Vingança suprema contra Renan



Ao tentar votar o PL280 do abuso de autoridade, Renan Calheiros traiu o acordo costurado com o STF para mantê-lo no cargo. Era previsível uma reação como a de Luiz Fux, que na semana passada era 100% Renan.
Esperamos que a vingança do STF esteja apenas começando.

FUX EMPAREDOU RENAN



Pesou na desistência de Renan Calheiros a liminar de Luiz Fux sobre as Dez Medidas.
Além de criticar a desnaturação da proposta popular anticorrupção, Fux disse que a "emenda 4" - que trata de crimes de abuso de autoridade - avançou indevidamente sobre o Judiciário.
A 'emenda 4' é um filhote bastardo do PL280 inserido maliciosamente no PL 4850.

URGENTE: RENAN PERDEU



Renan Calheiros não conseguiu atropelar a maioria do Senado e acaba de dar adeus ao projeto de abuso de autoridade.
Os senadores honestos venceram.
Cadeia para RENAN e todos corruptos do Congresso brasileiro

Para Fux, Câmara desfigurou 'iniciativa popular'



Em seu despacho, Luiz Fux chama a atenção para o trâmite de projetos de iniciativa popular. Diz que a Câmara violou o regimento interno ao apresentar um substitutivo ao PL4850 e também ao votar o texto sem convocação de "Comissão Geral".
Fux também ressalta que a proposta original de iniciativa popular não pode ser desfigurada para "simular apoio público a um texto essencialmente distinto do subscrito por milhões de eleitores".
O povo é coisa séria, gente. 

RENAN ATROPELA O REGIMENTO COM PL DE JOBIM



Renan Calheiros atropela o regimento do Senado ao reviver o Pl 65, de 1999, de autoria de Nelson Jobim, para emplacar o "abuso de autoridade".
Vejam o que diz o artigo 332 do regimento:
"Ao final da legislatura serão arquivadas todas as proposições em tramitação no Senado, exceto:
I – as originárias da Câmara ou por ela revisadas;
II – as de autoria de Senadores que permaneçam no exercício de mandato ou que tenham sido reeleitos;
III – as apresentadas por Senadores no último ano de mandato;
IV – as com parecer favorável das comissões;
V – as que tratem de matéria de competência exclusiva do Congresso
Nacional (Const., art. 49);
VI – as que tratem de matéria de competência privativa do Senado Federal
(Const., art. 52);
VII – pedido de sustação de processo contra Senador em andamento no Supremo Tribunal Federal
Em qualquer das hipóteses dos incisos do caput, será automaticamente arquivada a proposição que se encontre em tramitação há duas legislaturas, salvo se requerida a continuidade de sua tramitação por 1/3 (um terço) dos Senadores, até 60 (sessenta) dias após o início da primeira sessão legislativa da legislatura seguinte ao arquivamento, e aprovado o seu desarquivamento pelo Plenário do Senado."
Mais:
"Se a proposição desarquivada não tiver a sua tramitação concluída, nessa legislatura, será, ao final dela, arquivada definitivamente."

Álvaro Dias: "Temos que discutir o abuso da corrupção" e o Foro Privilegiado



Álvaro Dias sucedeu Roberto Requião na tribuna do Senado para defender que a discussão do PL280 seja adiada para o próximo ano, para "que se produza uma lei adequada".
"Discutir o abuso da corrupção, essa afronta ao povo desse país, essa é a prioridade do povo brasileiro."

FUX MANDA 'DEZ MEDIDAS' DE VOLTA PARA A CÂMARA



Luiz Fux concedeu liminar suspendendo o andamento do projeto da lei anticorrupção que está no Senado e sua devolução para a Câmara. A decisão foi tomada após mandado de segurança de Eduardo Bolsonaro.
No mandado, Bolsonaro questiona "vício de iniciativa" na emenda que propôs a responsabilização de juízes e membros do MP.

RENAN ABRE ANÁLISE DO 'ABUSO DE PODER' AO VIVO NA TV SENADO



Renan Calheiros acaba de abrir a análise do PL-280, do abuso de poder, que estava na pauta. Roberto Requião está na tribuna defendendo seu relatório.


