Inep divulga lista de escolas que terão Enem adiado por causa de ocupações no Paraná; confira


Da Redação
Foto: AEN
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O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou, no fim da tarde desta terça-feira (1), a lista de instituições que terão o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) adiados por causa das ocupações de escolas. Os 191.494 estudantes afetados em todo o país farão nova prova nos dias 3 e 4 de dezembro. No Paraná, são 74 escolas.
Os inscritos afetados pelas ocupações serão avisados pelo Inep por meio de SMS, e-mail e divulgação no site. Será possível, ainda, acessar o aplicativo Enem 2016 ou se informar pelo 0800 616161.
A lista de todo o país você confere aqui. Confira a lista das escolas do Paraná:
Almirante Tamandaré
CE PAPA JOAO PAULO I – PRÉDIO: UNICO
CE PROF EDIMAR WRIGHT – PRÉDIO: BLOCO 01 – PRÉDIO: BLOCO 02
VEREADOR PEDRO PIEKAS – PRÉDIO: 1 – PRÉDIO: 2
CEEBJA AYRTON SENNA DA SILVA – PRÉDIO: 1 – PRÉDIO: 2
CE FAZENDA VELHA ENSINO MEDIO – PRÉDIO: UNICO
Campo Largo
CE DJALMA MARINHO – PRÉDIO: PREDIO 1 – PRÉDIO: PREDIO 2
Campo Magro
CE JARDIM BOA VISTA – PRÉDIO: PRINCIPAL
Campo Mourão
UNESPAR/FECILCAM – CAMPUS DE CAMPO MOURAO – PRÉDIO: A – PRÉDIO: B – PRÉDIO: C – PRÉDIO: D – PRÉDIO: E
Colombo
CE ALFREDO CHAVES – PRÉDIO: UNICO
CE ANTONIO LACERDA BRAGA – PRÉDIO: UNICO
CE GENESIO MORESCHI – PRÉDIO: UNICO
CE JOAO RIBEIRO DE CAMARGO – PRÉDIO: 01
CE LUIZ SEBASTIAO BALDO – PRÉDIO: 1 – PRÉDIO: 2 – PRÉDIO: 3
Curitiba
CE BARAO DO RIO BRANCO – PRÉDIO: UNICO
CE DO PARANA – PRÉDIO: IMPAR – PRÉDIO: PAR
CE DR XAVIER DA SILVA – PRÉDIO: UNICO
CE HILDEBRANDO DE ARAUJO – PRÉDIO: 01
CE IVO LEAO – PRÉDIO: 1 – PRÉDIO: 2
CE JULIA WANDERLEY – PRÉDIO: ANEXO 1
CE JULIO MESQUITA – PRÉDIO: I
CE LEONCIO CORREIA – PRÉDIO: B – PRÉDIO: C – PRÉDIO: CENTRAL
CE PAULO LEMINSKI – PRÉDIO: AZUL
CE PEDRO MACEDO – PRÉDIO: I – PRÉDIO: II – PRÉDIO: III
CE PROF LOUREIRO FERNANDES – PRÉDIO: 1
CE SANTA CANDIDA – PRÉDIO: 2 – PRÉDIO: 3 – PRÉDIO: 4 – PRÉDIO: 5
CE TIRADENTES – PRÉDIO: UNICO
Guarapuava
CE ANTONIO TUPY PINHEIRO – PRÉDIO: A – PRÉDIO: B – PRÉDIO: C – PRÉDIO: D
CE FRANCISCO CARNEIRO MARTINS EMP – PRÉDIO: A – PRÉDIO: B – PRÉDIO: C
CE MANOEL RIBAS EFM – PRÉDIO: 1 – PRÉDIO: 2
CE NEWTON FELIPE ALBACH – PRÉDIO: BLOCO UNICO
CE VISCONDE DE GUARAPUAVA – PRÉDIO: A – PRÉDIO: B – PRÉDIO: C
