MACHADO SOBRE RENAN: "QUE ENTÃO DEFINIMOS QUE EU FARIA REPASSES DE VALORES ILÍCITOS..."



Sérgio Machado viu em Felipe Parente o sujeito ideal para entregar a propina da Transpetro destinada a Renan Calheiros e adjacências.
Leiam mais este trecho da reportagem da Época:
"Sérgio Machado foi massacrado publicamente por Renan Calheiros quando sua delação foi homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), na sequência de uma série de gravações feitas pelo ex-presidente da Transpetro e divulgadas pelo jornal Folha de S. Paulo, que expunham os maiores caciques do PMDB e causaram a queda do então ministro Romero Jucá. O presidente do Senado classificou as gravações de “fantasiosas” e que o conteúdo “não prova nada”. No texto entregue aos procuradores, Machado disse que, ao entrar na Transpetro apadrinhado por Renan, rapidamente passou a receber pedidos vindos do peemedebista. 'QUE uma vez no início da minha gestão em 2004, 2005 ele me falou das dificuldades em manter sua estrutura política e perguntou como eu podia ajudar; QUE então definimos que eu faria repasses de valores ilícitos que iria buscar através dos fornecedores parceiros da TRANSPETRO; QUE estava muito no início da TRANSPETRO, ainda tomando pé da empresa que naquele momento tinha uma capacidade de investimento muito reduzida', afirmou Machado aos procuradores."

POLICIAL CONFESSA VARREDURA PARA GENRO DE LOBÃO



O Antagonista obteve o depoimento do policial legislativo Geraldo César, que já foi liberado pela Polícia Federal. Ele admitiu que fazia frequentes varreduras contra grampos a pedido de parlamentares em gabinetes, residências oficiais e particulares das autoridades.
Disse ainda que, para "proteção pessoal" de Renan Calheiros, sempre faz "varreduras onde quer que ele vá ter reuniões". César revelou que uma das primeiras que fez, a pedido do chefe Pedro Ricardo, foi na casa de Marcos Regada, genro de Edison Lobão.
Regada lhe disse que a varredura era por causa da campanha eleitoral de Edison Lobão Filho. O agente contou ainda que ficou com medo de ser flagrado com a maleta antigrampo no aeroporto.

OS CAPANGAS DE LOBÃO



O inquérito da Operação Métis, obtido por O Antagonista, elenca vários fatos investigados.
O primeiro trata do uso dos policiais legislativos para a busca de escutas ambientais e interceptações telefônicas em endereços particulares de Lobão Filho e de seu pai Edison Lobão, logo que viraram alvo de operações da Polícia Federal.

COLLOR PEDIU VARREDURA NA 'CASA DA DINDA' APÓS LAVA JATO



No mesmo depoimento, obtido por O Antagonista, o policial legislativo Geraldo César admite que fez varredura na casa de Fernando Collor, "logo depois da operação da Polícia Federal" que aprendeu seus carros de luxo - que, segundo a PGR, foram usados para lavar propina da BR Distribuidora.
César conta que o "pedido de varredura foi feito para o gabinete, a residência oficial e para a 'Casa da Dinda'. Um assessor de Collor disse que o senador "estava inseguro de retornar para casa pois seus ambientes tinham sido devassados pela Polícia Federal".
Após o episódio, o policial diz que passou a questionar as ordens de Pedro Ricardo, como a que determinou varredura na residência de José Sarney, já sem mandato.

GLEISI SE SENTIU 'INSEGURA' APÓS LAVA JATO



Gleisi Hoffmann também utilizou os serviços de detecção de grampos da Polícia do Senado, em sua residência, porque "se sentia insegura de voltar para casa", pois "não estava lá no dia da busca e não sabia quem tinha entrado na casa", contou à PF o policial legislativo Geraldo César.
No depoimento obtido por O Antagonista, ele alega que questionou a ordem pois temia "dar aparência de que a Polícia do Senado estaria protegendo parlamentar" e que "desconfiava muito do real interesse nas ordens recebidas".
César disse ainda que entrou em contato com o procurador Eduardo Pelella, chefe de gabinete de Rodrigo Janot. Ele teria dito: "Que eu saiba a Polícia Federal não usa esse tipo de dispositivo. Podem ir, que vocês não vão achar nada."
Pelella confirmou a O Antagonista o contato de César, mas disse não se lembrar exatamente quando foi a ligação. "Se não estou enganado, foi antes da operação (Custo Brasil). Também não me recordo de termos falado de um senador específico."

