Delegado diz que caso Raquel Onofre tem solução

Foto: Reprodução
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Crime emblemático em Curitiba, a morte de Rachel Maria Lobo Oliveira Genofre completa oito anos nesta quinta-feira. Era 3 de novembro de 2008 quando a pequena de nove anos saiu da escola, por volta das 17h30, para ir para pegar um ônibus até em casa, mas desapareceu. Dois dias depois, o corpo dela foi encontrado esquartejado dentro de uma mala na Rodoferroviária de Curitiba. Em entrevista à Banda B, o delegado-chefe da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Fábio Amaro, voltou a divulgar imagens do lençol encontrado com a vítima e fez um apelo por novas informações.
“Desde que foi instaurado o inquérito policial, ele não foi fechado. O prazo prescreve em vinte anos e estamos fazendo um chamamento para conseguir colocar as mãos neste psicopata autor deste crime”, disse Amaro.
Ao longo das investigações, três pessoas chegaram a ser presas como possíveis suspeitas do crime, mas como Rachel também foi vítima de abuso sexual, os materiais genéticos comparados inocentaram todos eles. Um sobrelençol encontrado com a vítima é um dos elementos utilizados pela DHPP para tentar encontrar o autor do crime. A polícia acredita que este elemento pertença a algum hotel do Centro de Curitiba e a divulgação das imagens tem o objetivo de que pessoas forneçam novas informações.
Amaro destacou ainda que a polícia não descarta nenhuma hipótese e que pode até mesmo ouvir novamente testemunhas já ouvidas anteriormente. “Apesar de emblemático, acredito que este caso seja perfeitamente solucionável. Acreditamos que algum funcionário de pensionato ou hotel possa ter dado falta deste sobrelençol, então precisamos de denúncias no 0800-6431121 para solucionarmos o caso”, concluiu.
O caso
No final da tarde do dia 03 de novembro de 2008, a menina Rachel Genofre deixava o Instituto de Educação, no Centro de Curitiba, após o término das aulas. O tchau dado pela garota aos colegas de classe é a última lembrança que se tem de Rachel ainda viva. O corpo da garota, morta por esganaduras no pescoço, só foi encontrado dois dias depois, na noite do dia 05, dentro de uma mala abandonada embaixo de uma escada, na Rodoferroviária de Curitiba.
Vários delegados já passaram pelo caso e três suspeitos já foram presos, mas até hoje o caso não foi solucionado.
Veja as imagens divulgadas pela DHPP:
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Justiça Federal nega pedido do MPF para adiar provas do Enem


Da Agência Brasil

A Justiça Federal no Ceará indeferiu o pedido do procurador da República, Oscar Costa Filho, do Ministério Público Federal (MPF) no Ceará, de adiar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para todos os candidatos do país. Com a decisão da Justiça, a prova está mantida para este final de semana (5 e 6 de novembro). O procurador pediu o adiamento do exame para todos os candidatos após o Ministério da Educação (MEC) adiar a prova de cerca de 191 mil candidatos que fariam o exame em escolas, universidades e institutos federais ocupados por estudantes em protesto a medidas do governo federal. O exame para esses candidatos foi adiado para os dias 3 e 4 de dezembro.
Foto: Agência Brasil
Foto: Agência Brasil
O procurador argumentou que há prejuízo à isonomia do exame, uma vez que seriam aplicadas provas e temas de redação diferentes para aqueles que forem fazer a prova apenas em dezembro. A Justiça, no entanto, entendeu que “apesar da diversidade de temas que inafastavelmente ocorrerá com a aplicação de provas de redação distintas, verifica-se que a garantia da isonomia decorre dos critérios de correção previamente estabelecidos, em que há ênfase na avaliação do domínio da língua e de outras competências que não têm “o tema” como ponto central”.
O MPF chegou a pedir, como alternativa, que a prova seja mantida, mas que não seja válida a prova de redação até “o julgamento de mérito da demanda, assegurando assim a “igualdade de partes” e a reversibilidade dos efeitos da decisão”. A alternativa seria tomar medidas para assegurar que todos os candidatos submetam-se à mesma prova de redação. O pedido alternativo foi também negado.
Em defesa da manutenção do Enem, a Advocacia-Geral da União (AGU) argumentou que o adiamento nacional custaria R$ 776 milhões aos cofres públicos. Segundo o MEC, o adiamento de parte dos candidatos custará cerca de R$ 12 milhões.
De acordo com a AGU, como um número elevado de provas teria que ser corrigido em um curto período de tempo, o adiamento certamente também prejudicaria o acesso dos estudantes ao ensino superior por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), bem como o cronograma do ano letivo das universidades que utilizam o Enem.
Segundo a AGU, o Enem normalmente já é composto por duas provas aplicadas em datas diferentes. Além do exame regular, a avaliação é feita em um segundo momento pelos estudantes privados de liberdade e aqueles que foram impedidos de participar do certame por desastres naturais, como aconteceu no ano passado em dois municípios de Santa Catarina.
A AGU também defendeu que, embora com temas diferentes, a isonomia das redações está garantida na correção. O resultado da avaliação é definido com base em cinco competências expressas na matriz do Enem, cada uma, avaliada por quatro critérios correspondentes aos conceitos: insuficiente, regular, bom e excelente.  Os pontos observados consideram, por exemplo, o domínio da modalidade escrita, a compreensão da proposta da redação e a proposta de intervenção ao problema abordado respeitando os direitos humanos.