Prefeitura de Colombo Informa: O que abre e o que fecha no Circuito Italiano de Turismo Rural para as festividades de fim de ano


WEBMASTER 14 DE DEZEMBRO DE 2016
Confira como funcionará o calendário dos empreendimentos do Circuito Italiano de Turismo Rural para as datas comemorativas de final de ano: 24, 25 e 31 de dezembro e 1 de janeiro.
Funcionamento_Natal_AnoNovo

Vivendo com HIV é tema de encontro em Colombo


WEBMASTER 14 DE DEZEMBRO DE 2016

O evento promovido pela Prefeitura de Colombo, por meio da Secretaria de Saúde promove momento de confraternização

O evento teve como principal objetivo promover um momento de confraternização entre os usuários.
O evento teve como principal objetivo promover um momento de confraternização entre os usuários.
Foram ministradas palestras educativas relacionadas à saúde dos portadores da doença, prevista nas politicas sociais e direitos fundamentais da pessoa portadora de HIV /AIDS.
Foram ministradas palestras educativas relacionadas à saúde dos portadores da doença, prevista nas politicas sociais e direitos fundamentais da pessoa portadora de HIV /AIDS.
Uma programação especial foi realizada neste domingo, 11 com os usuários vivendo com HIV, em Colombo. O evento promovido pela Prefeitura de Colombo, por meio da Secretaria de Saúde teve como principal objetivo promover um momento de confraternização entre os usuários.
Além de ministrar palestras educativas relacionadas à saúde dos portadores da doença, prevista nas politicas sociais e direitos fundamentais da pessoa portadora de HIV /AIDS. Os participantes estão cadastrados e fazem acompanhamento no Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) de Colombo. Vale ressaltar, que atualmente o CTA acompanha 736 pessoas portadores mensalmente o CTA realiza aproximadamente 470 atendimentos.
O encontro teve início às 10h com a cerimónia de abertura reuniu 100 pessoas e atividade aeróbica. Ainda durante a manhã, uma oficina com nutricionista foi apresentada e uma palestra ministrada pelo médico Ipojucan Calixto.
Já à tarde, a partir das 13h30, foram ministradas palestras com psicólogas, farmacêuticas, e com o Serviço de Assistência Especializada (SAE)/ (CTA) Centro de Testagem e Aconselhamento de Colombo, atividade aeróbica e coffee break.
“Estamos sempre na busca de novas estratégias dentro das políticas públicas no acompanhamento das DST/AIDS, a Vigilância em Saúde em parceria ao SAE/CTA. Abrimos espaço de fala, interação e troca de experiências que influenciem na melhoria da qualidade de vida e autoestima destes pacientes”, ressaltou o Secretário da pasta, Darci Martin Braga.
Vale ressaltar, que de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde no último bimestre deste ano as ações preventivas já totalizam 476 testes rápidos, 173 consultas agendadas e mais de 8000 preservativos foram distribuídos.
“A finalidade dessas ações e de promover palestras educativas relacionadas à saúde dos portadores da doença, prevista nas politicas sociais e direitos fundamentais da pessoa portadora de HIV /AIDS reuniu 100 pessoas – cadastradas e fazem acompanhamento no Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) do município de Colombo”, explica Dr. Braga.
Serviço:
CTA/DST/AIDS
Telefone: (41)3606-0551 / 3663-0730
Mais informações sobre o trabalho da prefeitura em:
FACEBOOK: facebook.com/pmdecolombo