Renan fala em "estado democrático de direito"



Renan Calheiros acaba de divulgar a seguinte nota:
"A direção do Senado Federal tomou conhecimento na manhã desta sexta-feira (21) das diligências no âmbito da Polícia Legislativa. O Senado designou advogados do próprio órgão para acompanhar todos os procedimentos até a conclusão das investigações.
Convém reiterar que Polícia Legislativa exerce suas atividades dentro do que preceitua a Constituição, as normas legais e o regulamento administrativo do Senado Federal.
Atividades como varredura de escutas ambientais restringem-se a detecção de grampos ilegais (Regulamento administrativo do Senado Federal Parte II Parágrafo 3, inciso IV), sendo impossível, por falta de previsão legal e impossibilidades técnicas, diagnosticar quaisquer outros tipos de monitoramentos que, como se sabe, são feitos nas operadoras telefônicas.
Como de hábito, o Senado Federal manterá postura colaborativa e aguardará as investigações para quaisquer providências futuras.
As instituições, assim como o Senado Federal, devem guardar os limites de suas atribuições legais. Valores absolutos e sagrados do estado democrático de direito, como a independência dos poderes, as garantias individuais e coletivas, liberdade de expressão e a presunção da inocência precisam ser reiterados."

COLUNA DA SANTA CASA DE COLOMBO: OS MUTIRÕES:


  Os textos publicados nessa coluna semanal têm por objetivo divulgar os trabalhos da Santa Casa de Colombo, aproximando assim as pessoas da realidade de nossa Instituição. Um dos temas recorrentes é a consonância que guia nossas atividades.

  Desde o início de reabertura do Hospital, nossa equipe estudou o perfil epidemiológico de Colombo, suas principais necessidades e potencialidades. Nosso intuito é de tomar decisões com precisão cirúrgica, garantindo assim atender a demanda da população colombense atrelada à nossa sustentabilidade.

  Uma área que temos atenção especial é a chamada “demanda reprimida”. Verificamos junto aos nossos parceiros das Secretarias Estadual e Municipal de Saúde qual seria essa demanda e atuamos no sentido de diminuir o tempo de espera do usuário, garantindo assim um dos marcos do SUS: acessibilidade.

  Uma de nossas decisões foi de realizar mutirões de atendimento aos sábados para promover resolutividade ao paciente e impactar nessa demanda reprimida. A escolha dos procedimentos é baseada na análise citada anteriormente e estão sendo realizados desde setembro de 2016.
  Abaixo, destaco alguns dados para incrementar essa exposição:

 03/09/2016 - 200 EXAMES AGENDADOS
             127 EXAMES REALIZADOS: - 02 exames de Hipocôndrio
                                    - 80 exames de Abdome Total
                                    - 44 exames de Próstata
                                    - 01 exames de Pélvica
                                    TOTAL: 127 EXAMES

24/09/2016 - 200 EXAMES AGENDADOS
             135 EXAMES REALIZADOS: - 07 exames de Aparelho Urinário
                                    - 74 exames de Abdome Total
                                    - 54 exames de Próstata
                                    TOTAL: 135 EXAMES

01/10/2016 - 200 EXAMES AGENDADOS
             143 EXAMES REALIZADOS: - 03 exames de Hipocôndrio
                                    - 89 exames de Abdome Total
                                    - 51 exames de Próstata
                                    TOTAL: 143 EXAMES



AbraSUS!