MO também usará tornozeleira


A Folha informa que Marcelo Odebrecht, além dos dois anos e meio de cadeia, terá de cumprir outros cinco anos de prisão domiciliar.
Desse período, metade será também em regime fechado - ele não poderá deixar a residência. O restante será no semi-aberto, no qual terá de permanecer em casa das 22h às 7h e nos fins de semana.
Nesse tempo, ele usará tornozeleira eletrônica, assim como seu pai Emílio.

Luz sobre a caixa-preta do BNDES


Está pronto para ser votado, na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, o relatório do projeto de lei que defende o fim do sigilo para as operações financeiras do BNDES.
O PLS 7/2016 é de autoria do senador Lasier Martins (PDT-RS). Já o relatório é de Ataídes Oliveira (PSDB-TO).
Se virar lei, a proposta preservará o sigilo apenas das estratégias comerciais apresentadas pelas empresas para solicitar o financiamento do BNDES

UM PRÉ-SAL DE PROPINAS


Em seu despacho, Sérgio Moro também cita trecho da denúncia do MPF que aponta o pagamento de R$ 252,5 milhões em propinas em 21 contratos de afretamento de sondas para exploração do pré-sal, por meio da Sete Brasil.
A propina foi fixada em 0,9% sobre o valor total dos contratos: R$ 28 bilhões. Coube à Odebrecht, seis sondas negociadas com o Estaleiro Enseada do Paraguaçu.
Isso explica por que Antonio Palocci ficou enlouquecido quando Pedro Barusco, ao firmar acordo de delação, entregou à Lava Jato US$ 96 milhões que estavam escondidos em contas secretas ligadas a offshores.
Esse dinheiro não era só de Barusco.

URGENTE: "ITALIANO" É RÉU

URGENTE: "ITALIANO" É RÉU

Como O Antagonista antecipou ontem, Sérgio Moro aceitou a denúncia do MPF contra Antonio Palocci. Ele é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Outras 14 pessoas foram denunciadas:
- Branislav Kontic
- Marcelo Odebrecht
- Fernando Migliaccio da Silva
- Hilberto Mascarenhas Alves da Silva Filho
- Luiz Eduardo da Rocha
- Olivio Rodrigues Junior
- Marcelo Rodrigues
- Rogério Santos de Araújo
- Monica Moura
- João Santana
- João Vaccari Neto
- João Ferraz
- Eduardo Musa
- Renato Duque

RENAN AGILIZOU SABATINA DE RIBEIRO DANTAS


Renan Calheiros procurou os líderes da base do governo Dilma no Senado para pedir-lhes que agilizassem a sabatina de Ribeiro Dantas para o STJ.
E assim foi feito. O ministro escolhido para salvar os empreiteiros foi sabatinado em tempo recorde.

