Biomédica toma arma de ladrão dentro do carro dela e o põe pra correr de forma impressionante; assista


Por Elizangela Jubanski e Djalma Malaquias


Uma jovem biomédica de 24 anos tomou a arma de um bandido em uma tentativa de assalto na manhã desta quinta-feira (1º), no bairro Alto da XV, em Curitiba. Os dois entraram em luta corporal dentro do carro, um Ford Fiesta, e ela conseguiu tomar das mãos dele um revólver calibre 38, carregado de projéteis. Com medo de que ela atirasse, já que apontou a arma em direção dele, o assaltante se escondeu atrás de um poste de iluminação e correu em seguida. A ação foi filmada por câmeras de segurança da região.
De acordo com a Polícia Militar (PM), a jovem estacionou o carro em frente a uma clínica, onde faria exames. Na volta, foi abordada pelo bandido, que entrou no carro e passou a recolher objetos e outros pertences que estavam no console e banco traseiro. Ele estava com as chaves nas mão, colocando na ignição, quando a jovem reagiu.
Uma testemunha, que não será identificada, viu a cena da biomédica com a arma do bandido. “Eu ouvi ‘é assalto, é assalto’ e como estava com meu telefone na mão pensei ‘vou ligar para a polícia’. Mas, de repente eu vi ela saindo do carro com a arma na mão, pensei que a arma fosse dela. Eu na situação dela não reagiria, mas ela fez bem, muito bem. Mas, não atirou nela por sorte”, contou à Banda B.
O soldado Mylles da PM reprovou a atitude da jovem, mas comemorou o resultado. “Graças a Deus ela está bem, não está machucada, mas é uma atitude que não recomendamos. A ideia era roubar o carro, ele estava no banco do motorista. Estamos fazendo buscas agora”, finalizou.
As imagens mostram o momento exato em que ela sai do carro armada e aponta para o bandido, que se esconde atrás de um poste. Logo depois, ele corre em direção a um Corsa Classic que, supostamente, estava dando cobertura ao bandido. Assista:

Torcida do Paraná arrecada mais que o dobro para faixa e também fará uma placa a Caio Júnior


Por Pedro Melo 
(Divulgação)
Faixa que será confeccionada em homenagem ao técnico Caio Júnior. (Divulgação)
A torcida do Paraná mostrou toda a solidariedade após perder Caio Júnior, um dos maiores ídolos da história do clube, e em menos de 48 horas arrecadou mais do que o dobro do previsto para confeccionar uma faixa em homenagem ao treinador da Chapecoense com os dizeres “viveu como herói, e nos deixou como lenda. Obrigado, Caio Jr.” Até as 17h desta quinta-feira, foram arrecadados R$ 960,00.
O torcedor Paulo Pelanda, idealizador do projeto, não esperava atingir a meta com tanta facilidade e ainda vai conversar com a diretoria paranista apenas para definir qual o tamanho ideal para a faixa, cujo desenho foi do Movimento Popular Paranista. “Eu esperava que seria bem mais difícil chegar nessa meta por conta da crise financeira, mas por conta da ajuda dos meios de comunicação estadual e nacional até pessoas que não torcem pelo Paraná nos ajudaram nessa meta. A ideia é que a faixa tenha oito metros de altura por quatro metros de largura, mas ainda vamos ver com a diretoria o tamanho do alambrado”, declarou.
Como arrecadou bem mais do previsto, Pelanda afirmou que também fará uma placar como forma de homenagem à Caio Júnior e pretende entregar para a família. “Como está sobrando muito dinheiro em relação a faixa, eu estou conversando com quem colaborou e estamos estudando para fazer uma placa em homenagem ao Caio e entregar a família dele e também fazer uma homenagem para outros ídolos como Régis, Marcos e Ricardinho”, disse.
Lembrando que a ideia surgiu em conversa do torcedor paranista com o treinador no ano passado. “A ideia surgiu ano passado quando conheci com o próprio Caio Júnior e teve essa oportunidade, mas o tempo foi passando e ficou de lado. Com essa tragédia que aconteceu com ele e toda a equipe da Chapecoense que mexeu com todo o mundo, eu achei o momento ideal. Apesar de não estar em vida para receber essa homenagem, tem muita gente da família que vai ficar feliz em ver que a torcida do Paraná tem muita gratidão com ele”, comentou.
Caio Júnior estreou pelo Tricolor em 1997 e foi decisivo na conquista do pentacampeonato paranaense. Em sua primeira passagem como treinador, cinco anos depois, ele foi responsável por tirar o time paranista do rebaixamento para a Série B. Porém, foi em 2006 que o comandante chegou ao ápice dentro da Vila Capanema ao levar o Paraná a disputa inédita da Copa Libertadores da América.
A faixa será levada pela primeira vez à Vila Capanema no dia 29 de janeiro, data do primeiro jogo do Paraná em casa na temporada de 2017.

