PM terá nova base no Centro de Curitiba para combater roubo e tráfico de drogas


Da Redação com PMPR
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(Foto: Larissa Portes/SESP)

Centro de Curitiba vai contar com mais uma base da Polícia Militar do Paraná. O governo estadual autorizou a instalação do efetivo da 1ª Companhia do 12º Batalhão da PM no imóvel onde fica a Sinagoga Francisco Frishmann – localizada na Rua Cruz Machado, com acesso também pela Saldanha Marinho.
Nos próximos meses, a sinagoga será a sede da 1ª Companhia. O imóvel tem 953 metros quadrados e precisará passar por reforma avaliada, inicialmente, em pouco mais de R$ 1 milhão – a ser custeada pelos proprietários do imóvel.
Além de ser um ponto estratégico, o local terá mais acessibilidade para a população e vai ajudar a PM no trabalho preventivo e ostensivo, evitando a atuação de criminosos na região central de Curitiba. A intenção, segundo o tenente-coronel Antônio Zanatta Neto, responsável pelo 12º Batalhão, é coibir, principalmente, os crimes de furtos, roubos e tráfico de drogas.
“Em média, passam quase 2 milhões de pessoas por dia pelo Centro da cidade. Estaremos numa localização geográfica melhor. Esta mudança é importante para a comunidade, porque será um ponto de referência”, explicou Zanatta.
“Vamos intensificar o trabalho de patrulhamento na área central de Curitiba com o ingresso dos alunos que estão concluindo o curso de formação da Polícia Militar. Será um importante reforço na segurança no Centro”, completou. Além do reforço humano, a 1ª Companhia dispõe de módulo móvel, viaturas e motocicletas que fazem o trabalho de patrulhamento pelas ruas do Centro.
Os carros de pequeno porte, que foram locados pela Secretaria da Segurança Pública na estratégia de reduzir a incidência de crimes patrimoniais (furto e roubo), também estão nas ruas intensificando o trabalho preventivo da PM.

Nova lei muda relação entre donos de salão e profissionais como cabeleireiros e manicures


Redação com Agência Brasil

O presidente Michel Temer sancionou nesta quinta-feira (27) a chamada “lei do salão-parceiro”, que legaliza a contratação de pessoas jurídicas para a prestação de serviços em salões de beleza – como os de cabeleireiros, barbeiros, manicures, pedicures, maquiadores, esteticistas e depiladores.
Foto: EBC
Foto: EBC
A lei reconhece, em todo território nacional, a relação de parceria entre salões de beleza e prestadores de serviços. O objetivo é beneficiar mais de 450 mil profissionais de todo o Brasil deixando a critério do profissional escolher entre trabalhar dentro das regras da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) ou em parceria, com contrato, na modalidade de profissional-parceiro, dentro da formalização, direitos e obrigações legais, incluindo o recolhimento do INSS pela Empresa do rateio do profissional, benefícios da aposentadoria e auxílio maternidade entre outros.
O profissional-parceiro será reconhecido de forma clara e formal, registrando documentos que serão homologados pelo sindicato da categoria profissional e laboral. Já os proprietários de salões terão mais tranquilidade e certeza de que essa forma de trabalho de parceria é reconhecida, principalmente em questões trabalhistas.
De acordo com a nova legislação, o dono do salão centralizará os pagamentos e recebimentos decorrentes dos serviços prestados pelo profissional-parceiro, e repassará os valores devidos, conforme percentual acertado previamente. Os tributos serão recolhidos separadamente pelas partes, exclusivamente sobre a parcela que lhe couber.
A parceria entre o salão e o profissional não resultará em relação de emprego ou de sociedade entre os envolvidos. O acordo poderá ser desfeito a qualquer momento, desde que solicitado com aviso prévio de 30 dias.
Reação
A inclusão dos salões de beleza na legislação, no entanto, não tem o apoio da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade (Contratuh) que, desde o dia 25, faz diariamente manifestação em frente ao Palácio do Planalto, pedindo que o presidente Temer vete o projeto.
Em entrevista à Agência Brasil, o presidente da entidade, Moacir Roberto Tesch Auervald, disse que a mudança nas regras vai eliminar direitos trabalhistas dos profissionais de salões de beleza e, ao torná-los pessoas jurídicas, vai obrigá-los a contratar outros profissionais para administrar o empreendimento.
Segundo ele, a sanção dessa lei fará com que efeitos negativos reflitam em diversos outros setores. “Se abrir essa porta, abrirá também a porta para as demais categorias, como garçons, enfermeiros e qualquer outra categoria”, disse ele.
Temer ironizou a manifestações feitas pela Contratuh em frente ao Palácio do Planalto. “Verifico que, lá fora, muitos não puderam entrar e nos apoiam com suas vuvuzelas”, disse o presidente. Dirigindo-se aos empresários que participavam da cerimônia, ele emendou: “Convidem aqueles que estão lá fora para que, se não têm emprego, tenham emprego”.

