Batida com capotamento deixa motorista ferido em avenida de Curitiba; bebê estava na cadeirinha


Por Marina Sequinel e Daniela Sevieri
(Fotos: Flávia Barros – Banda B)

Uma batida com capotamento deixou uma pessoa ferida na Avenida Juscelino Kubitschek de Oliveira, na noite desta terça-feira (6). Uma jovem seguia na rodovia sentido Cidade Industrial de Curitiba (CIC) em um Citroen Xsara quando decidiu fazer o retorno. Ela não teria notado o veículo Chery que vinha pela pista e colidiu contra ele.
Com o impacto, o automóvel capotou. “O motorista do Chery conseguiu sair sozinho do carro após o acidente e, felizmente, sofreu apenas escoriações leves. Ele estava consciente e orientado no momento da ocorrência. Se não estivesse usando o cinto de segurança, a situação poderia ter sido pior”, contou o cabo Edílio, do Corpo de Bombeiros, em entrevista à Banda B.
Duas ocupantes do Xsara, que foi parar no canteiro central da avenida após o acidente, saíram ilesas. As jovens, de aproximadamente 20 anos, levavam um bebê de menos de um ano de idade na cadeirinha, que também não se feriu.
No local, a condutora disse que dirigia sentido CIC quando lembrou que havia esquecido o leite do bebê. Ao tentar fazer a volta, ela bateu contra o Chery. O motorista do veículo, de 25 anos, foi encaminhado ao Hospital do Trabalhador.

Brasil e Colômbia devem jogar com renda revertida para vítimas, diz Chape


Presidente do clube diz que CBF vai doar R$ 5 milhões. Sobre sócios, já são 24 mil 
e outras 50 mil solicitações. Imunidade ao rebaixamento é tratada como "besteira"

Por Chapecó, SC
O presidente em exercício da Chapecoense, Ivan Tozzo, disse nesta segunda-feira que a CBF comunicou que vai doar R$ 5 milhões ao clube e que organizará uma partida entre Brasil e Colômbia com renda revertida para as vítimas da tragédia. O próprio clube escolheria o local. Sobre o jogo contra o Atlético-MG, pela última rodada do Campeonato Brasileiro, confirmou que não irá acontecer. 
A entrevista coletiva na Arena Condá teve ainda a revelação de que já são 24 mil o número de sócios do clube, além de 50 mil novas solicitações. Sobre a sugestão de alguns clubes sobre a imunidade ao rebaixamento por três anos, o dirigente recusou, dizendo se tratar de uma "besteira". 
- A CBF vai doar R$ 5 milhões. Também deverá acontecer a realização de um jogo amistoso da seleção brasileira, ainda sem data marcada, para o início de 2017. Provavelmente será contra a Colômbia. E a renda seria destinada ao clube. É o melhor presente financeiro que poderíamos receber. Pode ser Maracanã ou até Chapecó. Imagine 80 mil pessoas no Maracanã. 
Em entrevista ao programa "Bem, Amigos!", do SporTV, nesta segunda-feira, o secretário geral da CBF, Walter Feldman, afirmou que a intenção da entidade é promover o amistoso entre Brasil e Colômbia no dia 22 de janeiro, de preferência no Maracanã.
Sala coletiva Chapecoense (Foto: Richard Souza)Entrevista coletiva da Chapecoense (Foto: Richard Souza)