Técnico Caio Junior será velado em Curitiba neste sábado


Da Redação
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Caio Junior foi uma das vítimas fatais da queda do avião da Chapecoense. (Foto: Divulgação)

técnico da Chapecoense, Caio Junior, que foi comentarista da Banda B nos anos 2000, será velado neste sábado (1) na Capela Vaticano, próximo ao Cemitério Municipal, no bairro São Francisco, em Curitiba.
Primeiro, o corpo do treinador irá para Chapecó (SC), onde acontecerá o velório coletivo dos jogadores e comissão técnica da equipe. Em seguida, virá para a capital paranaense, assim como a família de Caio, onde acontecerá a cerimônia aberta ao público. O horário marcado para o velório começar em Curitiba é às 9h de sábado, mas isso pode mudar devido a eventuais atrasos. A família optou pela cremação do corpo do ex-jogador e técnico do Paraná Clube.
Caio Junior foi uma das 71 vítimas fatais da queda do avião que levava jornalistas, jogadores e a comissão técnica da Chapecoense na madrugada de terça-feira (29). Apenas seis pessoas sobreviveram ao acidente.
Carreira
Luiz Carlos Saroli jogou nas divisões no Cascavel, cidade onde nasceu, mas iniciou sua carreira com o Grêmio, onde foi tricampeão gaúcho. Depois, foi jogar no Vitória de Guimarães e mais uma vez se sagrou campeão – Supertaça de Portugal de 1987 e 1988.
Passou por Vitória de Guimarães, Estrela de Amadora, Internacional, Belenenses e Novo Hamburgo antes de vestir a camisa do Paraná Clube, em 1997, onde foi campeão paranaense. Encerrou sua carreira no Rio Branco, de Americana.
Logo após encerrar sua carreira como jogador profissional, em 1999, Caio Júnior trabalhou como comentarista na Rádio Banda B até 2001 e dois anos depois também no canal de televisão fechada, Sportv.
A primeira experiência como treinador foi justamente no Paraná, mas seu primeiro grande momento foi no Cianorte, em 2005, quando venceu o Corinthians por 3 a 0, que foi campeão brasileiro no mesmo ano.
Um ano mais tarde, ele levou o Tricolor paranaense a disputa da Copa Libertadores de 2007, mas deixou o clube para treinador o Palmeiras, onde quase repetiu a mesma campanha e perdeu a vaga nas últimas rodadas.

