Com muita emoção, torcida lota o estádio Couto Pereira em homenagem à Chapecoense


Por Pedro Melo 
Couto Pereira ficou completamente lotado na homenagem à Chape. (Banda B)
Couto Pereira ficou completamente lotado na homenagem à Chape. (Banda B)
Dia 7 de dezembro de 2016 era para ser histórico com a decisão da Copa Sul-Americana entre Chapecoense e Atlético Nacional, em Curitiba. Porém, a data ficou marcada por mais uma bela homenagem de 30 mil torcedores no estádio Couto Pereira para as 71 vítimas do trágico acidente do último dia 29 de novembro.
Crianças realizaram o pontapé simbólico no estádio. (Banda B)
Crianças realizaram o pontapé simbólico no estádio. (Banda B)
O estádio não recebeu lotação máxima porque os setores da Mauá e dos visitantes ficaram fechados por conta da montagem de um palco para um show já programado para o estádio no próximo final de semana, porém, nada impediu uma bela homenagem marcada por muita emoção.
Atendendo a pedido de Coritiba, Atlético e Paraná, os torcedores foram vestidos de camiseta branca e também dos seus clubes de coração. Além disso, as torcidas organizadas Império Alvierde, do Coxa, e Os Fanáticos e Ultras, do Rubro-Negro, se uniram no ato de solidariedade com o intuito de enviar mensagem de apoio a todas as famílias.
Dentro de campo, a cerimônia teve a presença do padre João Maria e do pastor Antônio Jairo Porto Alegre e também a participação da banda da Polícia Militar e a entrega de uma placa em homenagens a todas as vítimas. “O Coritiba Foot Ball Club homenageia, nesta data em que seria realizada a partida da final da Copa Sul-Americana entre Associação Chapecoense de Futebol e Club Atlético Nacional, todas as vítimas do acidente envolvendo a delegação do time catarinense, dirigentes e jornalistas em 28 de novembro de 2016. Todos estão marcados na história e sempre serão lembrados como símbolo de amizade, respeito e dedicação que são valores eternos eternos do esporte”.assista ao vídeo aqui
O momento mais emocionante foi quando todos os torcedores atenderam um pedido do padre João Maria para gritar em apoio à Chapecoense. Então, neste momento, os 30 mil presentes ficaram de pé e ficaram por aproximadamente cinco minutos gritando “vamos, vamos, Chape” e “é campeão”.
No final, uma homenagem voltou a emocionar aos presentes coma entrada de 22 crianças, que representaram as próximas gerações, e exatamente às 21h45 duas das crianças deram o pontapé inicial da partida que deveria começar no mesmo horário em Curitiba. Para concluir, as luzes foram apagadas e o público gritou mais uma vez para homenagear o clube catarinense e o estádio ficou iluminado apenas com as luzes de celular.
Luzes foram apagadas após o pontapé simbólico. (Banda B)
Luzes foram apagadas após o pontapé simbólico. (Banda B)

A morte anunciada da República



Foi tudo combinado.
Tanto que Mônica Bergamo, hoje de manhã, deu o roteiro do golpe na Folha de S. Paulo, antecipando não apenas os votos dos ministros do STF, como também a mudança na ordem dos votantes, com aquele coup de théâtre de Celso de Mello.
Veja aqui:

O STF se curva à Renan


Muitas vezes, quando se sobrepõe às leis e às decisões judiciais, é ela que cria crises

DIEGO ESCOSTEGUY
07/12/2016 - 21h02 - Atualizado 07/12/2016 21h35
Renan Calheiros – aquele que chama juiz de juizeco, aquele que foge de oficiais de justiça, aquele que é réu por peculato no Supremo Tribunal Federal, aquele que enfrenta 11 inquéritos na mesma Corte – permanece presidente do Senado da República. Não porque recorreu da liminar do ministro Marco Aurélio Mello que o apeava do cargo. Mas porque a desobedeceu e articulou, com sucesso, uma saída política para um problema que deveria ser jurídico.
Supremo Tribunal Federal realiza sessão plenária, para julgar a liminar concedida pelo ministro Marco Aurélio Mello, que afastou do cargo o presidente do Senado, Renan Calheiros  (Foto:  )