Absolvido de acusações contra ex-noiva, Bertoldi assume cadeira na Câmara na segunda-feira


Da Redação


O ex-deputado federal Osmar Bertoldi (DEM-PR), preso desde 24 de fevereiro, deverá ser colocado em liberdade nas próximas horas. De acordo com a defesa do político, Bertoldi foi absolvido das acusações de estupro, cárcere privado e constrangimento ilegal contra a ex-noiva. Com isso, ele deve reassumir novamente a cadeira na Câmara Federal, ocupada hoje por Paulo Martins (PSDB).
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(Foto: Divulgação)
Por meio de nota, a defesa de Bertoldi, que havia sido preso no Balneário Camboriú, em Santa Catarina, disse que tinha certeza da absolvição.
“As acusações sempre foram criações oportunistas e interesseiras. A defesa sempre confiou no judiciário e espera que essa sentença sirva de alerta para aventureiros que desvirtuam os institutos da Lei, de que o Poder Judiciário está atento e que jamais aceitará ser utilizado para outros fins, senão o de fazer justiça”, diz o documento divulgado pelo advogado Cláudio Dalledone.
A defesa confirmou que Bertoldi assumirá a cadeira na câmara já na próxima segunda-feira.

Com manifestantes contrários e a favor, clima fica tenso em colégio no Bacacheri e PM é chamada



Por Luiz Henrique de Oliveira e Daniela Sevieri

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Clima foi tenso em frente a colégio no Bacacheri (Fotos: Daniela Sevieri – Banda B)

O clima foi de tensão no Colégio Leôncio Correia, na Rua Costa Rica, no bairro Bacacheri, em Curitiba. Manifestantes contrários e favor à ocupação de escolas permaneceram reunidos em frente à instituição por uma hora, no início da noite desta quinta-feira (27), com a presença de perto da Polícia Militar (PM).
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Estudantes pedem desocupação da escola
Dezenas de pais, professores e alunos pedem o fim da ocupação, conforme explicou à Banda B um morador do bairro, que se identificou apenas como Luiz. “Tem alunos aqui que nem sabem pelo o que estão protestando. Sou morador do bairro e contrário a essas ocupações, que considero um absurdo”, disse.
O empresário Fernando Moreira, presente na manifestação, se apresentou como militante de esquerda. “Estou aqui prestando apoio aos estudantes. Defender o nosso direito é fácil, o difícil é defender o dos outros. Não adianta dizer que isso é movimento partidário, não temos tanta força para isso”, garantiu.
Professora na escola, Lilian Marilene foi uma das organizadoras do evento contra a ocupação. “Somos um movimento pacífico que tenta conversar com os alunos, mas não consegue. Somos apartidários e temos preocupações com os nossos estudantes”, disse ela, lamentando que outras pessoas tenham se infiltrado na manifestação para causar medo nos alunos presentes na ocupação.

República da gambiarra



Luís Roberto Barroso defende o fim do foro privilegiado. "É um problema porque ele gera impunidade, desgasta o Supremo, não se justifica numa República."
Barroso defende, assim como Randolfe, a criação de uma vara federal especializada para julgar casos envolvendo autoridades com direito a foro privilegiado.
Segundo ele, a vara teria "um juiz escolhido pelo STF".
É a República do jeitinho, da gambiarra.

Polícia Civil apura desaparecimento de 5 rapazes que iam a festa em SP


Grupo de amigos sumiu há uma semana quando ia a Ribeirão Pires.
Parentes disseram ao G1 que suspeitam do envolvimento de PMs no sumiço.

