Tribunal Federal mantém prisão de Cunha e denúncia contra Cláudia Cruz


Julgamento foi realizado na tarde desta quarta-feira (30) pela 8ª Turma.
Corte é responsável por processos da Lava Jato em segunda instância.

Do G1 RS
Eduardo Cunha faz exame de corpo de delito no IML em Curitiba  (Foto: Giuliano Gomes/ PR PRESS)Eduardo Cunha faz exame de corpo de delito no
IML em Curitiba (Foto: Giuliano Gomes/ PR PRESS)
O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), com sede em Porto Alegre, manteve a prisão preventiva do ex-presidente da Câmara e deputado federal cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e a denúncia contra a mulher dele, a jornalista Cláudia Cordeiro Cruz. O julgamento foi realizado na tarde desta quarta-feira (30) pela 8ª Turma da corte, responsável por processos relativos à Operação Lava Jato em segunda instância.
O relator do processo, desembargador João Gebran Neto, já havia negado em liminar o habeas corpus ajuizado pela defesa de Cunha. No julgamento nesta quarta, ele foi acompanhado pela maioria dos magistrados da 8ª Turma.
A defesa do ex-deputado argumentou que ele havia perdido o objeto após a cassação e não oferecia risco à ordem pública. Ainda de acordo com os advogados, a eventual existência de depósitos bancários no exterior e a dupla cidadania de Cunha não justificam a prisão.
"Cunha é figura proeminente no PMDB e a percepção de propinas no esquema criminoso caracteriza, em princípio, acentuada conduta de desprezo não só à lei e à coisa pública, mas igualmente à Justiça", observou Gebran em seu relatório.
O desembargador também citou risco à instrução criminal, já que há relatos de tentativa de intimidação de testemunhas e de outros envolvidos. Gebran lembrou a tentativa de obstrução dos trabalhos da Comissão de Ética da Câmara, além de destacar que a existência de contas no exterior que poderiam facilitar uma eventual fuga.
"Enquanto não rastreada e bloqueada a integralidade dos valores originários de propina e depositados em contas no exterior, é razoável supor a possibilidade de reiteração delitiva", disse o relator.

Os mosqueteiros da Orcrim



O Estadão confirmou informação que O Antagonista publicou mais cedo de que a tentativa de golpe na Lava Jato foi articulada por Renan Calheiros com Eunício Oliveira, Aécio Neves e Roberto Requião.
Requião, que já é o relator do projeto de abuso de autoridade, deve ser designado também para relatar o pacote salva-Orcrim.

Em outubro, avião que caiu com Chape fez pouso 'sem aviso' no DF


Voo não tinha sido informado, e aeronave ficou retida no DF por três horas.
Viagem foi em outubro, nas Eliminatórias da Copa; time jogou em Natal.