EXCLUSIVO: CUNHA SABE DE RENAN COM RIBEIRO DANTAS


Além de Delcídio do Amaral, Eduardo Cunha também sabia de toda articulação de Dilma Rousseff com Renan Calheiros para a escolha de Marcelo Navarro Ribeiro Dantas para a vaga de relator da Lava Jato no STJ.
Cunha recomendava aos candidatos à vaga que procurassem Renan, pois a "expectativa" era de que o próximo ministro pudesse ajudar os empreiteiros presos no julgamento de habeas corpus.
Ribeiro Dantas foi o único que aceitou a missão

Volta FHC sem FHC



Volta, FHC?
FHC é contra.
Ele disse:
"A propósito de comentários sobre uma eventual candidatura à Presidência esclareço, do exterior, onde me encontro, que jamais cogitei dessa hipótese nem ninguém me consultou sobre o tema".
Ele disse também que apoia o mandato de Michel Temer:
"Minha posição é conhecida: nas circunstâncias, o melhor para o Brasil é que o atual governo leve avante as reformas necessárias e que em 2018 possamos escolher líderes à altura dos desafios do País. Precisamos superar a crise financeira para criar empregos e para que o povo viva em uma sociedade próspera e decente".
O Antagonista concorda com ele.

URGENTE: JULGAMENTO NO STF É SUSPENSO

 

Dias Toffoli, agora, conseguiu ajudar Renan Calheiros.
Ele pediu vista e o julgamento foi suspenso, com seis votos a favor de que réus não possam figurar na linha sucessória da Presidência da República.
Votaram a favor Marco Aurélio, Teori Zavascki, Edson Fachin, Rosa Weber, Luiz Fux e Celso de Mello.

Mendonça Neto pede que depoimento contra Lula seja em áudio


Augusto Mendonça Neto
Augusto Mendonça Neto. Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil
O delator de Operação Lava Jato, empreiteiro Augusto Ribeiro Mendonça Neto pediu ao juiz Sérgio Moro que sua imagem não seja exposta em depoimento que está marcado para o dia 21 de novembro, na 13ª Vara Federal de Curitiba, em ação penal que acusa o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ocultação de bens.
Na petição, a defesa de Mendonça Neto cita a legislação da delação premiada que prevê a preservação da imagem do colaborador. “A fim de evitar maior constrangimento ao Sr. Augusto, prestigiando e resguardando a imagem do colaborador, requer-se, com todo acatamento e respeito, que Vossa Excelência se digne determinar que o depoimento do Sr. Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, a ser realizado nos autos do processo em comento no dia 21/11/2016, às 14 horas, seja formalizado apenas por meio de áudio”.
Normalmente, os depoimentos de ações penais sem sigilo são publicadas em vídeo no mesmo dia pela Justiça Federal. Antes de terem acordos homologados, geralmente delatores têm a imagem preservada.
Delação
Augusto Ribeiro Mendonça Neto
Reprodução / JF/PR
Representante de várias empresas desde a década de 90, entre elas a Setal Engenharia, depois transformada em Toyo Setal, Mendonça Neto vai prestar depoimento com testemunha de acusação contra o ex-presidente.
O delator disse ao Ministério Público Federal, em documento homologado pelo Supremo Tribunal Federal, que pagou parte de propina cobrada por ex-diretores da Petrobras na forma de doação oficial para campanhas eleitorais do Partido dos Trabalhadores (PT). Ele estimou em “aproximadamente R$ 4 milhões” o total pago em doações ao PT entre os anos de 2008 e 2011 por orientação pessoal do ex-diretor Renato Duque.
Audiências de testemunhas em ação contra Lula estão marcadas para 21,23 e 25 de novembro 
Os depoimentos de testemunhas de acusação e de defesa na ação penal a que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sua mulher, Marisa Letícia e mais seis pessoas respondem na Operação Lava Jato serão realizados nos dias 21, 23 e 25 de novembro em Curitiba.
Além de Mendonça Neto, entre os depoentes estão outros réus que assinaram acordos de delação premiada, como o ex-senador Delcídio do Amaral (MS), o empresário Fernando Baiano e os ex-diretores da Petrobras Paulo Roberto Costa, Nestor Cerveró e Pedro Barusco, além do ex-deputado federal Pedro Corrêa (PE).
Na ação penal, Lula é acusado pela força-tarefa de procuradores da Lava Jato de receber R$ 3,7 milhões de propina de empresas envolvidas no esquema de corrupção da Petrobras, por meio de vantagens indevidas, como o pagamento de despesas com guarda-volumes para os objetos que ele ganhou quando estava na Presidência. As vantagens teriam sido pagas pela empreiteira OAS.
Também foram denunciados pelo Ministério Público Federal o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto; o ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro; Agenor Franklin Magalhães Medeiros; Paulo Roberto Valente Gordilho; Fábio Hori Yonamine e Roberto Moreira Ferreira, todos ligadas à empreiteira.
A denúncia foi aceita pelo juiz Moro no dia 20 de setembro. Na ocasião, a defesa de Lula disse que a decisão não causou surpresa. “Nem mesmo os defeitos formais da peça acusatória e a ausência de uma prova contra Lula, como amplamente reconhecido pela comunidade jurídica, impediu que o referido juiz levasse adiante o que há muito havia deixado claro que faria: impor a Lula um crime que jamais praticou”, disseram os advogados.
A defesa de Lula afirmou que decisão de iniciar a tramitação da ação penal “reforça a existência de um cronograma condenatório” do ex-presidente. A defesa também reafirmou que os atos de Moro são nulos.
“Nesse processo não há diferenciação entre o órgão da acusação e o julgador, o que o torna manifestamente ilegítimo. Por outro lado, a decisão indefere provas relevantes requeridas pela defesa. O próprio juiz chega a afirmar que não há valores oriundos de contratos da Petrobras destinados especificamente em favor do ex-presidente”, argumenta a defesa.

