Torcida da Chape lota Arena Condá e faz homenagem aos gritos de 'é campeão'

A torcida da Chapecoense compareceu à Arena Condá nesta terça-feira para homenagear os jogadores e funcionários do clube que foram vítimas de um acidente aéreo na Colômbia, durante a madrugada.
Com as arquibancadas praticamente lotadas, o público presente cantou várias músicas de incentivo ao time. Os portões chegaram a ser fechados, impedindo o acesso de parte da torcida; posteriormente, os torcedores tiveram acesso à ala leste da arena pelo portão 12.
Luiza Oliveira/UOL
Público se emocionou em homenagem à delegação da Chapecoense
Ao longo do dia, torcedores percorreram as ruas da cidade em direção ao estádio. Durante o percurso, nomes dos jogadores foram cantados pela torcida, bastante emocionada. O acesso ao gramado, inicialmente vetado, acabou sendo parcialmente liberado.
Ao longo das homenagens, parte dos fãs se reunião de mãos dadas no campo, enquanto os presentes nas arquibancadas batiam palmas. Os tributos foram marcados por cânticos e orações. No telão do estádio, um vídeo homenageou os torcedores.
Os corpos dos integrantes da delegação da Chape que se acidentou na Colômbia devem ser liberados pelas autoridades locais nos próximos dias. O retorno ao Brasil deve acontecer entre os dias 1 e 2 de dezembro. O estádio deverá receber o velório coletivo.
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Homenagens às vítimas do voo da Chapecoense pelo mundo19 fotos

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Federação de futebol inglesa manda mensagem em homenagem às vítimas da tragédiaVEJA MAIS >Imagem: Reprodução/Twitter

Atacante do Atlético Nacional diz que time viajou no mesmo avião: ‘Várias vezes paramos para abastecer’


Avião da empresa Lamia onde estava o time da Chapecoense
Avião da empresa Lamia onde estava o time da Chapecoense Foto: MATT VARLEY / REUTERS
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A tragédia com o avião da Chapecoense, na madrugada desta terça-feira, na Colômbia, poderia ter feito outras vítimas. O atacante Miguel Ángel Borja, do Atlético Nacional, revelou que a equipe colombiana já viajou diversas vezes na mesma aeronave e com o mesmo piloto. O avião pertencia a empresa boliviana Lamia e, segundo o capitão, precisou parar diversas vezes para reabastecer.
Uma das linhas de investigação é justamente a hipótese de que a aeronave sofreu uma pane elétrica causada por falta de combustível.
– É lamentável o que aconteceu, mudou a vida de todos. Nós já viajamos neste avião, conhecíamos até a tripulação. Tomara que agora que isso aconteceu as equipes tenham a consciência de melhorar as condições (de viagem), porque várias vezes paramos para abastecer quando voamos com este avião – disse o artilheiro ao canal colombiano “Kick Off”.
Borja, do Atlético Nacional, lamentou a tragédia com a Chapecoense
Borja, do Atlético Nacional, lamentou a tragédia com a Chapecoense Foto: Reprodução / Twitter
Borja afirmou que o elenco sentiu medo em viajar no mesmo avião:
– Todos os companheiros, o técnico, a comissão diretiva, nós estamos em reflexão, porque isso não pode passar. Nós viajamos no mesmo avião, com o mesmo capitão, em várias ocasiões. Tivemos medo, porque o avião é muito pequeno, muitas vezes parou em aeroportos para abastecer, porque não alcançaria o destino final. Queremos que a federação, que a Conmebol nos deem mais recursos para viajarmos com mais segurança e comodidade - afirmou.
O avião que levava o time da Chapecoense à Colômbia para a disputa da final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional caiu nesta terça-feira. Os sobreviventes são Alan Ruschel, Ximena Suárez Otterburg, Jackson Follmann, Neto e Rafael Henzel. O goleiro Danilo Padilha foi resgatado com vida, mas faleceu no hospital.
O avião caiu na região central daquele país. A aeronave levava 81 pessoas, sendo 72 passageiros e nove tripulantes. Mas quatro passageiros não embarcaram: o prefeito de Chapecó, Luciano Buligon, o presidente do Conselho Deliberativo da Chapecoense, Plínio David de Nes Filho, o presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, Gelson Merisio, e o jornalista da rádio Super Condá, de Chapecó, Ivan Carlos Agnoletto.
Com as buscas encerradas, a polícia colombiana informou que 71 corpos foram resgatados no local do acidente e seis feridos, sendo que um deles faleceu – o goleiro Danilo.