Renan Calheiros vira réu no STF por desvio de dinheiro público



 Por 8 votos a 3, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (1º) abrir uma ação penal e tornar réu o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), pelo crime de peculato (desvio de dinheiro público).
A decisão não significa que o senador seja culpado, conclusão que só poderá ser feita ao final do processo, após coleta de novas provas, depoimento de testemunhas e manifestações da defesa.
O peemedebista é acusado de destinar parte da verba indenizatória do Senado (destinada a despesas de gabinete) para uma locadora de veículos que, segundo a PGR, não prestou os serviços. No total, o senador pagou R$ 44,8 mil à Costa Dourada Veículos, de Maceió, entre janeiro e julho de 2005. Em agosto daquele ano, a empresa emprestou R$ 178,1 mil ao senador.
Em nota à imprensa (leia a íntegra ao final desta reportagem), Renan afirmou que "a aceitação da denúncia, ainda que parcial, não antecipa juízo de condenação".
"Na instrução, o senador comprovará, como já comprovou, com documentos periciados, sua inocência quanto a única denúncia aceita", acrescentou.
Na sessão desta quinta, os ministros analisam uma denúncia de 2013 na qual Renan é acusado de prestar informações falsas ao Senado em 2007, ao tentar comprovar ter recursos suficientes para pagar a pensão de uma filha que teve com a jornalista Mônica Veloso. À época, havia a suspeita de que a despesa era paga por um lobista da construtora Mendes Júnior.
No julgamento, porém, a maioria dos ministros rejeitou outras duas acusações contra Renan relacionadas a esse caso: de falsidade ideológica e uso de documento falso, cujas penas são de até 5 anos. Restou a acusação de peculato (desvio), cuja punição varia de 2 a 12 anos de prisão.
Votaram para rejeitar todas as acusações os ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. A favor da abertura da ação penal pelo crime de peculato votaram o relator, Edson Fachin, e os ministros Luís Roberto Barroso, Teori Zavascki, Rosa Weber, Luiz Fux, Marco Aurélio, Celso de Mello e a presidente do STF, Cármen Lúcia.
A decisão não obriga Renan a se afastar da presidência do Senado. Ao analisar a questão no mês passado, a maioria dos ministros votou para impedir que um réu integre a linha sucessória da Presidência da República, mas a decisão final foi adiada a pedido do ministro Dias Toffoli.
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), durante audiência com o juiz federal Sérgio Moro nesta quinta-feira (Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), durante audiência com o juiz federal Sérgio Moro nesta quinta-feira (Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), durante audiência com o juiz federal Sérgio Moro nesta quinta-feira (Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)
Julgamento
Relator do caso, o ministro Edson Fachin entendeu haver indícios suficientes de desvio de recursos públicos e estranhou que os pagamentos tenham sido feitos em espécie.
“Chama a atenção de movimentação de quantia nada desprezível em espécie. É certo que não é proibido pagar em dinheiro, contudo a alegada opção não pode ser sumariamente desprezada”, disse.
Quanto aos crimes de falsidade ideológica e documento falso, Fachin entendeu que parte das imputações, relativas a documentos particulares, já havia prescrito. Isso ocorre quando se passa muito tempo após o suposto cometimento do crime – no caso, junho de 2007 – e a lei extingue a punição.
O ministro também considerou que a PGR não especificou que documentos apresentados ao Senado ao Renan continham dados falsos. Entre os papéis enviados, havia notas fiscais e comprovantes de transporte de gado que provariam a obtenção de renda. Mas, para Fachin, embora revelem informações diferentes, a acusação não aponta o que está certo e errado.
“Para imputar a falsidade ideológica, cumpria ao Ministério Público, que não fez aqui o que devia, demonstrar e apontar qual informação específica do documento está em desacordo com a verdade, não bastando dizer que estava em desconformidade com outros o documentos”, afirmou o ministro.


Defesa
Em defesa de Renan, o advogado Aristides Junqueira afirmou da tribuna que a acusação de peculato não se sustenta, já que a empresa sequer foi investigada.
"Cadê o elemento da conduta do denunciado? Hora nenhuma se fala em dolo [intenção de cometer crime]. Por exemplo, com relação ao peculato, porque o Ministério Público denuncia apenas o senador e não o coautor que é o que expediu as notas fiscais?", questionou o advogado.
No processo, a defesa também questionou a consistência das demais acusações, relativas à suposta falsidade de documentos apresentados por Renan para comprovar sua renda. A denúncia apontava incompatibilidade entre notas fiscais de venda e comprovantes de transporte de gado.
"Todas as operações comerciais e financeiras do noticiado foram devidamente registradas e contabilizadas. Não há um único centavo que tenha transitado nas contas bancárias do noticiado que não seja resultante dos subsídios parlamentares, verba indenizatória, venda de imóveis, empréstimos financeiros e venda de gado", disse a defesa no processo.

Nota
Leia abaixo a íntegra da nota divulgada por Renan Calheiros após a decisão do STF:

NOTA PÚBLICA

O Senador Renan Calheiros recebeu com tranquilidade a decisão do STF e permanece confiante na Justiça. A aceitação da denúncia, ainda que parcial, não antecipa juízo de condenação. Ao contrário, o debate entre os ministros evidenciou divisão e dúvidas quanto a consistência dos indícios do Ministério Público, qualificados como precários por vários deles, inclusive por alguns que aceitaram a denúncia. Não há prova contra o Senador, nem mesmo probabilidades, apenas suposição.