O silêncio de Michael Schumacher


Depois de voar 10 metros e aterrissar de cabeça numa pedra assim que perdeu o controle dos esquis nos Alpes franceses, naquele trágico 29 de dezembro de 2013, Michael Schumacher, o heptacampeão mundial de Fórmula 1, mergulhou num profundo silêncio — e sumiu dos olhos do mundo. Sua imagem pública começou a esvanecer-se naquele domingo mesmo, quando o neurocirurgião Stephan Chabardès se preparava para o último dia de trabalho antes das férias. O plantão começara às 8 horas. Depois da primeira cirurgia da manhã, por volta das 10h30, Chabardès estava em sua sala pondo a correspondência em dia quando foi interrompido por um residente. “Um paciente em estado grave acaba de chegar ao hospital e provavelmente terá de ser operado com urgência”, contou o jovem médico, sem revelar a identidade do acidentado. O dr. Chabardès continuou lendo seu correio. Um pouco depois, o mesmo residente retornou e perguntou a Chabardès se ele poderia ir até a sala onde o exame acabara de ser feito, para dar seu parecer. “Só quando cheguei à sala vi que era Michael Schumacher”, disse Chabardès a VEJA.
A queda, ainda que Schumacher usasse capacete, provocara um traumatismo craniano grave. Seu cérebro estava tomado por hematomas e edemas difusos. O ex-piloto se encontrava entre a vida e a morte e precisava passar por uma cirurgia o mais rápido possível. Chabardès operou-o. O médico só voltou para casa tarde da noite, para avisar à mulher e aos filhos que não poderia sair de férias no dia seguinte. A família de Schumacher decidira convocar uma coletiva de imprensa na segunda-feira de manhã para satisfazer a curiosidade mundial. A central telefônica do hospital havia entrado em colapso por causa do volume de chamadas de repórteres e fãs ávidos por notícias. O estado de Michael precisava ser esclarecido. O piloto estava pior do que se dizia. Na entrevista, informou-se que o impacto ocorrera no lado direito da cabeça, que a cirurgia tentara eliminar o hematoma, mas haviam sido encontradas lesões bilaterais e o alemão estava em coma induzido. Ficaria seis meses em coma.
E nunca mais o mundo saberia exatamente como estava Schumacher, em razão de uma espetacular muralha de silêncio construída em torno do piloto — a começar pelo lugar em que vive. Não poderia haver local mais adequado para garantir sua privacidade. Quando o vento do sul atravessa os Alpes, na fronteira entre a Suíça e a França, sua força forma ondas no Lago Léman que quebram numa pequena praia particular da cidade de Gland. Pela janela de seu quarto, Schumacher talvez possa ouvir o som do vai e vem das águas e do choque das embarcações ancoradas no píer em frente à casa. É lá que vive o ex-piloto, nesse castelo no estilo Floresta Negra que ele próprio mandou erguer no terreno de mais de 14 hectares na calma cidade suíça de 13 000 habitantes. Desde então, o lugar se tornou a fortaleza impenetrável onde ele, a família e poucos amigos escondem do mundo as sequelas da tragédia.
La Réserve, como é chamada a área onde se situa a propriedade, já pertenceu a um primo do imperador Napoleão III e durante a II Guerra Mundial foi um dos locais mais protegidos da Suíça. O país neutro, por precaução, mandou construir bunkers ao longo de sua fronteira. Além disso, uma linha de blocos de concreto conhecida como “Toblerone” — uma alusão ao famoso chocolate — atravessava todo o flanco oeste da propriedade para defender o território nacional de uma eventual invasão de tanques. Na estrada que leva até a casa de Schumacher, ainda hoje é possível ver no asfalto os locais onde explosivos eram colocados para mandar pelos ares a ligação entre Genebra e Lausanne, se necessário.