Mateus RodriguesDo G1 DF
Aeronave que caiu com time da Chapecoense na Colômbia, em imagem de outubro no Aeroporto JK, em Brasília (Foto: Inframerica/Divulgação)Aeronave que caiu com time da Chapecoense na Colômbia, em imagem de outubro no Aeroporto JK, em Brasília; foto mostra parte do prefixo CP-2933, que identifica o avião (Foto: Inframerica/Divulgação)
O avião da empresa boliviana LaMia que caiu com o time da Chapecoense em Medellín, na Colômbia, nesta terça-feira (29) já tinha feito um pouso "sem aviso" no Aeroporto Internacional de Brasília, em outubro. A aeronave transportava a seleção da Bolívia e, na época, ficou retida por três horas no terminal, à espera de liberação dos documentos.
A aeronave usada pelo time da Chapecoense foi identificada como um quadrimotor da British Aerospace, modelo Bae 146 e prefixo CP-2933. Ao G1, a Inframerica – concessionária do Aeroporto de Brasília – confirmou que o avião é o mesmo usado pela seleção boliviana.
O registro do voo de outubro também consta no site Flight Radar 24, que acompanha as aeronaves pelo transponder, como divulgado pelo blog do colunista Matheus Leitão.
Na época, a Polícia Federal informou ao G1 que o avião tinha aterrisado em Brasília para abastecer, mas a operação não tinha sido comunicada à torre do aeroporto JK, e o serviço de apoio do terminal não tinha sido contratado para o desembarque e a retirada de bagagens.
Por causa dessa falta de comunicação, o atendimento à delegação foi feito "de improviso". A seleção boliviana foi liberada após passar pelo controle de imigração. A Receita Federal também não tinha sido comunicada da operação, e teve de vistoriar a bagagem e os documentos dos jogadores. Os times jogaram no dia 6, na Arena das Dunas, em Natal, e o Brasil ganhou por 5 a 0.
Voos negados
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) já tinha negado outros três pedidos da empresa aérea boliviana LaMia, envolvida no acidente aéreo que deixou mais de 70 mortos, inclusive jogadores do time Chapecoense, para operar em solo brasileiro.
A intenção da direção do Chapecoense era que o comandante de voo da LaMia, que também era o dono da empresa, piloto capitão Miguel Alejadro Quiroga Murakami, pudesse pegar o time em Chapecó para levar diretamente para a Colômbia, onde o time disputaria a primeira partida da final da Copa Sul-Americana. Este pedido, realizado em novembro, foi negado pela Anac.
Antes disso, outros três pedidos da LaMia também não haviam sido aceitos. Os pedidos negados mostram dificuldades da empresa em entender a dinâmica da aviação brasileira. No primeiro deles, a empresa não tinha nem os requisitos necessários para o pedido. Em outra, pediu pista em um horário de pico – 12h – para pousar e ficar no Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
Dois trajetos foram feitos pela empresa no país – um em outubro e outro em novembro. O primeiro, em outubro, fez a rota Natal-Brasília-Viru-Viru (Santa Cruz de La Sierra). A segunda, partiu da Bolívia, passou por Buenos Aires e parou em Belo Horizonte, deixando a seleção argentina para um jogo .
A aeronave da LaMia, um Avro Regional Jet 85 (RJ-85), prefixo CP-2933, tinha quatro motores e, por ser de grande porte, não tem facilidade para pouso em qualquer aeródromo. Segundo a agência, porém, dois voos haviam sido autorizados - e feitos - pela LaMia, em solo brasileiro.
Aeronave que caiu com time da Chapecoense na Colômbia, em imagem de outubro no Aeroporto JK, em Brasília (Foto: Inframerica/Divulgação)Aeronave que caiu com time da Chapecoense na Colômbia, em imagem de outubro no Aeroporto JK, em Brasília (Foto: Inframerica/Divulgação)

Lula diz a Moro desconhecer participação de Cunha em nomeação na Petrobras


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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira, 30, desconhecer a suposta participação do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na nomeação do engenheiro Jorge Zelada para a diretoria Internacional da Petrobras e na compra do campo de petróleo de Benin, na África. Lula prestou depoimento como testemunha de defesa do peemedebista.
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Foto: Instituto Lula
Este foi a primeira vez que Lula e Sérgio Moro estiveram “frente a frente”. O petista falou por videoconferência, em São Bernardo do Campo (SP), ao magistrado, em Curitiba.
O ex-presidente respondeu a perguntas da defesa de Eduardo Cunha e do Ministério Público Federal. O juiz federal Sérgio Moro não fez nenhum questionamento.
Em audiência anterior a de Lula, quem falou foi seu amigo José Carlos Bumlai. O pecuarista afirmou não saber responder às perguntas submetidas a ele.
Eduardo Cunha foi preso preventivamente por ordem do juiz federal Sérgio Moro em 19 de outubro, em Brasília.
O peemedebista arrolou Lula como uma de suas testemunhas na ação penal que responde perante a 13ª Vara Federal, de Curitiba, sob tutela do juiz Moro. Na lista de testemunhas também está o presidente Michel Temer (PMDB), que responderá por escrito questionamentos feitos por Cunha. A nomeação de Jorge Zelada para a Diretoria Internacional da Petrobras foi alvo das perguntas de Cunha a Temer.
O ex-presidente da Câmara é acusado de ter solicitado e recebido, entre 2010 e 2011, no exercício de sua função como parlamentar e em razão dela, vantagem indevida, relacionada à aquisição, pela Petrobras de um campo de petróleo em Benin. Cunha é acusado de corrupção, lavagem de dinheiro, evasão fraudulenta de divisas pela manutenção de contas secretas na Suíça que teriam recebido propina do esquema na Petrobras.
A ação já havia sido aberta pelo Supremo Tribunal Federal em junho. O processo foi remetido para a primeira instância em Curitiba, pois Cunha perdeu foro privilegiado desde que foi cassado pela Câmara, por 450 votos a 10, no dia 12 de setembro. Com isso, o Supremo remeteu esta ação contra o peemedebista para a Justiça Federal em Curitiba, sede da Lava Jato.