Ricardinho visita família de Caio Júnior: “Agora é hora de dar conforto”


Por Marina Sequinel e Flávia Barros
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(Foto: Flávia Barros – Banda B)

ex-jogador e treinador Ricardinho visitou a família do técnico Caio Júnior, da Chapecoense, na tarde desta terça-feira (29) no bairro Mossunguê, em Curitiba. Luiz Carlos Saroli foi uma das vítimas do acidente aéreo que matou 75 pessoas na Colômbia durante a madrugada de hoje.
Arrasado, Ricardinho disse que perdeu bons companheiros na tragédia. “O momento é muito difícil, duro para nós. Ainda mais para a família, para os filhos e para a esposa do Caio Júnior. Essa é uma situação que ninguém esperava viver. Não só por ele, mas por todos os outros, alguns foram meus atletas. Eram todos bons profissionais, não tem o que fazer agora, a não ser confortar a família, se é que isso é possível”, disse ele em entrevista à Banda B.
Amigo de Caio Júnior, Ricardinho relatou também que tinha um grande convívio com o técnico. “Quando eu iniciava na carreira, ele estava para parar, e então criou-se uma afinidade. O ano de 1997 foi especial, ali a amizade começou. Depois, o Caio virou treinador e eu também, nos encontramos no Catar e nas peladas de fim de ano”, completou.
De acordo com ele, ainda não há informações sobre a data e o local de sepultamento de Caio Júnior. Ricardinho iniciou a carreira no Paraná Clube e atuou, mais recentemente, como treinador do Tupi. Além dele, o preparador físico do Coritiba, Robson Gomes, também prestou solidariedade e apoio à família do técnico.

Mãe de Cláudia Cruz pede à Justiça Federal desbloqueio de R$ 355 mil


Foto: Reprodução / Facebook
Foto: Reprodução / Facebook
Em petição apresentada à 6ª Vara Federal de Curitiba, a mãe de Cláudia Cruz, Neide Cordeiro Cruz, pediu que fossem desbloqueados R$ 355 mil das contas da jornalista.
De acordo com o advogado Marlus Arns de Oliveira, o valor pertence exclusivamente à mãe da acusada. O pedido foi protocolado em ação civil pública de improbidade administrativa que a jornalista Claudia Cruz responde na Justiça Federal do Paraná. No documento, a defesa explica que pela idade avançada, 79 anos, Neide Cordeiro entrou como cotitular de uma conta bancária da filha.
O advogado esclarece que a inclusão é justificada não só pela idade de Neide, mas também pelo temor de não poder movimentar os valores em uma situação de emergência. Além disso, a defesa alega que a conta bloqueada também é utilizada pela mãe de Claudia Cruz para recebimento da aposentadoria. A decisão de desbloqueio ou não da conta será tomada pelo juiz Augusto Cesar Pansini Gonçalvez.
A denúncia desta ação envolve um contrato em que a Petrobrás comprou direitos de participação na exploração de um campo de petróleo na República do Benin, na África. O negócio, segundo os procuradores do Ministério Público Federal, envolveu o pagamento de propina ao deputado federal afastado Eduardo Cunha de cerca de U$ 1,5 milhão. O valor total do negócio era de US$ 34,5 milhões. Para os procuradores, Cunha utilizou o cargo de deputado e de presidente da Câmara para sustentar o esquema de corrupção, obter vantagens ilícitas e atender interesses particulares.