UNICENTRO – UNIV ESTADUAL DO CENTRO OESTE – PRÉDIO: A – PRÉDIO:D – PRÉDIO: M – PRÉDIO: Q
Irati
UNICENTRO – UNIV ESTADUAL DO CENTRO OESTE – PRÉDIO: E – PRÉDIO: F – PRÉDIO: J – PRÉDIO: K – PRÉDIO: PDE – PRÉDIO: PRINCIPAL
Jacarezinho
CE JOSE PAVAN – EFM – PRÉDIO: BL. 1 – PRÉDIO: BL. 2
Laranjeiras do Sul
UFFS – UNIV FEDERAL DA FRONTEIRA SUL – PRÉDIO: I-A
Maringá
CE BRANCA DA MOTA FERNANDES – PRÉDIO: 01 – PRÉDIO: 02
CE DUQUE DE CAXIAS – PRÉDIO: 01
CE JOAO DE FARIA PIOLI – EFM – PRÉDIO: 02 – PRÉDIO: 03 – PRÉDIO: 04
COL DE APLICACAO PEDAGOGICA DA UEM – PRÉDIO: T11 – PRÉDIO: T13
IE DE MARINGA – PRÉDIO: BLOCO 3 – PRÉDIO: BLOCO 4
Matinhos
CE GABRIEL DE LARA – PRÉDIO: UNICO
Paranaguá
UNESPAR CAMPUS PARANAGUA – PRÉDIO: A – PRÉDIO: B – PRÉDIO: C
Pinhais
PR PINHAIS CE AMYNTAS DE BARROS – PRÉDIO: I – PRÉDIO: II
CE DEP ARNALDO FAIVRO BUSATO – EFMNP – PRÉDIO: I – PRÉDIO: II – PRÉDIO: III
CE HUMBERTO DE ALENCAR CASTELO BRANCO – PRÉDIO: BLOCO I
CE MATHIAS JACOMEL – PRÉDIO: II
CE PROF DANIEL ROCHA – PRÉDIO: I
CE TENENTE SPRENGER – PRÉDIO: I – PRÉDIO: II – PRÉDIO: III – PRÉDIO: IV
Pinhão
CE PROCOPIO FERREIRA CALDAS – PRÉDIO: BL A
Piraquara
CE PROF MARIO BRANDAO TEIXEIRA BRAGA – PRÉDIO: BL 1 – PRÉDIO: BL
CE PROFA ROSILDA DE SOUZA OLIVEIRA – PRÉDIO: 1 – PRÉDIO: 2
CE ROMARIO MARTINS – PRÉDIO: UNICO
Prudentópolis
CE VILA NOVA – PRÉDIO: A – PRÉDIO: B – PRÉDIO: C
Realeza
CE DOZE DE NOVEMBRO – PRÉDIO: 01
Santa Helena
CE HUMBERTO DE ALENCAR CASTELO BRANCO – PRÉDIO: BL ÚNICO
São José dos Pinhais
CE AFONSO PENA – EFM – PRÉDIO: 02
CE ANITA CANET – PRÉDIO: 1 – PRÉDIO: 2 – PRÉDIO: 3 – PRÉDIO: 4
CE COSTA VIANA – PRÉDIO: I – PRÉDIO: II – PRÉDIO: III
CE DRA ZILDA ARNS NEUMANN – PRÉDIO: I
CE ELZA SCHERNER MORO – PRÉDIO: 1 – PRÉDIO: 2
CE HERBET DE SOUZA ENS FUND E MED – PRÉDIO: I – PRÉDIO: II
CE IPE – PRÉDIO: 1
CE JUSCELINO KUBITSCHEK DE OLIVEIRA – PRÉDIO: I – PRÉDIO: II – PRÉDIO: III – PRÉDIO: IV
CE PADRE ARNALDO JANSEN – PRÉDIO: PAV 1 – PRÉDIO: PAV 2
CE PE ANTONIO VIEIRA – PRÉDIO: I
CE PROFA LINDAURA RIBEIRO LUCAS – PRÉDIO: BL ÚNICO
CE SAO CRISTOVAO – PRÉDIO: ÚNICO
CE SHIRLEY CATARINA TAMALU MACHADO – PRÉDIO: I
CE SILVEIRA DA MOTTA – PRÉDIO: 01 – PRÉDIO: 02
CE UNIDADE POLO – PRÉDIO: 01 – PRÉDIO: 02
Sarandi
CE ANTONIO FRANCISCO LISBOA – PRÉDIO: I – PRÉDIO: II – PRÉDIO: III
CE DO JARDIM INDEPENDENCIA – PRÉDIO: 1 – PRÉDIO: 2
CE DO JARDIM PANORAMA EF – PRÉDIO: 1 – PRÉDIO: 2 – PRÉDIO: 3
União da Vitória
UNESPAR – CAMPUS DE UNIAO DA VITORIA – PRÉDIO: 1