Marmita e banho de sol separado; saiba a rotina de Cunha na cela em Curitiba



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Mais novo prisioneiro da Lava Jato na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) almoçou na quinta-feira, 20, arroz, feijão e macarrão na marmita e usou garfo e faca de plástico. Acostumado a tomar vinhos caros – conforme consta dos lançamentos em seu cartão de crédito -, tomou suco concentrado.
No primeiro dia de custodiado, por ordem do juiz federal Sérgio Moro, Cunha recebeu advogados. O ex-presidente da Câmara, cuja prisão provocou apreensão no mundo político por causa de uma eventual delação, passou isolado sua primeira noite na cadeia em uma cela de 12 metros quadrados, sem acesso aos colegas de cárcere.
Preso em Brasília, Cunha chegou à Superintendência da PF, em Curitiba, às 17 horas de quarta-feira, 19. “Ele está bastante tranquilo. Os advogados vinham trabalhando há algum tempo, todos os cenários eram possíveis e vão ser tomadas todas as medidas para se combater a decisão (de prisão)”, disse Marlus Arns, advogado recém-contratado pelo peemedebista.
Rotina
Na quinta-feira, 20, às 9 horas, Cunha foi levado ao Instituto Médico-Legal para exame, procedimento usual. Escoltado por policiais encapuzados e armados, o deputado cassado, ao deixar o IML, reclamou. “É um absurdo”, disse ao ser questionado por jornalistas sobre sua prisão.
Na carceragem, o ex-parlamentar foi mantido separado – até no banho de sol – de outros presos da Lava Jato, como o doleiro Alberto Youssef e o empreiteiro Marcelo Odebrecht.
No “serviço de quarto” da carceragem estão incluídos ainda café com leite e pão com manteiga. Na cela, ele dispõe de uma cama de concreto e colchonete, privada e pia de metal.
‘Sem chão’
A prisão de Cunha deixou sua família em estado de choque, de acordo com relatos de antigos aliados do peemedebista que falaram com sua mulher, a jornalista Cláudia Cruz, e a filha dele, Danielle Dytz da Cunha. Segundo eles, as duas choram e dizem estar desesperadas com a prisão.
Cláudia e Danielle também são alvo da Operação Lava Jato e estão na mira do juiz Moro. Amigos de Cunha dizem acreditar que uma eventual prisão das duas poderia acelerar as negociações para um acordo de delação premiada. “Elas estão sem chão, sozinhas no mundo. Perderam tudo”, afirmou um aliado de Cunha.

PF confirma operação no Senado contra policiais legislativos que atrapalhavam Lava Jato


Redação com Estadão

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Alvo da operação é o Senado



A Polícia Federal confirmou por meio de nota que deflagrou na manhã desta sexta-feira, 21, a Operação Métis para desarticular associação criminosa armada responsável por embaraçar a Operação Lava Jato e outras investigações da PF. A ação tem o apoio do Ministério Público Federal e mira servidores da Polícia Legislativa do Senado.
Quatro policiais legislativos foram presos e o diretor da Polícia do Senado, Pedro Ricardo Araújo Carvalho, homem de confiança do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB¬AL), foi conduzido coercitivamente. Ele e os subordinados foram pegos em ações de contrainteligência para ajudar senadores que estão sendo investigados pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Ao todo, estão sendo cumpridos nove mandados judiciais, todos em Brasília, sendo quatro de prisão temporária, um deles nas dependências da Polícia do Senado. Os mandados foram expedidos pela 10ª Vara Federal do Distrito Federal.
Segundo a PF, “foram obtidas provas de que o grupo, liderado pelo diretor da Polícia do Senado, tinha a finalidade de criar embaraços às ações investigativas da Polícia Federal em face de senadores e ex-senadores, utilizando-se de equipamentos de inteligência”.
Em um dos eventos, afirma a PF, o diretor da Polícia do Senado ordenou a prática de atos de intimidação à Polícia Federal, no cumprimento de mandado expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em apartamento funcional de senador.
Os investigados responderão por associação criminosa armada, corrupção privilegiada e embaraço à investigação de infração penal que envolva organização criminosa. Somadas, as penas podem chegar a 14 anos e seis meses de prisão, além de multa.
De acordo com a PF, a Justiça Federal já determinou a suspensão do exercício da função pública dos policiais do Senado envolvidos no esquema.
O nome da operação – Métis – faz referência à Deusa da Proteção, com a capacidade de antever acontecimentos.

Fuja, Lula. E leve o "Seminarista"



Lula repetiu mais uma vez que só topa se exilar em Garanhuns.
Então ele já pode ir preparando o jegue.
De acordo com o Valor, a delação de Alexandrino Alencar “está quase assinada”.
Os procuradores “chegaram a dizer que não haveria mais acordo devido a falta de informações sobre alguns temas, mas as negociações seguiram”.
Alexandrino Alencar era a ponte da Odebrecht com o “Seminarista” - ou Gilberto Carvalho.
Ele era também o acompanhante de Lula em todas as suas viagens ao exterior, para tratar das obras da empreiteira financiadas com dinheiro do BNDES.

PF NO SENADO




Informações preliminares indica que policiais federais cumprem, neste momento, mandados de prisão contra policiais do Senado.
Os detidos estariam atrapalhando investigações da PF.