Quando se pode escolher livremente a quais leis obedecer ou se pode, ainda, descumprir impunemente decisões judiciais, subjugando o Estado Democrático de Direito às conveniências políticas de pessoas poderosas (e somente as poderosas, fique claro), fere-se profundamente o espírito da Constituição. É esse ponto central que talvez mais tenha indignado a população na sessão desta tarde em Brasília. A instituição encarregada de defender o espírito da Constituição – a Suprema Corte do país – falhou na mais relevante missão que lhe cabe. Renan ficou maior do que o Supremo.
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Há pouca racionalidade jurídica e muitas razões políticas a embasar a decisão dos ministros do Supremo de manter Renan no cargo, por 6 votos a 3. Os fundamentos constitucionais e processuais que sustentaram as posições dos ministros favoráveis a Renan, por óbvio, existem e podem ser perfeitamente defendidos. Mas o principal princípio constitucional invocado para defender a decisão – a separação harmônica e independente entre os Poderes – faz pouco ou nenhum sentido jurídico no caso. Por outro lado, faz todo sentido político. Buscou-se encerrar o conflito entre os Poderes, pacificar a situação, amainar os ânimos, retomar o diálogo. Ou seja, arrumou-se uma solução política para pôr fim à crise institucional.

Trata-se de uma solução – nascida da mentalidade de pacificação – que ignora a razão pela qual o problema existe. Por isso mesmo, tende a agravá-lo. Há crise institucional, neste momento, precisamente porque há muito tempo busca-se pacificar os conflitos entre as pessoas que conspurcam as instituições. O problema não é político, é criminal. O Supremo e o Senado pacificaram-se entre si.

A conciliação e o entendimento nem sempre são virtudes. Nem todas as crises podem ser resolvidas por meio de articulações que “pacificam”. Ao contrário. Não raro, é essa mentalidade da pacificação a qualquer custo, sobrepondo-se às leis e às decisões judiciais, que cria crises. Boa parte delas, desde que a Lava Jato avançou firmemente, decorre da incompreensão de que os brasileiros exigem cada vez mais que todos sejam iguais perante a lei –  um princípio constitucional conspicuamente ausente na sessão que livrou Renan.

A pacificação e o compromisso sempre deram certo no Brasil – para o bem e para o mal. Mas, hoje, avança a construção de uma República. Esse avanço institucional, representado pela Lava Jato, é o que faz boa parte dos brasileiros se indignar com a “pacificação” pelas razões erradas.
Da pacificação ao conchavo, da razão jurídica à desrazão política, da instabilidade real à estabilidade de mentirinha – é um pulo. A plateia não é boba e sabe distinguir a diferença entre uma coisa e outra. Esse tipo de mentalidade de pacificação, sendo aplicada em toda e qualquer situação, “peemedebiza” as instituições. Não se trata de um elogio.

Pela ausência de homens e mulheres, em Brasília, que compreendam a transformação pela qual passa o país, vive-se essa crise. Se faltam estadistas, sobram homens como Renan Calheiros, ou dispostos a pacificá-lo.

Reconheça-se a coragem do ministro Marco Aurélio e do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Não somente pelo voto ou pelas falas, mas pelas palavras dirigidas aos colegas e a Renan. Foi notável o contraste entre a contundência e a indignação deles – Marco Aurélio e Janot – com a tibieza delicada de alguns outros. Com exceção de Marco Aurélio, nenhum ministro ousou criticar Renan. No máximo aludiram à desobediência.

Frágil ou não, a decisão dos ministros será observada por todos os brasileiros que, ao contrário de Renan, precisam respeitar a Suprema Corte e a Constituição do país. Chamarão Renan de presidente do Senado, pois assim decidiu o STF. A eles, não foi oferecida a graça da pacificação.