Depoimento de Lula sobre tentativa obstrução da Lava Jato já tem data


lula
O juiz substituto da 10ª Vara Federal, em Brasília, Ricardo Leite, marcou para o dia 17 de fevereiro de 2017 o depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na ação penal em que ele é réu acusado de tentar obstruir as investigações da Operação Lava Jato.
Dois dias antes, às 10h, o juiz substituto vai ouvir o depoimento do ex-senador Delcídio do Amaral, que é réu na mesma ação.
Além de Lula e Delcídio, o pecuarista José Carlos Bumlai e o filho dele Maurício Bumlai, além do banqueiro André Esteves, Diogo Ferreira, ex-chefe de gabinete de Delcídio; e o advogado Edson Ribeiro são acusados de tentar comprar o silêncio de ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró. Exceto Delcídio, que será ouvido no dia 15 de fevereiro, todos os demais serão ouvidos no dia 17 de fevereiro.
O pecuarista José Carlos Bumlai será interrogado por meio de videoconferência, já que cumpre prisão domiciliar em São Paulo. Lula e os demais confirmaram que virão à Brasília para as oitivas.
Todos os envolvidos são acusados de tentar impedir que Cerveró assinasse acordo de delação premiada com a força-tarefa de investigadores da Operação Lava Jato. Hoje, Bernardo Cerveró, filho do ex-diretor da Petrobras, voltou dizer que foi pressionado pelo senador cassado Delcídio do Amaral para que seu pai não celebrasse acordo de delação premiada com a Lava Jato. Entretanto, Bernardo disse nunca ter ouvido os nomes do pecuarista José Carlos Bumlai ou do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos encontros que teve com Delcídio.
Ele confirmou ter recebido uma primeira remessa de R$ 50 mil enviados por Delcídio como uma “ajuda à família”, mas disse não ter ficado com a quantia. O dinheiro teria sido devolvido a Edson Ribeiro, então advogado de Nestor e intermediário do pagamento, para que ele cobrisse custos processuais.

Pais de Follmann goleiro reserva da CHAPE citam "agonia" e consideram sobrevivência "milagre"


Goleiro é um dos seis sobreviventes da tragédia com o avião da Chapecoense, que deixou 75 mortos; Paulo e Marisa Follmann revelam angústia com situação do filho

Por Boa Vista do Buricá, RS

A aflição com a notícia da queda da aeronave que transportava a Chapecoense rumo à final da Copa Sul-Americana, na madrugada desta terça-feira, se transformou em alívio, ainda que momentâneo, para a família Follmann. Na cidade de Boa Vista de Buricá, no Rio Grande do Sul, os pais do goleiro Jackson Follmann receberam com emoção a notícia de que o filho é um dos seis sobreviventes da tragédia que deixou 75 mortos na região da Antioquia, na Colômbia.
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O pai do jogador, Paulo Follmann, atribui a sobrevivência do filho no acidente aéreo a um "milagre". Ainda assim, a sensação de alívio durou pouco para a família do jogador. Os familiares agora aguardam com "angústia" a situação médica do goleiro – segundo informações divulgadas na Colômbia, o goleiro teve uma das pernas amputadas em decorrência do acidente
– Em um acidente de avião, você sabe que a chance de sobrevivência é praticamente zero. Então, ele estar entre os sobreviventes é um milagre de Deus. A gente só está numa agonia para saber o estado de saúde dele, não sabe nada por enquanto. Se sabe que ele está no hospital – afirmou Paulo Follmann, em entrevista à RBS TV.
Follmann, goleiro do Linense (Foto: José Luis Silva / CA Linense)Follmann é um dos sobreviventes da tragédia com o avião da Chape (Foto: José Luis Silva / CA Linense)