Título da Sul-Americana
- É um sentimento de justiça. A Chapecoense estava muito preparada para ganhar esse título. Jogadores super comprometidos. É uma homenagem para nós. Quero agradecer o pessoal da Colômbia. 
Jogo contra o Atlético-MG não vai acontecer
- Já foi definido pela CBF que o jogo não vai acontecer. Será W.O. Emocionalmente não existe a possibilidade de jogo. O presidente do Atlético falou com a CBF que a ideia é essa. Não tem clima.
Novos sócios
- Tínhamos nove mil sócios-torcedores. Agora são mais 15 mil efetivados e há mais 50 mil solicitações. Você vê por aí como as pessoas se sensibilizaram. Temos a obrigação de tocar esse clube para frente. 
Cerimônia para levantar a taça
- Com certeza teremos uma grande festa para receber a taça da Sul-Americana. Deixa o momento de tristeza ir embora. Vamos pegar essa taça. Vai chegar o momento certo de a gente dar a volta por cima e voltar a sorrir. 
Calendário 2017
- Competições para 2017 começamos com o estadual, temos o Brasileiro da Série A, Libertadores, Copa do Brasil, Recopa e a Copa Suruga, no Japão. Essa aí também vamos disputar. É tanta Copa que precisamos definir, por isso vamos precisar de força para montar um time competitivo. São muitos campeonatos para disputar.
Jogo contra o Atlético Nacional pela Recopa
- Será um jogo de irmãos. Vamos jogar para ganhar e eles também, mas será um jogo de irmãos. Ninguém vai esquecer o que a Colômbia fez por nós.
Doações à parte
- Temos uma conta na Caixa Econômica Federal para doações, já que muitas pessoas estão procurando o clube para nos ajudar. Abrimos essa conta para essas doações.
Agradecimento pelo apoio
- Sempre nos preocupamos com as famílias, ajudar as famílias, o desejo deles era ajudá-los com seus entes queridos. Em relação ao financeiro, tem seguro, vamos pagar os salários, o melhor presente financeiro será a renda de Brasil e Colômbia. O que a CBF e a Conmebol fizeram por nós foi formidável, a Fifa também esteve aqui. 
Sugestão de imunidade por rebaixamento
- Isso não veio da CBF, não veio de ninguém oficial. A gente acha que isso é uma grande de uma besteira. Não existe. E os outros clube, como é que ficam? Tem que jogar no campo e se garantir. Eu posso te dar certeza que não existe essa regra. 
Montagem do elenco e jogadores de nome
- Temos que agradecer aos clubes que estão oferecendo jogadores, mas nosso planejamento é outro. Nós queremos jogadores que venham para cá comprometidos com o clube. É disso que precisamos. Não vamos mudar.
O novo treinador
- Ele já tem títulos brasileiros, tem experiência internacional e é conhecido da casa. Esse é o técnico que vamos procurar trazer.
Nomes para a direção
- Não temos nada certo, estamos levantando nomes. No decorrer da semana, vocês vão saber os nomes das pessoas que vão compor a direção da Chapecoense.
Categoria de base pronta para alimentar o elenco profissional
 - A Chapecoense é um clube estruturado, temos categoria de base bem formada, disputando decisões. Sempre estamos na cabeça. Temos muitos meninos do sub-20 para compor grupo e quem sabe ser titular. Nossa ideia é formar o departamento de futebol e fazer um time para jogar o Estadual. Depois vamos pensar nas contratações para o Brasileiro. 

O motim de Renan


É gravíssima a decisão de Renan, apoiado pelos demais senadores da Mesa Diretora da Casa, de ignorar a liminar que o apearia do cargo

