema.
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Assim como o partido, ele não está em bons lençóis com a Justiça, que bloqueou seus bens por suspeitas de irregularidades cometidas na época em que foi prefeito pela segunda vez. Apesar de ainda firmar alianças com o PT – em 2012, foi candidato a vice-prefeito na chapa de Mario Reali (PT) – Menezes já passou por PSC e PSB. E não esconde a frustração com a sigla que ajudou a fundar junto com o “companheiro” do sindicato dos metalúrgicos do ABC Luiz Inácio Lula da Silva. Em conversa com VEJA, o veterano afirmou que tem vergonha de sair às ruas e pedir votos para a antiga legenda que, segundo ele, desviou-se dos seus princípios e caiu no “fascínio do dinheiro”.
Como o senhor, que foi o primeiro prefeito petista, vê o partido hoje? Eu me sinto envergonhado. Esse não foi o objetivo pelo qual criamos o partido. Ele nasceu para ser diferente e acabou ficando igual aos outros. Eu lamento muito pelo que o partido está passando hoje.
Quais foram os pecados do partido que explicam as derrotas em 2016, principalmente no ABC?  Infelizmente, as pessoas que votavam no PT nesses lugares ficaram frustadas. O pecado foi a desonestidade, o caminho da corrupção tomado por algumas pessoas. Não são todas. Ainda há gente de bem no partido. E espero que essas pessoas façam uma reflexão, uma autocrítica profunda, para que o partido volte a ser o que era e para aquilo que foi criado.
O PT chegou a convidá-lo para apoiar a candidatura de Maninho (PT) [que ficou em terceiro lugar na disputa]? Chamou, mas eu não quis apoiá-lo. Não por causa do Maninho, mas por causa de todas essas coisas. Eu teria vergonha de pedir votos para o PT nessas eleições.
Por que o senhor saiu da sigla em 1988? Eu saí porque percebi que algumas pessoas estavam levando o partido para o caminho da corrupção e da falta de democracia. Era um lugar que eu não desejava.
Que pessoas? Neste momento, eu não gostaria de revelar nomes, mas são essas aí que aparecem na TV todos os dias.
Você e o Lula eram bastante próximos na época do sindicato. O que achou de todos esses casos que envolvem o nome do ex-presidente? Eu espero que não seja verdade porque senão será uma decepção muito grande. Para mim e muita gente que ainda acredita nele. Eu espero que ele prove o contrário, senão vai ficar muito feito para ele. Não posso aceitar que o dinheiro do povo não seja respeitado.
O senhor foi acusado de irregularidades pelo MP e está com os bens bloqueados…Teve uma empresa que fez uma campanha e doou para a prefeitura 4.000 livros eu apenas recebi esses livros. Eu não contratei a empresa. E fui condenado por isso. Livros para a população. Se tiver alguma coisa errada aí, foi a empresa e quem doou o dinheiro. Eu não. No entanto, estou com meus bens bloqueados por causa disso. Eu nunca roubei um centavo da prefeitura. Pelo contrário, numa compra de maquinários, me ofereceram comissão de 9% e eu disse para eles darem esse desconto para a prefeitura. Só para você ter uma ideia… fora as outras coisas.
Que outras coisas? Isso é comum? Infelizmente, é comum. Queriam doar para mim um terreno de 1.000 metros quadrados e eu entreguei para a prefeitura.Quem abre mão do seus princípios acaba caindo no fascínio do dinheiro. Hoje, posso andar na rua com dignidade e dizer: não sou corrupto e odeio corruptos.
O senhor também mudou de partido várias vezes. O PDT é melhor do que o PT? Gente ruim todo mundo tem. Mas é um partido que tem uma figura exemplar — Leonel Brizola. E ninguém pode acusá-lo de desonestidade. O PT deveria seguir esse exemplo.
O político Gilson Menezes, prefeito eleito da cidade de Diadema
O político Gilson Menezes, quando foi eleito em Diadema (Fernando Santos/Folhapress)