Antes de se aposentar definitivamente das pistas, em 2012, Schumacher, hoje com 47 anos, escolheu Gland para construir seu paraíso particular, onde ele — sempre obcecado por proteger sua vida privada — poderia viver longe do assédio da imprensa e dos fãs. As isenções fiscais da Suíça também contaram, é claro, mas Schumi evitou fazer como a maioria dos pilotos de Fórmula 1, que escolhe viver em Monte Carlo, um paraíso fiscal mais adequado ao estilo ostentação da categoria. Quando ele sofreu o acidente na estação de esqui de Méribel, nos Alpes franceses, a discrição dos vizinhos suíços — implacável e incontornável — tornou-se ainda mais necessária para garantir a paz que a família Schumacher buscava em Gland. Desde o acidente, a imprensa internacional tentou de tudo para descobrir o real estado de saúde do ex-piloto. Durante um tempo, paparazzi armados com teleobjetivas ancoraram barcos alugados no Lago Léman na esperança de capturar alguma imagem dele. Drones e helicópteros foram usados, em vão.  Até hoje, as câmeras de segurança instaladas entre as árvores vez ou outra flagram alguém tentando entrar no terreno dos Schumacher.
Na manhã do dia do acidente, o telefone de Sabine Kehm tocou. Do outro lado da linha, um jornalista francês queria confirmar a informação e saber mais detalhes sobre o estado de Schumacher. A empresária e porta-voz do recordista de títulos na F1 estava na casa dos pais, no interior da Alemanha, passando as festas de fim de ano. Ela não sabia de nada. Quando conseguiu se livrar do repórter, telefonou para Schumacher, mas ninguém atendeu. Sabine, que trabalha com Schumi desde 1999, achou isso normal. Afinal, seu chefe estava de férias. “Como eu tinha visto muitos acidentes durante a carreira dele, pensei: ‘O.k., talvez ele tenha tido um acidente, mas não deve ser tão grave’. Pensei que ele terminaria vendo que eu havia tentado falar com ele e me ligaria de volta”, conta Sabine. Schumacher nunca retornaria o telefonema. Sabine chegou no dia seguinte a Grenoble, para cujo hospital o ex-piloto fora levado. Quando o viu deitado, inconsciente e ligado a aparelhos, deu-­se conta da gravidade do ocorrido. Chorou abraçada à mulher de Schumacher, Corinna, e a seus filhos, Mick e Gina Maria. Quase três anos depois, em entrevista a VEJA, ela ainda se emo­ciona ao lembrar a cena.
No hospital em Grenoble, após enxugar as lágrimas, Sabine se recompôs e vestiu novamente a camisa de porta-­voz do ex-piloto. Era preciso organizar e filtrar as informações sobre Schumacher. O interesse da imprensa era justificado. O alemão é um dos maiores ídolos do automobilismo. Mas houve excessos que entristeceram a família. Sua morte chegou a ser anunciada por alguns veículos. Por isso, cada vez que algo de novo é publicado sobre ele, entra em ação o clã Schumacher, formado por sua família e um reduzido grupo de amigos. Eles desmentem e processam os responsáveis pelos rumores. O último comunicado oficial sobre a saúde do ex-piloto data de setembro de 2014, quando ele foi levado de um hospital em Lausanne para casa. Sua condição havia “progredido”, mas ainda faltava um “longo caminho a percorrer” para a recuperação. Três meses antes, em junho daquele ano, ele saíra do coma, o que permitiu que fosse transferido de Grenoble para Lausanne.