A mãe, Marisa, revela que a nora foi a responsável por dar a trágica notícia à família, por uma ligação. O acidente logo causou choque e deixou o casal "sem chão". Follmann foi contratado em maio deste ano pela Chapecoense como reforço para disputar o Campeonato Brasileiro. A boa fase da equipe catarinense era motivo de orgulho para o jogador, que compartilhava com a família esses bons momentos e falava da expectativa para o jogo da Copa Sul-Americana.
– A gente acordou com uma ligação da noiva dele, que tinha acontecido esse acidente. Na hora meu marido entrou em choque, ficou apavorado. Eu também. A gente fica sem chão, mas coração de mãe nunca se engana. Meu coração dizia que Deus estava protegendo ele, que ele estava bem. Meu filho sempre foi muito família, nem um dia, desde os 13 anos, deixou de falar com a gente. E dentro da Chapecoense estava muito feliz. A previsão era boa pro futuro então tava feliz mesmo, a cidade se adaptou muito bem, então tava tudo se encaminhando – afirma Marisa.
Sem conseguir contato telefônico com o hospital e informações oficiais, a família deve viajar durante a tarde para Chapecó, que fica a 270 quilômetros de distância da cidade onde mora.
O voo com a equipe catarinense, que iria disputar o primeiro jogo da final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional, sofreu o acidente nesta terça-feira na localidade de Cerro El Gordo, próximo ao aeroporto internacional de Medellín, na Colômbia. No local da queda, há muito mato e as buscas também foram dificultadas por causa da chuva na região. Até o momento, as autoridades colombianas registram 75 mortos e seis sobreviventes, que são os jogadores Alan Ruschel, Neto e Follmann, o jornalista Rafael Henzel e os comissários de bordo Erwin Tumiri e Ximena Suarez.

Cuca se emociona após tragédia: "Não tem mais graça ser campeão"


Técnico diz que trocaria título brasileiro, conquistado no último domingo, após vitória sobre a Chapecoense, pelas vidas das vítimas no acidente aéreo

Por São Paulo
Cuca (Foto: Marcos Ribolli)Cuca se emocionou e disse que trocaria título pelas vidas das vítimas (Foto: Marcos Ribolli)
O técnico Cuca deu uma entrevista profundamente emocionada sobre a tragédia no voo que levava a delegação da Chapecoense para a final da Copa Sul-Americana, contra o Atlético Nacional, em Medellín. O comandante disse que trocaria seu título brasileiro pelas vidas perdidas no acidente.  
– Se eu pudesse trocar o título do Palmeiras pela vida dos jogadores, comissão e diretoria da Chapecoense, eu trocaria fácil. Não tem mais graça ser campeão. Agora é rezar mesmo e pedir que Deus conforte a eles todos. O Caio Júnior, o Mário Sérgio, o Victorino Chermont, que era muito gente boa, o presidente Delfim (Peixoto). Enfim, de todos que estavam viajando a trabalho – afirmou, em entrevista à TV Bandeirantes. 
À Rádio Globo, o técnico contou que teve contato direto com Alan Ruschel na partida entre as duas equipes, no último domingo. O jogador foi um dos poucos sobreviventes.
– Estou perdidão, baqueado. Há 48 horas atrás estávamos jogando. Estava calor, o Alan Ruschel veio me pedir um copo de água no segundo tempo. Muita coisa. Hoje está acontecendo toda essa tragédia, é um baque muito grande. Caio Júnior, pessoal da imprensa... Nossa Senhora. É uma perda muito grande, muito doída. Vai ser difícil passar por cima – afirmou.
Sobre o pedido do Palmeiras à CBF de utilizar a camisa da Chapecoense na última rodada do Campeonato Brasileiro, contra o Vitória, em Salvador, Cuca se mostrou totalmente a favor.
– Eu falei com o Alexandre (Mattos) por telefone. O que nós fizermos de homenagem é pouco. Temos de fazer muita coisa. Não só nesse jogo. Temos de ajudar a Chapecoense de todas as formas. Lógico que não vai ser igual nunca mais. Vamos abraçar todo mundo. É o mínimo, profissionalmente, que podemos fazer. É só rezar pelas famílias para que Deus conforte eles. 
O Verdão voltaria ao trabalho na manhã desta quarta-feira, três dias após conquistar o título brasileiro justamente após bater a Chapecoense por 1 a 0. Com o adiamento da última rodada do Campeonato Brasileiro, o clube cancelou todas as atividades até domingo. Treinará novamente na segunda, dia 5 de dezembro.