Danilo Gentilli homenageia Michel Temer VÍDEO







Em abril deste ano, enquanto o debate em torno do impeachment de Dilma Rousseff registrava picos de temperatura, o humorista Danilo Gentili torcia não apenas pela queda da petista — mas também pela possibilidade de fazer piada com Michel Temer como presidente. Na noite desta segunda-feira, ele se refestelou. Apareceu vestido como o próprio em seu late show, The Noite, no SBT, e contou ainda com a parceria do comediante Diguinho, caracterizado de Marcela Temer. Na linha típica do seu humor, que ele define como politicamente incorreto, fez piada com a idade de Temer, 76. “No meu primeiro Halloween no SBT, eu vim de Drácula. Neste ano, quis me fantasiar de alguém mais velho. Então, vim de Temer.” Ao comentar a fantasia de Diguinho, não perdoou a sua forma física: “Dava para amamentar uns três Michelzinhos”.






Corpos de duas vítimas de acidente de ônibus são velados no Paraná


Corpo de passageira do ônibus é velado na Igreja Matriz de Altônia.
Ao menos 20 pessoas morreram em colisão na PR-323, em Cafezal do Sul.

Do G1 PR
Polícia Rodoviária Estadual ainda não sabe qual foi a causa do acidente na PR-323, em Cafezal do sul (Foto: Rogério Pinheiro/RPC)Polícia Rodoviária Estadual ainda não sabe qual foi a causa do acidente na PR-323, em Cafezal do sul (Foto: Rogério Pinheiro/RPC)
Os corpos de duas vítimas do acidente entre um ônibus e um caminhão na PR-323, em Cafezal do Sul, no noroeste do Paraná, serão velados e enterrados nesta terça-feira (1°). A batida, que ocorreu na segunda-feira (31), deixou ao menos 20 mortos e dez feridos.

O Instituto Médico-Legal (IML) de Umuarama liberou na noite de segunda-feira os corpos de Virgelina Tenório Martins, de 75 anos, moradora de Altônia e que era passageira do ônibus, e de Sérgio Ademir Luiz Scaravonatto, de 50 anos, motorista do caminhão.

O corpo de Scaravonatto foi enterrado às 9h desta terça-feira no Cemitério Municipal de Pato Bragado, no oeste do estado. Já o corpo de Virgelina Tenório Martins é velado na Igreja Matriz em Altônia. O sepultamento está previsto para às 17h, no Cemitério Municipal.
saiba mais

Outros 18 corpos ainda estão no IML. Eles serão liberados após a realização de exames de DNA, pois segundo a Polícia Científica não há condições de identificá-los por impressão digital ou arcada dentária. O Instituto informou ainda que o material genético de familiares de seis mortos ainda não foi coletado. Somente após a coleta de todos os exames é que o instituto mandará as amostras para Curitiba, onde será feita a identificação.

Os passageiros do ônibus que sobreviveram estão internados no Hospital Cemil. Segundo a instituição, os dez feridos seguem internados, e nenhum deles está em estado grave.

Entenda o acidente
O ônibus pertencia à Secretaria Municipal de Saúde de Altônia, e levava 30 pacientes para Umuarama para fazer tratamento de catarata em um hospital.