Kleber TomazDo G1 São Paulo
Quatro dos cinco rapazes desaparecidos quando iam a festa na Grande São Paulo (Foto: Montagem/Reprodução/Polícia Civil de São Paulo)Quatro dos cinco rapazes desaparecidos quando iam a festa na Grande São Paulo (Foto: Montagem/Reprodução/Polícia Civil de São Paulo)
A Polícia Civil investiga o desaparecimento de cinco rapazes que iam de carro da Zona Leste da capital para uma festa num sítio em Ribeirão Pires, na Grande São Paulo, há uma semana. A informação foi confirmada nesta quinta-feira (27) ao G1 por telefone pela assessoria de imprensa da Secretaria da Segurança Pública (SSP).
Parentes dos desaparecidos disseram à reportagem que suspeitam do envolvimento de policiais, possivelmente militares, no sumiço dos jovens como represália pelos assassinatos de um policial e de um guarda civil em setembro. O grupo estaria sendo apontado por outros policiais como responsável pelas mortes dos agentes de segurança. (leia mais abaixo).
A denúncia de familiares sobre o sumiço do grupo de amigos após abordagem policial foi feita à Secretaria de Direitos Humanos e Defesa de Cidadania da Prefeitura de São Paulo. O documento seguiu para a Ouvidoria da Polícia, que pretende acionar a Corregedoria da Polícia Militar (PM) para que ela apure a informação. A Secretaria da Segurança ainda não respondeu se a Corregedoria irá apurar o caso.
saiba mais

Familiares dos desaparecidos contaram à Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania que "estão preocupados e acreditam que eles podem estar nas mãos de policiais ou mesmo estarem mortos".
Polícia Civil
O caso foi registrado no 55º Distrito Policial (DP), Parque São Lucas, mas está sendo investigado pelo Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

Estão desaparecidos desde a noite de sexta-feira (21) Jonathan Moreira Ferreira, de 18 anos; César Augusto Gomes Silva, de 19; Caique Henrique Machado Silva, 18; Robson Fernando Donato de Paula, 16, que é cadeirante, e um homem conhecido como 'Síndico', que, segundo policiais ouvidos pelo G1, é Jonas Ferreira Januário, 30.
O site de pessoas desaparecidas da Polícia Civil divulgou fotos e dados de Jonathan, César, Caique e Robson. A imagem e as informações sobre Jonas não estão na página. Quem tiver informações sobre o grupo pode mandar e-mail para o DHPP na internet ou ligar para o Disque Denúncia pelo telefone 181.