Hoje, a única certeza que se tem a respeito de Schumacher é que ele não consegue caminhar sozinho nem com ajuda. A informação foi dada no mês passado pelo advogado da família em Hamburgo, na Alemanha, em audiência do processo que os Schumacher estão movendo contra a revista Bunte, que publicou que o heptacampeão estaria andando e erguendo o braço. “Os que falam não conhecem a situação e os que conhecem não falarão nada”, disse a VEJA Jean Todt, ex-­chefe de Schumacher na Ferrari, presidente da Federação Internacional do Automóvel (FIA) e um dos amigos mais próximos do campeão. O mantra é repetido por Sabine e pelo médico francês Gérard Sail­lant. Os três visitam o ex-piloto regularmente e são sua face pública desde o acidente em Méribel. “Felizmente, Schumacher não está morto, mas sua vida e a de sua família mudaram. Ele é bastante reservado, e nós consideramos que sua vida privada deve ser respeitada. Schumacher não é mais um personagem público”, diz Todt. “Ele é fechado, sim. Mas quando se é próximo dele é uma companhia agradável e demonstra uma amizade da qual nunca tive do que reclamar”, diz Felipe Massa, seu companheiro na Ferrari em 2006.
A saúde financeira de Schumacher também foi alvo de especulação da imprensa mundial. Em julho de 2014, o tabloide inglês The Mirror informou que Corinna pusera à venda o reluzente jato Falcon 2000 EX cinza, matrícula M-IKEL. O valor seria de 20 milhões de euros e serviria para pagar as despesas com o tratamento do marido. Talvez seja mais correto deduzir que o jato foi vendido pelo simples fato de que não é mais usado. Schumacher é um homem rico. A empresa especializada em grandes fortunas Wealth-X estima que o alemão tenha amealhado cerca de 800 milhões de dólares ao longo da carreira. O valor coloca o ex-­piloto de F1 na segunda posição entre os atletas mais bem pagos de todos os tempos, atrás apenas do golfista americano Tiger Woods. Mesmo com a perda de vários contratos, Schumacher ainda recebe patrocínio da Mercedes-Benz, por exemplo.
Na saúde e no dinheiro, o clã mantém-se discreto. “Quando conhecemos o lado ostentação da F1, dos pilotos com suas namoradinhas, é impressionante ver a atenção que Schumacher dá e sempre deu, mesmo antes do acidente, ao núcleo familiar”, disse a VEJA o ortopedista Gérard Saillant, uma das raras pessoas, além da mulher, dos filhos e de seletos funcionários, que frequentam a casa na La Réserve. (Saillant é o médico a cuja habilidade o Brasil deve a conquista da Copa do Mundo de 2002. Foi ele quem operou o joelho de Ronaldo Fenômeno dois anos antes. O atacante lhe dedicou os dois gols que marcou na final contra os alemães.)
Saillant foi apresentado a Schumacher por Todt. Há cerca de dez anos tornaram-se mais íntimos, quando o médico e o dirigente buscavam fundos para a criação de um instituto dedicado ao estudo do cérebro e da medula. Schumacher foi um dos primeiros a contribuir com dinheiro e como garoto-propaganda, aceitando um papel de corredor de bigas em Astérix nos Jogos Olímpicos — no filme, as tribunas do estádio onde se dá a disputa estão cobertas com banners onde se lê ICM, a sigla do instituto, em números romanos. Até hoje, o ex-piloto é seu segundo maior doador privado. Com os olhos voltados para o chão, Saillant reconhece que é uma ironia que o amigo que ajudou a fundar o ICM enfrente agora as sequelas de um traumatismo craniano.
Muitos torcedores brasileiros não simpatizam com Schumacher, pois acham que ele reagiu friamente à morte de Ayrton Senna nas pistas, em 1994, e ainda se beneficiou da tragédia para vencer o campeonato naquele ano. O alemão, afinal, nem sequer foi ao enterro. Sabine Kehm conta uma história diferente. “Michael sempre admirou muito Senna. Ele me disse que ficou devastado com sua morte, mas não queria chorar em público apenas para aparecer na imprensa.” No ano seguinte, longe dos holofotes, Schumacher e Corinna foram ao Cemitério do Morumbi, em São Paulo. De pé, com a cabeça baixa diante do túmulo de Senna, o alemão que caiu em prantos quando igualou o recorde de vitórias do brasileiro prestou sua homenagem particular. Em silêncio, em privado, como sempre guiou sua vida — antes e depois do acidente que o condenou a uma reclusa e misteriosa existência à beira de um lago suíço.