Na instrução, o Senador comprovará, como já comprovou, com documentos periciados, sua inocência quanto a única denúncia aceita. Os serviços foram prestados e pagos em espécie, o que é legal. O Senador lembra que a legislação obriga o Ministério Público a comprovar, o que não fez em 9 anos com todos sigilos quebrados. A investigação está recheada de falhas.

A decisão do STF, ao receber parcialmente a denúncia, também ajuda a implodir inverdades que perduraram por anos e foram se transformando, entre elas a de corrupção, de que o Senador recorreu a uma empreiteira para pagar suas despesas. Ou seja, o Senador respondeu publicamente por uma década sobre crime inexistente, sequer objeto da denúncia.

Assessoria de Imprensa
Presidência Senado Federal

Renan se precipitou e agora é RÉU



Renan Calheiros deve estar arrependido de ter forçado ontem a aprovação da urgência do projeto salva-ladrão que pune juízes e membros do MP.
Sua atitude azedou os ânimos no STF, revertendo a tendência que existia de arquivamento da denúncia do caso Mônica Velloso. O clima piorou ainda mais após a audiência da manhã, em que defendeu a aprovação do projeto de abuso de poder.

Colômbia planeja caravana fúnebre no transporte de vítimas até aeroporto


Governo do país quer homenagear envolvidos em acidente com time da Chapecoense

Por Medellín, Colômbia
Antes de os corpos seguirem para o Brasil, o Governo colombiano fará uma caravana fúnebre a caminho do aeroporto. A intenção é homenagear as vítimas antes do transporte de volta rumo ao Brasil. A informação está em comunicado divulgado nesta quinta-feira.
A decisão, porém, ainda depende de trâmites burocráticos. Se for confirmada, serão 64 carros com distintivos da Chapecoense rumo à base da Força Aérea da Colômbia.Três aviões da FAB aguardam ordens em Manaus para se deslocarem a Medellín. Eles farão o transporte de volta ao Brasil.
caixões Chapecoense bandeira translado tragédia (Foto: Reuters)Caixões ganharam bandeira da Chapecoense (Foto: Reuters)
O procedimento de translado dos corpos da Colômbia para o Brasil pode ocorrer depois do inicialmente previsto. Segundo o representante das cinco funerárias que preparam os corpos, o mais provável é que o transporte ocorra por volta das 11h (de Brasília) desta sexta-feira.
IML Medellín Chapecoense (Foto: Leonardo Lourenço)Corpos, aos poucos, serão liberados do IML (Foto: Leonardo Lourenço)
- Estamos fazendo o humanamente possível para que os corpos sejam preparados rapidamente, mas não é um procedimento simples. O plano A é que o translado ocorra às 22h locais desta quinta-feira (1h de sexta em Brasília). Mas eu acredito que o mais provável é o plano B: o transporte ocorra às 8h de sexta-feira (hora da Colômbia) - explicou Jorge Escobar Urrego - representante das funerárias, em entrevista coletiva.
Funerária arruma caixões para as vítimas da tragédia com a Chapecoense em Medellín (Foto: Reuters)Funerária arruma caixões para as vítimas da tragédia com a Chapecoense em Medellín (Foto: Reuters)

Na manhã desta quinta-feira, Jorge Pagura, presidente da Comissão de Médicos da CBF, visitou os hospitais onde estão internados os brasileiros sobreviventes. A previsão é que haja um novo boletim médico após uma rodada de avaliação dos pacientes.
- Eles estão estáveis, apesar da gravidade. Estão sendo muito bem atendidos, mas apesar disso decidimos que vamos concentrar todos na Fundación San Vicente. Isso vai facilitar o contato dos médicos numa equipe e ajuda na logística dos parentes - explicou.
Jorge Pagura também admitiu que a intenção é de que até sábado transferir os sobreviventes para o Brasil.
- Primeiro estamos avaliando as condições aqui. A partir daí, depois da fase emergencial e estabilizados, existem outras cirurgias que não são emergenciais. Estamos conversando com o pessoal de Chapecó sobre, à medida que for possível, transferi-los para o Brasil - afirmou o presidente da Comissão de Médicos da CBF.