Foto de Moro e Aécio. Os petistas recortam e tentam armar escândalo


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Pois, pois, nesta época em que fotografar é fácil e todo mundo fotografa todo mundo, é necessário aumentar as cautelas para não ser flagrado em situações adversas. Na noite de ontem deu-se a oportunidade que a esquerda queria. Sentados lado a lado na solenidade, o juiz Sérgio Moro em alegre confraternização com o tucano Aécio Neves foi fotografado por um lulista de carteirinha. A foto sofreu um corte para realçar o tete a tete dos dois. Pronto. O suficiente para que senadores como Lindenberg Faria, Gleisi Hioffmann e toda a tropilha de choque de Lula apresentassem a foto como prova do vínculo de Moro com o tucanato.
Bobagem. Pura bobagem. Moro foi o superstar da noite da premiação “Brasileiros do Ano”, da revista IstoÉ. Fez selfies com a maioria dos presentes. Inclusive com Aécio, que embora denunciado, não se sentiu incomodado em conversar com o juiz. Moro ofuscou o resto dos premiados e convidados, dos artistas globais ao presidente Michel Temer. Responsável pelas decisões da Operação Lava Jato em primeira instância, Moro é visto, com toda a razão, como responsável por mudanças radicais na vida política brasileira a partir de suas iniciativas de combate à corrupção. As duas fotos, a da cena geral e a do corte feito para dar a impressão de que só Moro e Aécio apareciam, mostram a intenção da tigrada.
Premiado como o “Brasileiro do Ano na Justiça”, Moro ofuscou não só Grazi e Ludmilla, mas o presidente Michel Temer (PMDB) e ministros como Henrique Meirelles (Fazenda), José Serra (Relações Exteriores, PSDB), Alexandre de Moraes (Justiça) e Gilberto Kassab (Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação, PSD), entre outros. Também não foram páreo para o juiz nomes como o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin; o prefeito eleito de São Paulo, João Doria; e o senador mineiro Aécio Neves, todos do PSDB.
Antes do começo da cerimônia, posou para selfies com convidados. Na abertura, quando todos os premiados foram chamados ao palco, um a um, foi ovacionado pelos convidados quando anunciado. Antes de chegar à sua cadeira, foi aplaudido de novo. Citado no discurso do jornalista Ricardo Boechat, ganhou mais palmas. As mãos de Serra e Kassab não se moveram. As informações são do UOL.
Descontração com Aécio
Já Aécio, citado em delações da Odebrecht e da OAS, não pareceu incomodado ao sentar-se ao lado de um dos símbolos da Lava Jato. Aliás, nem Moro. Sorridentes, ambos pareceram conversar de forma descontraída ao longo da cerimônia. Aécio é investigado por sua atuação na CPI dos Correios e por supostamente ter recebido propina da estatal Furnas, mas não na Lava Jato. O senador nega ter cometido irregularidades.
Diante do presidente da República, de um senador e de vários ministros –todos com direito a foro privilegiado no STF (Supremo Tribunal Federal)– Moro elogiou em seu discurso a atuação da mais alta Corte do país. A mesma de onde vieram decisões como a prisão do então senador Delcídio do Amaral e os afastamentos de Eduardo Cunha (cassado pela Câmara e depois preso por decisão de Moro) e Renan Calheiros do comando da Câmara e do Senado, respectivamente.
Segundo Moro, o STF “tem feito um trabalho muito significativo, digno de elogios, que demonstra que o cidadão pode confiar na justiça brasileira.” O magistrado também disse que a Justiça “é essencial para a confiança do cidadão nos contratos, nas leis” e “tem assumido um papel cada vez mais importante na vida brasileira, sem demérito das outras, evidentemente”.
Mais aplausos
Para a personalidade mais poderosa no palco, o presidente Michel Temer, o momento mais caloroso foi um breve aceno amistoso de Alckmin no discurso de abertura da premiação.
“Permitam-me dizer que o presidente Michel Temer não está sozinho”, disse, citando em seguida o lema do Estado de São Paulo. “Pelo Brasil, faça-se o máximo. Conte com São Paulo.”

Richa libera R$ 4,7 milhões para 10 hospitais de Curitiba


GOVERNADOR ENTREGA EQUIPAMENTOS DE SAÚDE PARA MUNICÍPIOS.
O secretário Michele Caputo Neto (Saúde) anunciou nesta quarta-feira, 7, a liberação de mais R$ 4,7 milhões para 10 hospitais de Curitiba. A liberação vai aliviar o caixa do Hospital Evangélico que enfrenta graves dificuldades financeiras. “Trata-se de recursos para socorrer esses hospitais tão importantes para a rede pública de saúde. Isso demonstra o compromisso com a qualidade do atendimento ofertado à população de Curitiba e região metropolitana”, disse Michele Caputo.