Para concorrer com a Netflix, Amazon Prime Video chega ao País


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A Amazon anunciou nesta quarta-feira, 14, que o Amazon Prime Video está agora disponível no Brasil e em mais 200 países ao redor do mundo.
O serviço é um dos principais concorrentes da Netflix no mundo. Séries originais da Amazon, como The Grand Tour (muito bem cotada no IMDb), The Man in the High Castle, Transparent, Mozart in the Jungle, Tumble Leaf, entre outras, agora podem ser vistas no Brasil. Outros sucessos da TV também estão disponíveis, como todas as temporadas de Seinfeld e Community.
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(Foto: Reprodução)
A assinatura custa no Brasil US$2,99 (cerca de R$10, cobradas via cartão de crédito e sujeito a taxas) nos primeiros seis meses; depois, passa a US$5,99 (cerca de R$20).
O Prime Video funciona no site PrimeVideo.com e em smartphones e tablets Android e iOS, tablets Fire, além de modelos de TVs LG e Samsung. Membros do Amazon Prime na Bélgica, Canadá, França, Índia, Itália e Espanha podem começar a assistir sem nenhum custo adicional à sua associação ao Prime.
O que assistir
Clientes do Amazon Prime Video em todo o mundo podem agora assistir a The Grand Tour, a maior estreia já feita pelo Prime Video; Transparent, a série vencedora de múltiplos Globos de Ouro, Emmy e BAFTA; Mozart in the Jungle, vencedora de diversos Globos de Ouro; e The Man in the High Castle, uma das séries originais da Amazon mais assistidas por membros Amazon Prime mundialmente.
Várias séries infantis originais da Amazon também estão disponíveis, incluindo a série animada de aventura Creative Galaxy, o live-action sobre amizade na transição da infância para a idade adulta, Gortimer Gibbon’s Life on Normal Street.
Outras séries originais da Amazon, como Crisis in Six Scenes, de Woody Allen; Goliath produzido por David E. Kelley e com atuação de Billy Bob Thornton; American Playboy: The Hugh Hefner Story e Sneaky Pete, produzidas por Bryan Cranston e Graham Yost, respectivamente, que contam com atuação de Giovanni Ribisi, serão incluídas no próximo ano. Membros do Prime Video também podem assistir a centenas de filmes e séries populares das mais importantes redes de televisão e estúdios de Hollywood.
Como assistir
Membros podem assistir ao Amazon Prime Video em inglês, com versões legendadas e dubladas em português, francês, italiano e espanhol disponíveis para muitos títulos. E também podem baixar todos os filmes e séries selecionados para assistir offline, sem custo adicional.

TSE mantém indeferimento de candidato a prefeito e convoca novas eleições para Foz do Iguaçu


Da Redação com TSE


O Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta noite de terça-feira (13), por maioria de votos, manter o indeferimento da candidatura de Paulo Mac Donald Ghisi (PDT) à prefeitura de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, e determinar novas eleições municipais. A maioria dos ministros seguiu o voto do relator, ministro Herman Benjamin, mas o voto divergente da ministra Luciana Lóssio deferindo a candidatura de Paulo Ghisi foi seguido pelos ministros Napoleão Maia e Gilmar Mendes.
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(Foto: Divulgação)
O voto vista da ministra Luciana Lóssio foi apresentado na sessão plenária desta terça-feira (13). Paulo Ghisi foi declarado inelegível pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) por responder a acusações de improbidade administrativa enquanto ocupou o cargo de prefeito nas gestões entre 2005 e 2012. A ministra entendeu, contudo, que apesar de ter sido condenado por improbidade, o candidato não foi acusado de enriquecimento ilícito. A decisão foi tomada em função de condenações em instância superior por improbidade administrativa enquanto ocupou o cargo de prefeito. A condição se enquadra na Lei da Ficha Limpa.
Na decisão em que negou o recurso especial apresentado pelo candidato, o ministro Herman Benjamin entendeu que se trata de “claro prejuízo ao erário, configurando ilício penal” nos casos de contratação do cartunista Ziraldo para o Festival Internacional do Humor Gráfico das Cataratas do Iguaçu (Festhumor 2005) e em outro envolvendo um contrato para prestação de serviço de assessoria para a prefeitura.
Paulo Mac Donald Ghisi foi o candidato a prefeito mais votado de Foz do Iguaçu na eleição de 2 de outubro deste ano, com 58.163 votos. Pelo TRE-PR, os votos dados à Mac Donald são nulos e o prefeito eleito seria o deputado estadual Chico Brasileiro (PSD), que obteve 54.488 votos.