De acordo com o boletim de ocorrência, Jonathan, César, Caique e Robson moram no Jardim Rodolfo Pirani. Por volta das 23h de sexta-feira (21), eles pegaram carona no carro de Jonas em direção a festa na cidade da Grande São Paulo. Os amigos tinham marcado um encontro no local com mulheres que conheceram pelo Facebook.
Relatório de atendimento dos Direitos Humanos e Cidadania mostra que familiares suspeitam de desaparecimento de jovens após abordagem policial (Foto: Reprodução/Direitos Humanos e Cidadania)Relatório de atendimento dos Direitos Humanos e Cidadania mostra que familiares suspeitam de desaparecimento de jovens após abordagem policial (Foto: Reprodução/Direitos Humanos e Cidadania)
Eles disseram aos familiares que voltariam no sábado à tarde, mas como não retornaram, os parentes iniciaram as buscas e localizaram o veículo de Jonas, um Volkswagen Santana, abandonado no Rodoanel, no domingo (23). O carro foi apreendido pela polícia e seria periciado. Moradores disseram que o automóvel estava naquele ponto desde sexta.
Relatório de atendimento dos Direitos Humanos e Cidadania da prefeitura informa que "um dos jovens enviou um áudio para um membro da família dizendo que estavam sendo abordados pela polícia no rodoanel - Bairro Jardim Santo André e depois não tiveram mais contato".
Policiais do DHPP ouvidos nesta quinta pelo G1 desconheciam a existência do áudio do WhatsApp de que um dos rapazes relatou ter sido parado com os amigos numa blitz policial.
Parentes dos jovens desaparecidos denunciaram a Direitos Humanos da prefeitura a suspeita do envolvimento de policiais no sumiço deles (Foto: Reprodução/Direitos Humanos e Cidadania)Parentes dos jovens desaparecidos denunciaram a Direitos Humanos da prefeitura a suspeita do envolvimento de policiais no sumiço deles (Foto: Reprodução/Direitos Humanos e Cidadania)
"Essa denúncia de que policiais militares podem estar envolvidos no desaparecimento desses jovens precisa ser apurada, e a Ouvidoria vai cobrar essa investigação das autoridades responsáveis", disse ao G1 o ouvidor Julio Cesar Fernandes Neves.
De acordo com o relatório, um dos desaparecidos, Robson, já foi vítima de policiais em 2015, e os demais teriam passagens criminais pela polícia, além de serem apontados como assassinos de um agente de segurança pública.
"Esse jovem no ano passado levou 14 tiros da policia e por conta disso ficou paraplégico. Os demais jovens também teriam passagem e estavam sendo acusados de terem matado um policial", informa o documento.
Quatro dos cinco rapazes que sumiram tiveram suas fotos e dados divulgados no site de pessoas desaparecidas da Polícia Civil de São Paulo (Foto: Reprodução/Polícia Civil)Quatro dos cinco rapazes que sumiram tiveram suas fotos e dados divulgados no site de pessoas desaparecidas da Polícia Civil de São Paulo (Foto: Reprodução/Polícia Civil)
Sob a condição de que seus nomes não fossem divulgados, parentes de três dos cinco desaparecidos falaram ao G1 que policiais militares passaram a intimidar e ameçar os jovens de morte após os assassinatos de um policial e de um guarda civil metropolitano em setembro deste ano.
Entre os dias 23 e 24 de setembro, um policial e um guarda civil metropolitano foram mortos, respectivamente no estado de São Paulo. Um dos crimes foi em região de classe média alta da cidade e o outro aconteceu em Santo André.
Um cabo da polícia militar foi morto em uma tentativa de assalto. Sérgio Augusto Moraes, de 46 anos, estava de folga. Ele foi baleado numa lanchonete na Bela Vista, na região dos Jardins. O cabo da polícia morreu no hospital até agora ninguém foi preso.
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Quatro dos cinco rapazes que sumiram tiveram suas fotos e dados divulgados no site de pessoas desaparecidas da Polícia Civil de São Paulo (Foto: Reprodução/Polícia Civil)Quatro dos cinco rapazes que sumiram tiveram suas fotos e dados divulgados no site de pessoas desaparecidas da Polícia Civil de São Paulo (Foto: Reprodução/Polícia Civil)
O guarda civil Rodrigo Lopes Sabino, de 30 anos, chegava em casa, em Santo André, quando foi abordado por dois homens. Os vizinhos dizem que por volta das 5h ouviram dois disparos. O delegado que investiga o caso afirma que um desses tiros acertou a vítima na nuca. O GCM foi encaminhado para Santa Casa de Santo André, e morreu por volta das 6h.
"Não teve uma investigação policial que apontou os meninos como os responsáveis pelas mortes, mas outros policiais passavam pelo bairro e ficavam ameçando se os encontrassem na rua iriam matá-los também", disse ao G1 a mãe de um dos jovens desaparecidos.
Familiares relataram à reportagem que alguns dos desaparecidos tiveram passagens por atos infracionais na adolescência e, por isso, cumpriram medidas socioeducativas na Fundação Casa. Outros chegaram a ser presos por outros crimes.
Protesto
No boletim de ocorrência consta que a maioria deles tem tatuagens, como carpas, palhaços e irmãos Metralha – personagens que, no jargão policial, representam símbolos usados por criminosos.
"Acho possível até mesmo que os policiais se passaram pelas meninas do Facebook para armarem uma emboscada para os meninos", disse outra mãe de um desaparecido. "Estranhamente as páginas das moças na internet não existem mais."
Nesta quinta, os parentes organizavam protestos nas ruas próximas ao Rodoanel, onde o carro onde estavam os cinco jovens foi encontrado. De acordo com a Polícia Militar, o ato seguia pacífico até as 14h.