Além do Evangélico, também serão contemplados o Hospital de Clínicas (da UFPR) e os hospitais do Trabalhador, Erasto Gaertner, Santa Casa de Curitiba, Cajuru, Zilda Arns, Cruz Vermelha, Pequeno Príncipe e São Vicente.
Segundo Caputo Neto, o objetivo é ampliar a oferta de consultas, exames, cirurgias e internações nos serviços de saúde da capital. “Somente nesta linha de incentivo, já repassamos mais de R$ 15,3 milhões aos hospitais de Curitiba. Até junho do ano que vem, vamos aplicar mais R$ 21,4 milhões nesta iniciativa”, detalha.
(foto: Arnaldo Alves/ANPr)

Janot contra Renan



Rodrigo Janot, no STF, "deverá endossar decisão liminar do ministro Marco Aurélio Mello, que determinou o afastamento de Renan Calheiros da presidência do Senado", diz O Globo.
É claro que sim.
Rodrigo Janot sempre defendeu que réus em processos penais não podem ocupar cargos da linha sucessória da Presidência da República.

“Não cumprir ordem judicial é crime de desobediência ou golpe de Estado”, diz ministro



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Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso – Foto: EBC
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso divulgou nesta quarta-feira, 7, uma nota curta na qual afirma considerar como “crime de desobediência” ou “golpe de Estado” o fato de o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) não ter cumprido a ordem do seu colega da Corte Marco Aurélio Mello dada na segunda-feira, 5, de afastá-lo da presidência do Senado.
“Deixar de cumprir uma decisão judicial é crime de desobediência ou golpe de Estado”, disse Barroso.
O ministro não vai participar do julgamento desta tarde no plenário do STF – que discutirá o recurso para afastar o peemedebista – porque a ação é assinada por advogados do seu antigo escritório.

Avião de pequeno porte cai em Manaus e mata cinco pessoas


Redação com ACrítica


Uma aeronave de pequeno porte caiu na manhã desta quarta-feira (7) em Manaus, capital do Amazonas, norte do país. Segundo informações da imprensa local, a queda do avião aconteceu em uma área verde, próximo a um condomínio fechado. Os detalhes são do site ACrítica.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) está no local e ao menos uma pessoa já foi resgatada com vida. Segundo informações preliminares dos bombeiros, cinco pessoas morreram no acidente, incluindo o piloto do avião e uma criança de 4 anos. A vítima resgatada com vida é um homem e, segundo socorristas do local, era passageiro do avião. Ele foi levado para o Hospital 28 de Agosto com muitas queimaduras pelo corpo.
Testemunhas afirmam que a aeronave caiu de uma altura considerável e explodiu ao se chocar com o chão. Os bombeiros ainda tentam controlar os focos de incêndio no local causados pelo acidente.
A lista de passageiros e tripulantes é composta dos seguintes nomes: João Frederico , Jefferson Juarez, Henrique Tiez Neto, Ruan Lemos, Ana Alice Gomes de 4 anos e o Comandante João Jerônimo. A aeronave Embraer 720 tinha como destino o município de Novo Aripuanã.

PM que atirou e matou jogador de futebol pelas costas vai a júri popular; soldado segue preso


Por Elizangela Jubanski e Geovane Barreiro

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Policial atirou em jogador enquanto acontecia uma partida de futebol de ambas equipes. Foto: DS/Banda B