A polícia ainda vai investigar as causas do acidente, mas adiantou que o ônibus seguia sentido a Umuarama quando bateu de frente com o caminhão que trafegava no sentido contrário na rodovia. Após a colisão, o ônibus foi arrastado pelo caminhão e pegou fogo, sendo destruído pelas chamas.
O caminhão que tinha acabado de descarregar uma carga de leite e estava vazio. O motorista morreu na hora.

O prefeito de Altônia decretou luto oficial por três dias e colocou a estrutura administrativa à disposição das famílias que perderam parentes.

Após impeachment, Dilma leva vida reservada no RS; veja entrevista


Jefferson Bernardes - 6.set.2016/AFP
A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) recebe flores ao chegar na base aérea de Canoas (RS), em 6 de setembro, após desocupar o Palácio da Alvorada
A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) chega em Canoas (RS) após desocupar Palácio da Alvorada
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"Dona Dilma" abre a porta, ao lado de Vera, sua diarista. O apartamento em Porto Alegre tem uns 70 metros quadrados no primeiro piso, com móveis amontoados, mais uns cerca de 50 metros quadrados no piso superior.
A patroa sobe lentamente uma minúscula escada de madeira já esbranquiçada pelo tempo, em caracol, segurando-se no corrimão para não pisar em falso, e vai até o segundo andar.
Lá, duas estantes de aproximadamente três metros de largura, repletas de livros, tomam conta da pequena sala de estar. Um sofá azul grande disputa o ambiente onde a ex-presidente da República passa a maior parte do tempo desde o impeachment.
"Eu queria escrever um romance policial. Gosto muito. Li muito", diz, contemplando exemplares de sua coleção.
Um biombo corta parte do recinto e aguça a curiosidade dos visitantes. Por trás dele, um espaço de uns dois metros quadrados esconde a pequena área onde faz exercícios.
Há algumas faixas elásticas e um espaldar em madeira onde faz alongamentos. Dilma se exercita diariamente sozinha. Depois, roda de bicicleta pelas ruas do bairro Tristeza, onde mora na capital gaúcha, ao lado de dois seguranças.
Ela mostra os punhos. Desenvolveu LER (Lesão por Esforço Repetitivo) de tanto andar sobre duas rodas, hábito cultivado nos tempos de Presidência. Mas não dá sinais de que pretende parar.
Dilma não parece ter ganhado peso desde que deixou Brasília. Recebe a Folha maquiada, com o cabelo feito, de calça preta de alfaiataria e uma jaqueta laranja. Não tem mais compromissos durante a tarde de sexta-feira, 21 de outubro.
Marcos Nagelstein/Folhapress
PORTO ALEGRE, RS, BRASIL, 28.10.2016 - Edeifício da ex-presidente Dilma Rousseff, na Rua Copacabana, zona sul de Porto Alegre/RS. Foto: MARCOS NAGELSTEIN/Folhapress *** EXCLUSIVO FOLHA - NÃO USAR SEM CONSULTAR A FOTOGRAFIA ***
Edifício da ex-presidente Dilma Rousseff, na Rua Copacabana, zona sul de Porto Alegre
O telefone toca. A dona da casa deixa dar três toques e atende. "Tá ótimo, tá ótimo", responde apressadamente, e devolve o aparelho à base.

É o velho e bom telemarketing. O atendente da operadora quer saber se a cliente aprova o serviço –pela conversa, não parece saber de quem se trata do outro lado da linha.

Dilma desliga e murmura: "Às vezes eu finjo ser outra pessoa. Às vezes eu sou a Janete". E sorri, como quem se diverte com a traquinagem de enganar telefonistas.

Dona Vera sobe com duas xícaras de café. Não há móvel para apará-las.
"Estou pensando em trazer uma mesinha da casa da minha mãe, no Rio. Se tiver 60 centímetros de altura, os Correios transportam por um preço bom", comenta.
Dilma se levanta e puxa uma cadeira de madeira, onde as xícaras são acomodadas.
Em seu quarto, há apenas uma cama e uma grande TV. Há um outro quarto abarrotado de caixas. Dilma diz que, qualquer hora dessas, pretende enfrentá-las. Nem sabe bem o que há ali.