Cida Borghetti confirma candidatura para 2018


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A vice-governadora Cida Borghetti, do PP, confirmou que será candidata à governadora em 2018. Em entrevista, Cida afirmou que recebeu o apoio do Partido Progressista para a disputa. “Meu partido já fez o convite e eu aceitei esse grande desafio”, disse. Cida Borghetti acredita que assumirá a cadeira no primeiro semestre de 2018 com a descompatibilização do governador Beto Richa, que deve buscar uma das cadeiras ao Senado.
Cida avaliou como natural as negociações e o interesse de outras lideranças na disputa pelo Palácio Iguaçu. “Essa movimentação é natural neste momento. Os partidos já comecem a se organizar. E nós que colocamos o nosso nome possamos começar a costurar as aliança e buscar o apoio necessário para a disputa em 2018″. Cida Borghetti foi duas vezes deputada estadual. Na sequência foi eleita para a Câmara Federal, onde permaneceu até vencer a disputa para o Palácio Iguaçu na chapa com Beto Richa.

7 dias para o fim do mundo



Matheus Leitão, do G1, ouviu a mesma coisa que O Antagonista:
"O acordo de delação premiada da Odebrecht deve ser assinado até o final da semana que vem".
Neste momento, os advogados da empreiteira estão transformando os anexos em depoimentos escritos. Em seguida, eles serão analisados pelos procuradores da Lava Jato e assinados.

Moro libera primeiro delator da Lava Jato de usar tornozeleira eletrônica


Pedro Ladeira - 25.ago.15/Folhapress
BRASILIA, DF, BRASIL, 25-08-2015, 14h00: CPI da Petrobras durante acareação entre os delatores da operação lava jato o doleiro Alberto Youssef e o ex diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. O dep. Hugo MOtta (PMDB-PB) preside a sessão e o dep. Luiz Sergio (PT-RJ) é o relator da CPI. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER)
O ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa

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primeiro delator da Operação Lava Jato vai se livrar do maior pesadelo dos que fazem esse tipo de acordo com procuradores: a tornozeleira eletrônica.

O ex-diretor de abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa passa a ter o direito a partir desta quinta-feira (3) de não ser mais monitorado pela Polícia Federal, segundo decisão do juiz Sergio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância.

A única obrigação de Costa agora será prestar quatro horas de serviços comunitários por semana por mais três anos, até novembro de 2019.
Os procuradores queriam que ele continuasse com a obrigação de voltar para casa à noite, mas o juiz recusou o pedido.

A tornozeleira é considerada um estorvo porque precisa ser carregada na tomada, às vezes a cada quatro horas, e pode dar problemas, o que faz a Polícia Federal desconfiar de fuga quando se trata de falha.
Costa é considerado um dos mais importantes colaboradores porque revelou como o esquema funcionava dentro da Petrobras e da interface desses negócios espúrios com os partidos.

Foi ele quem apontou pela primeira vez que um percentual que variava de 1% a 3% do valor dos contratos ficava com partidos como PT, PP e PMDB.
O executivo tinha experiência nessas negociações partidárias.
Indicado ao cargo de diretor do abastecimento pelo PP em 2004, ele teve que correr atrás do apoio do PMDB em dezembro 2006, quando seus inimigos tentaram tirar-lhe do cargo quando estava internado numa UTI (Unidade de Terapia Intensiva) à beira de morte, conforme o relato que fez ao juiz Sergio Moro.
Ele continuou no cargo de diretor até 2012.

PRISÃO
Preso em março de 2014, Costa conseguiu a liberdade dias depois e, em junho, foi preso novamente, desta vez acusado de ter contas secretas na Suíça, pelas quais passaram US$ 23 milhões, e de um suposto risco de fuga.
Posteriormente, ele contaria que recebera esses recursos da Odebrecht, empreiteira que hoje negocia seu próprio acordo de colaboração premiada.
Ao todo, o ex-diretor recebeu cerca de R$ 100 milhões em suborno, em valores corrigidos.
Ele devolveu o montante e bens que havia comprado com a propina, como uma lancha e um veículo Land Rover Evoke.
Após a segundo prisão, Costa trocou de advogados e decidiu fazer um acordo de delação premiada com os investigadores.
Os acordos celebrados por Costa e pelo doleiro Alberto Youssef são considerados dois dos mais importantes da Operação Lava Jato porque descortinaram a corrupção dentro da Petrobras e a forma como a propina circulava entre funcionários públicos, políticos e partidos por meio do doleiro.
Youssef fechou sua delação pouco depois do ex-diretor de abastecimento.
Desde outubro do ano passado, Costa cumpria a pena em regime semiaberto : tinha de voltar para casa, em Itaipava, na região serrana do Estado do Rio de Janeiro, às 20h e não podia sair nos fins de semana