DIEGO ESCOSTEGUY
06/12/2016 - 18h07 - Atualizado 06/12/2016 18h33
Entrincheirado no Congresso, o ainda presidente do Senado,Renan Calheiros, resolveu armar um motim sem precedentes contra o Supremo Tribunal Federal. Já seria grave não receber a notificação da liminar do ministro Marco Aurélio Mello, que o afastou do cargo, como ele fez. Mas Renan foi além. Ao reunir os demais senadores da Mesa da Casa, a cúpula do Senado, e anunciar que não obedeceria à ordem do Supremo, Renan criou uma crise institucional cujo único resultado prático será destruir a dignidade do cargo que ele não deveria mais ocupar.
O presidente do Senado Renan Calheiros (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)
Caso não seja preso por determinação de Marco Aurélio Mello, por obstruir a Justiça, algo que a maioria dos ministros do Supremo não quer ver, Renan será afastado até amanhã, quarta-feira (7), por decisão do plenário do tribunal. Há maioria, neste momento, para afastá-lo. É difícil imaginar fatos que possam vir a alterar, em tão curto espaço de tempo, essa maioria. A presidente do Supremo, ministra Cármen Lúcia, pediu tranquilidade e serenidade aos demais ministros. Diante de tamanha afronta, no entanto, talvez nem mesmo ela consiga conter a indignação que se apossou dos ministros. Serão horas tensas até o momento em que, segundo se depreende de conversas reservadas com os ministros, vai se transformar numa sessão de surra constitucional em Renan e nos demais senadores.
A liminar do ministro Marco Aurélio Mello é controversa e pode ser criticada. Mas deve ser cumprida – ou deveria ser. Não é preciso ser ministro do Supremo para entender isso. Qualquer crítica à decisão de Marco Aurélio empalidece, torna-se insignificativa, diante do que os senadores fizeram agora. É um sintoma da falta generalizada de senso institucional, dentro do Congresso, que senadores da Mesa aceitem ser cúmplices – partícipes – de um motim contra a Suprema Corte.
Pode parecer surpreendente, mas Renan está caindo como Renan. Mesmo na queda, vale-se da instituição que deveria representar para se proteger. E o faz com a ajuda de outros senadores. Ao longo da carreira, Renan se tornou mestre em vender a defesa de seus interesses na embalagem da defesa da instituição que representa. Agora, ele foi além. Com o motim, é como se tivesse declarado: "Le Sénat, c'est moi". Ou seja, o Senado sou eu. Cabe aos ministros da Suprema Corte mostrar que não, ele não é o Senado.

Requião no esforço para manter Renan na presidência do Senado


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O senador Roberto Requião (PMDB-PR) está à frente das articulações para manter na presidência do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL). De acordo com reportagem de Débora Álvares e Daniel Carvalho, no UOL, Requião já conversou com seu partido e agora tenta alinhar a minoria e a oposição da Casa. Argumenta intromissão institucional e a gravidade da decisão do Supremo.
Requião é um dos senadores que está reunido com Renan na presidência do Senado. Para levar o caso ao plenário, seria necessário garantir uma maioria de apoio, avaliam senadores mais próximos a Renan. Admitem, porém, que ele tem perdido aliados nos últimos tempos com reações intempestivas como a que teve na semana passada, quando tentou bancar uma votação relâmpago do pacote anticorrupção desfigurado pela Câmara.
Renan já havia se negado a receber a intimação na noite de segunda-feira (5), quando, horas depois da decisão do STF, recebeu a visita de um oficial da Justiça na residência oficial da presidência da Casa.
O senador havia concordado em ser notificado somente nesta manhã no Senado. O oficial de Justiça chegou antes das 10h, mas Renan só apareceu por volta de 12h10.
O afastamento de Renan foi decidido em caráter liminar pelo ministro Marco Aurélio, do STF. Se o peemedebista for mesmo afastado, assume o cargo o cargo o primeiro vice-presidente da Casa, o senador petista Jorge Viana (AC).
Conforme o regimento do Senado, como faltam menos de quatro meses para o fim do mandato de Renan na Presidência da Casa, não há previsão de convocação de novas eleições caso se confirme sua substituição. Ou seja, se o STF confirmar o afastamento, Viana ficará no cargo até 1º de fevereiro de 2017, quando se realiza novo pleito.
Embora bastante próximo do peemedebista, Viana avisou, quando esteve com Renan na noite de segunda, que, na presidência, não vai bancar algumas das pautas que estão previstas para os próximos dias para o plenário.
Uma das preocupações do governo Michel Temer e aliados é com a PEC que estabelece um teto para os gastos do governo nos próximos 20 anos. Petistas pressionam Viana para que ele retire de pauta a proposta, cujo segundo turno está previsto para 13 de dezembro. Já governistas querem manter a normalidade e seguir com as votações previstas.

Urgente: Cármen se reúne com Fux e Fachin



O Antagonista apurou que Cármen Lúcia está reunida agora no gabinete da Presidência do Supremo com os ministros Luiz Fux e Edson Fachin.
O assunto é Renan, claro.
É a segunda reunião sobre o tema. Mais cedo ela ouviu Luís Barroso, Teori Zavascki e Dias Toffoli.