No banheiro, o box de vidro permite ver um par de chinelos escorado na parede, na diagonal, como quem os coloca lá para escorrer a água.
Trata-se de uma típica casa de classe média. Nada parecida com os palácios em que passou a maior parte dos últimos cinco anos.
Não é estranho morar aqui depois de viver no Alvorada?, pergunta a reportagem.
"Não. O Lula até me disse: 'para que você precisa de um lugar grande? Fica num pequeno mesmo'".

Depois diz que se habitua a tudo. E faz planos de cultivar uma horta na ampla –e vazia– área externa do segundo andar. Ali, não há muita privacidade. Há um prédio logo ao lado e outro ainda em construção.

No edifício, não há porteiro nem garagem subterrânea. Os dois seguranças da Polícia Federal a que t­em direito como ex-presidente ficam no pilotis, sentados num banquinho de praça. Não há guarita.

Dias depois da visita da Folha, um amigo da petista contou que a síndica do prédio colocou os seguranças para o lado de fora, na garagem de um estabelecimento que fica de frente para o conjunto habitacional. Mas os moradores pediram para que voltassem, sentiam-se mais seguros com eles lá dentro.

Como está depois de tudo?

"Estou bem. Não aguento a infelicidade", retruca.
Vai ficar em Porto Alegre mesmo? Não fica muito sozinha por aqui?
"Vou ficar, sim", afirma, e conta que, nos fins de semana, visita o ex-marido Carlos Araújo, os dois netos e, vez ou outra, um par de amigos.
Das visitas que recebe, a melhor de todas é a de Gabriel, o neto mais velho, que passa umas duas horas por fim de semana na casa da avó. Ele desenha e vê desenhos na TV.
Dilma não parece ter engrenado na vida social. Não vai ao teatro e ao cinema, programas que sempre se ressentiu de não fazer nos tempos de mandatária. Também não sai para jantar ou almoçar fora.
"Eu tenho 68 anos. E não tem tido nada que eu esteja querendo ver por aqui."
O livro sobre seu anos de Presidência deve ficar para depois. Sabe-se lá quanto depois. Ela não fala muito de projetos futuros. Fala menos ainda de política, como se tomasse relativa distância para colocar as coisas no lugar.
Também não toca muito no assunto impeachment. Mas afirma estar preocupada com uma onda conservadora no país.
Quase não faz comentários sobre Michel Temer. Nem esboça raiva de seu principal algoz, Eduardo Cunha, naquela sexta-feira à tarde já há três dias preso.
Queixa-se do ódio ao "lulopetismo". E trata o antecessor com deferência e carinho.
Dona Vera serve o segundo café, mas só para a reportagem. "Já estou ficando com enjoo", diz Dilma.
Por volta das 18h, quando dona Vera começa a rondar meio sem motivo a sala do andar de cima, a patroa intervém. "A senhora está querendo ir, né, dona Vera?".
A funcionária responde com uma pergunta. "A senhora ainda vai precisar de mim?"
Folha indaga se a ex-presidente teme pegar avião, ser hostilizada. "Disso? O que eu posso fazer, não ir? Não fico traumatizada."
Alguma vez, nesta crise, chegou a chorar? "Não. [Mas] sou capaz de chorar assistindo a um filme". Ou quando se lembra dos amigos que perdeu para a tortura.
"Eu tenho muita dó dos que morreram, imensa. Porque é gente como eu, mas que morreu aos 30 anos. Me dá uma gastura enorme. Não gosto de pensar", lamenta.
Quase no fim da conversa, Dilma Rousseff pergunta: "Será que eles podem ler livros lá na prisão?".
A ex-presidente não diz o nome Lava Jato, mas claramente se refere aos detidos pela operação

“A desgraça de quem não gosta de política é ser governado por quem gosta”, diz Lula a estudantes