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Camargo foi morto por um tiro nas costas, efetuado pelo PM. Foto: Reprodução/Facebook
O soldado da Polícia Militar (PM) Eurico Gerson Araújo Pires, acusado de matar o representante comercial Gilson Camargo, 28 anos, em uma partida de futebol em Campina Grande do Sul, na região metropolitana de Curitiba, irá a júri popular. A decisão foi dada pela juíza de Direito, Paula Candeo Figueira, e publicada oficialmente nesta quarta-feira (7). Gerson atirou três vezes contra Camargo, alegando legítima defesa, mas a vítima não portava arma. Outros três policiais também foram investigados, segundo o comandante-geral da corporação, o coronel Maurício Tortato, sob suspeita de fraude processual, já que um revólver teria sido entregue na delegacia do município, com afirmações de que seria de Camargo. Na época, diversos vídeos foram divulgados desmentindo a versão do policial.
Cinco meses após o crime, que aconteceu no dia 17 de julho, o advogado da família da vítima, Brunno Pereira, acredita que a sociedade dará um desfecho justo para o caso. “O policial, evidentemente, foi remetido a júri popular em virtude dos indícios de materialidade de autoria nesse crime. Cabe agora a defesa entrar com alguns recursos, mas acusação entende que será difícil em virtude da fundamentação exposta na decisão da doutora Paula, juíza de Direito do município”, disse, em entrevista à Banda B.
Eurico Gerson foi preso pela Polícia Militar (PM) três dias após o crime. Desde então, segue detido em um Batalhão da PM, que não foi divulgado à imprensa. “A defesa tentou, por diversas instâncias, remanejar recursos e tentativas de pedidos de liberdade, felizmente não teve êxito. Esse policial continua preso, por um crime gravíssimo, onde será julgado por homicídio qualificado e fraude processual”, descreve o advogado Pereira.
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Bombeiros encontraram garrafa de água junto ao corpo de Camargo. Foto: Reprodução/Montagem Banda B
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Além de homicídio qualificado, quando se tem intenção de matar, o soldado da PM pode ser condenado a fraude processual. No dia do crime, Eurico Gerson prestou depoimento ao delegado Antônio Messias da Rosa, de Campina Grande do Sul, e, na companhia do comandante do Batalhão, segundo o delegado, entregou um revólver calibre 38 que seria de Camargo.
Diante disso, outros três policiais foram investigados por participar do homicídio contra Camargo. O coronel Maurício Tortato afirmou que todos os envolvidos seriam averiguados, inclusive, o oficial coordenador que esteve no local do crime. A suspeita é que os policiais tenham levado o revólver para simular que Camargo estivesse armado, já que vídeos e imagens desmentem a versão do soldado.
Eles seriam processados, conforme artigo 347 do Código Penal do Brasil, por fraude processual, onde consiste modificar o local do crime, os objetos relacionados ao crime ou mesmo o estado das pessoas envolvidas. “Testemunhas presenciais afirmam categoricamente que a vítima não estava armada, a juíza fez essa análise na sua decisão e agora, como se trata de um rito do tribunal do júri, fica a cargo da sociedade, por intermédio por jurados, avaliar essa situação”, finaliza o advogado da família de Camargo.
A expectativa é que o júri popular aconteça até o primeiro trimestre de 2017. Caso condenado pelos dois crimes que responde, Eurico Gerson pode pegar até 30 anos de prisão. Camargo não tinha passagens pela polícia, era casado, tinha um filho de 8 anos e trabalhava como representante comercial no ramo de bebidas.
O caso
O crime aconteceu em uma cancha na Rua Júlio Guidolin, no Jardim Santa Rosa, no dia 17 de julho. O time do policial disputava uma partida contra a equipe de Camargo. Em momentos diferentes, o representante foi expulso e o policial substituído no jogo. Os dois terminaram de assistir a partida pela arquibancada. A versão do policial é que ele perseguiu o representante, em direção ao estacionamento, por imaginar que ele estivesse armado, já que andava com as mãos na cintura.
O PM atirou três vezes contra Camargo. Imagens que circularam por meio das redes sociais mostraram uma garrafa de água sendo retirada da cintura do jovem, o que negaria a versão dada pelo policial. No dia do crime, o policial foi levado por uma viatura até a Delegacia de Campina Grande do Sul e liberado em seguida. Na noite do dia 20 de julho, a Polícia Militar (PM) cumpriu a prisão temporária do soldado lotado na Ronda Ostensiva Tático Móvel (Rotam), do 22º Batalhão da Polícia Militar (BPM), acusado de assassinar o representante comercial.
Polícia Militar
No dia do crime a PM optou em não conversar com a imprensa – in loco, já que a equipe de reportagem da Banda B estava no local. O pronunciamento oficial da corporação aconteceu dois dias depois do crime. Segundo nota enviada à imprensa, o policial militar ficaria afastado das funções operacionais até o término do procedimento administrativo interno na Polícia Militar.
A Banda B entrou em contato com a assessoria da PM para ter informações atualizadas sobre o processo administrativo que o soldado responde internamente dentro da corporação e foi informada que o caso segue na justiça comum. “O inquérito foi concluído e enviado para Vara da Justiça Militar Estadual, que entendeu que o caso era de competência da justiça comum”.
Sobre as investigações contra os outros policiais envolvidos no caso, a assessoria da PM busca mais detalhes. A reportagem aguarda retorno.