Vítima de queda de avião, ex-jogador do Coritiba casaria nesta quinta-feira


Da Redação


Ex-jogador do Coritiba e destaque da Chapecoense nesta temporada, o lateral-esquerdo Dener foi uma das vítimas fatais da tragédia que matou 71 pessoas na madrugada desta terça-feira (29), na Colômbia, após a queda do avião que levava a delegação do clube catarinense. O jogador estava com casamento marcado para esta quinta-feira (1).
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Dener morreu na queda do avião da Chapecoense (Foto: Divulgação)
Em entrevista no Aeroporto de Cumbica à Agência O Globo, a mulher dele, Amanda do Santos Machado, de 26 anos, contou que recebeu uma mensagem de voz do atleta pouco antes do embarque no voo que caiu.
“Antes dele embarcar mandou uma mensagem dizendo que estava com saudades do nosso filho, o Bernardo, e que nos amava muito”, disse a mulher, que está sem chão com o que aconteceu.
Dener foi jogador do Coritiba em 2014 quando jogou 15 partidas e não conseguiu se firmar. Ele vinha vivendo um ótimo ano na Chapecoense e era especulado em times de grandes centros.

Piloto estava vivo após queda de avião da Chape; membro da comissão técnica também foi socorrido


Da Redação

miguelquirogaO bombeiro Juan Diego Gómez, que trabalhou no resgate das vítimas após a queda do avião da Chapecoense, confirmou nesta quarta-feira (30) que dez pessoas chegaram a ser socorridas com vida do local, mas três delas nem mesmo chegaram a hospitais de Medellín. Entre as vítimas que morreram após o socorro, estão o piloto e um membro da comissão técnica do time catarinense.
Em entrevista à “Blu Rádio”, Gómez disse que conseguiu perceber que uma das pessoas que veio a falecer depois da queda era o piloto Miguel Luis Quiroga. “Eu pude resgatar Miguel Luis, mas ele logo faleceu. Quando tiramos todo mundo, ele já não apresentava mais sinais vitais”, disse.
O nome do membro da comissão técnica da Chape não foi revelado.
No total, seis pessoas sobreviveram ao acidente na Colômbia. Os três jogadores da Chapecoense que saíram com vida estão sob cuidados médicos, mas com sinais positivos.

Diretor da LaMia admite que plano inicial previa reabastecer avião da Chapecoense


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Reprodução
Reprodução
Gustavo Vargas, diretor da empresa aérea LaMia, que transportava a delegação da Chapecoense de Santa Cruz de La Sierra para Medellín, admitiu nesta quarta-feira que o plano inicial era que o avião parasse para fazer um reabastecimento. A falta de combustível é uma das principais hipóteses investigadas para explicar o acidente.
“Ele (o piloto) tomou a decisão de não parar porque pensou que o combustível daria. Trata-se de um piloto de muita experiência, que fez seu treinamento na Suíça”, disse Vargas, em entrevista ao jornal Página Sete, de La Paz (Bolívia).
Segundo o executivo, o planejamento inicial estabelecia uma parada para reabastecer em Cobija (Bolívia), na fronteira com o Brasil. Essa opção, porém foi descartada por falta de tempo, uma vez que o voo que levava a Chapecoense de São Paulo para Santa Cruz de La Sierra atrasou. “Infelizmente não conseguimos repor o combustível em Cobija. Estávamos atrasados e Cobija não trabalha à noite”, disse ele.
Vargas salientou que o piloto da aeronave tinha um plano B aprovado caso o planejamento inicial falhasse. “Nós temos alternativas. Uma destas era Bogotá (Colômbia), e se o piloto viu que tinha uma deficiência de combustível, ele tinha todo o poder para entrar e fazer o reabastecimento”, disse o executivo
Capacidade
A aeronave RJ85 tem capacidade padrão menor do que o trajeto previsto para ser percorrido pelo modelo que caiu nesta terça-feira. Informações da consultoria em aviação alemã Jacdec, com base na ficha técnica da fabricante, apontam que a distância máxima padrão do RJ85 que pode ser percorrida pelo modelo é de 1.600 milhas marítimas (equivalente a 2.965 quilômetros).
Já a distância direta entre o Aeroporto Internacional Viru-Viru, de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, e o Aeroporto Olaya Herrera, em Medellín, na Colômbia, é de 1.605 milhas marítimas, ou 2.975 quilômetros (em linha reta).