Durante um encontro com estudantes da Universidade Federal de São Carlos (UFScar), no campus Lagoa do Sino, na cidade de Buri (SP), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva arrancou aplausos da plateia ao dizer que “A desgraça de quem não gosta de política é ser governado por quem gosta”. Foi a primeira aparição pública do ex-presidente após o 2º turno das eleições. “O dado concreto é que nós temos que aprender que cada vez mais, ao invés de a gente negar a política, a gente tem que fazer a política”, disse.
Lula resgatou a história da unidade lembrando que ela só foi possível após doação do terreno pelo escritor Raduan Nassar,
vencedor do Prêmio Camões de Literatura e autor do clássico ‘Um Copo de Cólera’.  “Todo mundo sabe que não é normal no Brasil um cidadão fazer uma doação pra uma universidade pública pensando no desenvolvimento de uma região. Fazer cursos para atender a demanda dessa região. esse companheiro teve a dignidade de doar 643 hectares de uma fazenda altamente produtiva para que vocês estudassem aqui”. Lula inaugurou o novo Laboratório de Agricultura Familiar, do Centro de Ciências da Terra da universidade. O  campus Lagoa do Sino tem 500 alunos e abriga cinco cursos de engenharia, com especial vocação e direcionamento para as áreas de segurança alimentar e agricultura familiar.
O ex-presidente falou ainda que o Brasil vive um momento importante para fazer um debate político no Brasil. “Porque teve um tempo em que tentaram calar a universidade brasileira, prenderam muita gente, mataram estudante, durante muitos e muitos anos tentaram calar a sociedade para que não houvesse debate público. São esse mesmos que não aceitam as prefeituras progressistas governem no País, nunca aceitaram a conquista de direitos, pra essa gente, empregada doméstica ter direito é uma ofensa. Empregada doméstica era tratada como escrava. Essa gente não tá habituada a ver uma pessoa de baixo subir um degrau na escala social”. ex-presidente é interrompido, então, por gritos de ordem dos estudantes como “Lula guerreiro do povo brasileiro”.
Lula continuou seu discurso defendendo que o Estado deve garantir ensino universitário pra quem não pode pagar, e mais uma vez é ovacionado pelos estudantes.

Família Barros lamenta derrota e aposta em Cida Borghetti nas eleições de 2018


Foto: Leonardo Filho / Metro Jornal Maringá
Foto: Leonardo Filho / Metro Jornal Maringá
Com Metro Jornal Maringá
Pouco tempo depois do encerramento da votação, o candidato derrotado Silvio Barros (PP) acompanhou a apuração no escritório político da família, na avenida Prudente de Morais, Zona 7. No comitê, o clima era de comoção entre assessores e voluntários da campanha. Também estavam no escritório a candidata a vice prefeita, Akemi Nishimori, o irmão de Silvio, o ministro da Saúde Ricardo Barros, a cunhada vice-governadora do Paraná, Cida Borghetti, o atual prefeito Carlos Roberto Pupin, além de diversos vereadores eleitos na coligação do derrotado.
Da caçamba de uma caminhonete, o discurso era de agradecimento a deus e aos integrantes da campanha. “Só tenho a agradecer a Deus e todos os amigos que fiz nessa campanha. Há uma onda de mudança muito grande e a população entende que é motivo para mudar, é preciso se respeitar essa vontade”, afirmou Silvio Barros. Mesma avaliação fez o ministro da Saúde. “Se analisarmos, 75% dos prefeitos que tentaram a reeleição não conseguiram a vitória. A rejeição não é pelo nome do Silvio ou do nosso grupo. É uma onda motivada por vários fatores nacionais”, completou.
Em entrevista, a vice-governadora Cida Borghetti manteve o mesmo discurso. “Temos que respeitar por que sempre prevalece a vontade popular. Essa mudança que se instalou no Brasil não é diferente de Maringá”, declarou.
Durante o discurso, a família aproveitou para reforçar o nome de Cida como candidata ao governo do Paraná. “Vamos trabalhar para isso. Há um entendimento do grupo para essa vontade. De qualquer forma, até lá, vamos apoiar a administração de Maringá e desejar para que o Ulisses faça uma boa gestão”, completou. Outro que comentou a derrota foi o prefeito Pupin. “Vamos entregar uma prefeitura em ótimas condições e com as finanças equilibradas para o próximo prefeito”, completou.