STF deve analisar nesta quinta ação que pede veto a réu na presidência


Ação foi protocolada em maio pelo partido Rede Sustentabilidade.
Partido quer que políticos réus não estejam na linha sucessória presidencial.

Mariana OliveiraDa TV Globo, em Brasília
O Supremo Tribunal Federal (STF) deve analisar nesta quinta-feira (3) uma ação da Rede Sustentabilidade que pede ao tribunal considerar inconstitucional que políticos réus em ações penais admitidas pela própria Corte estejam na linha de sucessão do presidente da República. O julgamento foi marcado no dia 21 de outubro pela presidente do STF, ministra Cármen Lúcia. Para que a ação seja analisada, é necessário que 8 dos 11 ministros estejam presentes.
Fazem parte da linha de sucessão do presidente da República, na ordem: o vice-presidente da República, presidente da Câmara, o presidente do Senado e o presidente do STF. Quando a Rede protocolou a ação, em maio, o partido pedia o afastamento de Eduardo Cunha, que era, na época, presidente da Câmara e réu no Supremo.
Na ação, o partido citava que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), também está na linha sucessória e é alvo de denúncia em um dos processos da Lava Jato. Ao todo, Renan é alvo de 11 inquéritos e um pedido de investigação no Supremo. Se algum desses inquéritos virar denúncia e ela for aceita pelos ministros, o senador se tornaria réu.
No dia 4 de outubro, o ministro Luiz Edson Fachin, do STF, liberou para julgamento no plenário da Corte uma denúncia contra Renan, apresentada pela Procuradoria Geral da República. Na peça, o senador foi acusado de ter despesas de uma filha com a jornalista Mônica Veloso bancadas por uma empreiteira.
A definição da data do julgamento no plenário da denúncia contra Renan também depende de Cármen Lúcia.
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, já se manifestou contra a ação da Rede. Para ele, a ação visava Eduardo Cunha, e não há mais razão para ser julgada.
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Atrito 
Nos últimos dias, Cármen Lúcia e Renan Calheiros fizeram críticas um ao outro por meio de declarações públicas. Começou quando o presidente do Senado, ao criticar a operação Métis, que prendeu policiais legislativos com atuação na Casa, chamou de "juizeco" o magistrado Vallisney de Souza Oliveira, responsável por autorizar a ação policial.
Nesta terça-feira (26), na abertura da sessão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Cármen Lúcia, sem citar o nome de Renan, pediu respeito aos juízes. A ministra disse que "onde um juiz é destratado", ela também é.
Mais tarde, Renan disse que "faltou reprimenda" da presidente do Supremo Tribunal Federal ao juiz federal Vallisney Souza Oliveira.
A pauta do Supremo, com a definição da data para julgar a ação da Rede, foi publicada na sexta-feira (21), antes do atrito entre Cármen e Renan.
Pauta 'normal'
Ao chegar à Câmara nesta quarta, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ),  primeiro na linha de sucessão do presidente Michel Temer, foi questionado por jornalistas sobre a marcação da data para votar a ação da Rede. Ele disse que se trata de uma pauta "normal" do STF e que precisa ser julgada.
“A pauta do Supremo não é montada da noite para o dia, tem um rito, certamente. Vamos entender isso como uma pauta normal, como tantas outras que precisam ser julgadas”, afirmou.
Ao falar sobre a polêmica entre Cármen Lúcia e Renan Calheiros, o presidente da Câmara afirmou que a ministra é "um dos quadros mais qualificados do país" e pediu "harmonia" entre os poderes.
"[Cármen Lúcia] comanda o Supremo num momento tão difícil, tão importante. O que a gente precisa é garantir essa harmonia”, completou.