Delator pagou 22 milhões a Jucá, Renan e Eunício



O Buzz Feed diz que Claudio Mello Filho, ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht, contou em sua delação ter pago R$ 22 milhões a Romero Jucá, Renan Calheiros e Eunício Oliveira.
Segundo o delator, o grupo pagou por projetos e medidas provisórias, como as MPs 613 e 627. Os senadores citados por Mello negam as acusações.

RENAN TENTA VOTAR URGÊNCIA DO PROJETO SALVA-ORCRIM



"VAI SER TODO MUNDO APEDREJADO"


Ataídes de Oliveira, da tribuna do Senado: "Se aprovarem isso aqui hoje, amanhã os senadores podem correr. Pois vai ser todo mundo apedrejado. A população está farta. Isso é uma barbaridade, um absurdo. Vamos pagar muito caro se isso for aprovado!"

DETENHAM RENAN CALHEIROS


Renan Calheiros está atropelando toda e qualquer regra.
Ele, sim, está subvertendo a democracia.
Detenham Renan Calheiros.

É GOLPE, É GOLPE


Renan Calheiros não quer sequer ouvir os senadores que tentam se opor à votação do requerimento da urgência.

RENAN TENTA VOTAR URGÊNCIA DO PROJETO SALVA-ORCRIM


O Antagonista avisou há pouco que Renan Calheiros articulava uma reação à Lava Jato. Pois ele tenta, agora, aprovar requerimento de urgência para apreciação do projeto anticorrupção (rebatizado de salva-Orcrim).
Renan, mais cedo, disse que não votaria o projeto este ano. Agora, tenta atropelar o regimento interno.



Criança guiou o resgate de Alan Ruschel após acidente da Chapecoense


Ruschel foi resgatado com vida no acidente da Chapecoense
Ruschel foi resgatado com vida no acidente da Chapecoense Foto: STRINGER / REUTERS
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A vida do lateral Alan Ruschel pode ter sido salva por uma criança. Um garoto, de aproximadamente 10 anos, orientou os bombeiros para o resgate do jogador, em um local conhecido como montanha “El Gordo”, que fica no município de La Unión, no departamento de Antioquia. É o que relataram testemunhas à agência de notícias “EFE”.
– Quando estávamos estacionando as caminhonetes, chegou uma criança e nos disse que uns feridos estavam sendo retirados por outro lado – disse Sergio Marulanda, um dos moradores que colaboraram com o deslocamento dos seis sobreviventes da tragédia.
O morador recebeu um telefonema de seu irmão, um médico da região, que lhe pediu para trazer sua caminhonete 4x4 e as de outros quatro amigos para ajudar no resgate, que começou duas horas após a colisão do Avro Regional RJ85, da companhia aérea boliviana Lamia. O colombiano é torcedor do Atlético Nacional e natural de La Unión.
– Um policial me disse: "o senhor é o primeiro a chegar, coloque a criança na caminhonete e vá a resgatar os feridos" – contou.
Foi na caminhonete de Marulanda que equipes de resgate lutaram para estabilizar Alan e levá-lo para o hospital. O colombiano contou que o lateral estava pouco consciente e manteve curtos diálogos em espanhol, antes de ser levado para uma clínica na cidade de La Ceja.
– Ele foi agasalhado, perguntou por sua família e seus amigos, disse que sentia muita dor no quadril, pois tinha uma fratura – disse o homem à “EFE”.
Um dos que integraram as equipes de resgate foi Teobaldo Garay, capitão do Corpo de Bombeiros do Peru, que estava visitando o país e fez parte do grupo que estabilizou o jogador Hélio Neto, último sobrevivente resgatado.
– Eu cuidava da cabeça e o pescoço, pois o paciente chegou com traumatismo craniano severo e com pouca consciência – disse Garay.
Segundo o diretor-geral da União Nacional para a Gestão do Risco de Desastres, Carlos Ivan Márquez, a operação de resgate foi "uma das mais rápidas" já realizada na Colômbia, graças às logísticas aérea, terrestre, de máquinas e humana.