Tem governo, tem propina


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O delegado federal Filipe Hille Pace, da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, acusou a Odebrecht de pagar propinas para obter contratos e ‘garantir seus interesses’ em ‘qualquer governo de qualquer esfera da administração pública’.
Os ataques à empreiteira ocorrem em meio à negociação do maior acordo de delação premiada entre a Procuradoria-Geral da República e dezenas de executivos da Odebrecht, incluindo o próprio Marcelo Bahia Odebrecht, presidente afastado do Grupo e na prisão da Lava Jato desde 19 de junho de 2015.
“A Odebrecht pagava propina para consecução de contratos e para garantir seus interesses junto a qualquer governo de qualquer esfera da administração pública, demonstrando-se, assim, novamente, que a corrupção era e é multipartidária e sistêmica”, assinala o delegado no despacho de 289 páginas que indiciou o ex-ministro Antonio Palocci (Fazenda e Casa Civil/Governos Lula e Dilma) e Marcelo Odebrecht, além de outros quatro investigados, por corrupção.
Não é a primeira vez que a Lava Jato em Curitiba aponta a suspeita de vários crimes envolvendo a maior empreiteira do País. No dia em que foi deflagrada a Operação Omertá, em 26 de setembro, a PF abriu um novo inquérito para apurar as suspeitas de irregularidades envolvendo a Odebrecht em 38 obras pelo País. A investigação corre sob segredo de Justiça.
Naquela ocasião, o próprio delegado Filipe Pace disse à imprensa que a operação já tinha um rico conjunto de provas e que o depoimento de Marcelo Odebrecht, preso desde 19 de junho de 2015, não era “imprescindível”.
“Não é imprescindível a palavra do sr. Marcelo Odebrecht em vista da robustez das provas”, afirmou o delegado.
Independente das negociações da Procuradoria-Geral da República com o grupo empresarial, que deve implicar centenas de políticos de vários partidos, a força-tarefa em Curitiba segue avançando nas investigações sobre o ‘departamento de propinas’ da Odebrecht, descoberto pela Lava Jato envolvendo estruturada rede que controlava os pagamentos de valores ilícitos no Brasil e no exterior sob a coordenação da cúpula da empreiteira.

Tem governo, tem propina


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O delegado federal Filipe Hille Pace, da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, acusou a Odebrecht de pagar propinas para obter contratos e ‘garantir seus interesses’ em ‘qualquer governo de qualquer esfera da administração pública’.
Os ataques à empreiteira ocorrem em meio à negociação do maior acordo de delação premiada entre a Procuradoria-Geral da República e dezenas de executivos da Odebrecht, incluindo o próprio Marcelo Bahia Odebrecht, presidente afastado do Grupo e na prisão da Lava Jato desde 19 de junho de 2015.
“A Odebrecht pagava propina para consecução de contratos e para garantir seus interesses junto a qualquer governo de qualquer esfera da administração pública, demonstrando-se, assim, novamente, que a corrupção era e é multipartidária e sistêmica”, assinala o delegado no despacho de 289 páginas que indiciou o ex-ministro Antonio Palocci (Fazenda e Casa Civil/Governos Lula e Dilma) e Marcelo Odebrecht, além de outros quatro investigados, por corrupção.
Não é a primeira vez que a Lava Jato em Curitiba aponta a suspeita de vários crimes envolvendo a maior empreiteira do País. No dia em que foi deflagrada a Operação Omertá, em 26 de setembro, a PF abriu um novo inquérito para apurar as suspeitas de irregularidades envolvendo a Odebrecht em 38 obras pelo País. A investigação corre sob segredo de Justiça.
Naquela ocasião, o próprio delegado Filipe Pace disse à imprensa que a operação já tinha um rico conjunto de provas e que o depoimento de Marcelo Odebrecht, preso desde 19 de junho de 2015, não era “imprescindível”.
“Não é imprescindível a palavra do sr. Marcelo Odebrecht em vista da robustez das provas”, afirmou o delegado.
Independente das negociações da Procuradoria-Geral da República com o grupo empresarial, que deve implicar centenas de políticos de vários partidos, a força-tarefa em Curitiba segue avançando nas investigações sobre o ‘departamento de propinas’ da Odebrecht, descoberto pela Lava Jato envolvendo estruturada rede que controlava os pagamentos de valores ilícitos no Brasil e no exterior sob a coordenação da cúpula da empreiteira.

COMO A ODEBRECHT PAGOU LULINHA E LULECO



Como O Antagonista revelou mais cedo, Alexandrino Alencar revelou em sua delação premiada que a Odebrecht pagou propina a Luís Cláudio Lula da Silva, o Luleco, por meio de patrocínio à Touchdown.
O dinheiro, porém, teria sido repassado pela Cervejaria Petrópolis, sócia da Odebrecht no Meinl Bank, onde possuía uma conta de compensação. A empreiteira depositava lá fora, enquanto a cervejaria pagava aqui dentro.
O grupo Petrópolis foi um dos principais patrocinadoras do Torneio Touchdown, de Luleco, e até recentemente única anunciante da PlayTV, de Lulinha.