Outro baile no oficial de Justiça...esse PMDB foge da justiça como diabo foge da Cruz



Henrique Alves virou réu em outubro, mas só foi notificado pelo oficial de Justiça na semana passada. O ex-ministro é investigado na ação penal da Operação Sépsis, que apura pagamentos de propina na liberação de recursos do FI-FGTS.
Parece que fugir de oficial de Justiça é uma habilidade peemedebista.

O GOLPE É DE RENAN, TEMER E JOBIM



O Antagonista apurou que Nelson Jobim sugeriu a Michel Temer, no fim de semana, a nova manobra executada por Renan Calheiros para emplacar o projeto de abuso de autoridade.
O projeto ressuscitado por Renan trata de punições a vazamentos, com perda de função e até prisão. Tudo o que o Temer sonha.

O NOVO GOLPE DE RENAN


Renan Calheiros prepara um novo golpe.
De acordo com Andréia Sadi, ele quer apensar um projeto de abuso de autoridade de 1999 que foi arquivado em 2007.
Trata-se da PL 65/1999.
Assinado por quem? Nelson Jobim.
A ORCRIM sempre disse que era necessário modernizar a lei do abuso de autoridade. Renan Calheiros modernizou tanto que acabou desengavetando uma lei concebida quase duas décadas atrás.

Atenção: 'abuso de autoridade' está na ordem do dia


O projeto de abuso de autoridade está na ordem do dia.
A sessão já começou.
Renan Calheiros está no trono.

Renan diz que vai 'trabalhar' para aprovar lei de abuso de autoridade



  • DANIEL CARVALHO
    DÉBORA ÁLVARES
    DE BRASÍLIA

    14/12/2016 14h55

    Alan Marques/Folhapress
    Brasilia,DF,Brasil 13.12.2016 O presidente do Senado, Renan Calheiros, comanda sessao de votacao de segundo turno da PEC 55, que trata do teto de gastos. Foto: Alan Marques/Folhapress cod 0619
    O presidente do Senado, Renan Calheiros, comanda sessão de votação da PEC sobre teto de gastos
    Em plena articulação para garantir maioria favorável em plenário, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse nesta quarta-feira (14) que vai "trabalhar" para que a lei de abuso de autoridade seja aprovada até o final desta semana, quando termina o ano legislativo.
    Ele também afirmou que quer criar mais regras para barrar supersalários.
    "Vou trabalhar para que ela seja aprovada. Vocês tenham absoluta certeza que, se não for aprovada, não foi porque o Renan deixou de trabalhar", disse Renan. "No que depender de mim, vamos votá-la, sim. Esta lei é muito importante para o Brasil. Estamos convivendo a cada dia com mais abusos e é importante que tenhamos uma lei para conter este excesso", afirmou o presidente do Senado.
    Em guerra com o Judiciário e com o Ministério Público, Renan disse não temer que a tentativa de votar seja interpretada como uma vingança.
    "O abuso de autoridade não é contra juiz, contra promotor, não é contra senador, não é contra deputado. É contra todo mundo e é também contra o guarda da esquina", disse o presidente do Senado.
    Na terça-feira (13), o senador Jader Barbalho (PMDB-PA) fez um discursopara tentar unir o plenário a favor da proposta de abuso de autoridade.
    No entanto o clima entre os senadores permanece o mesmo. O PSDB não quer encarar esta votação agora e o PT só aceita apoiar a proposta se os tucanos fizerem o mesmo.
    Um influente peemedebista disse não ver diferença entre levar o projeto a votação agora ou em fevereiro, mas que Renan está "pronto para a guerra".
    "Não tem clima político, mas o Renan está pintado para a guerra. Não adianta ninguém mais falar nada com ele", disse um aliado próximo do presidente do Senado.
    SUPERSALÁRIOS
    Em seus últimos dias na presidência do Senado, Renan tem aproveitado para "dar o troco" no Judiciário.
    Foi o que fez, nesta terça, ao colocar em apreciação, após várias horas de sessão, umpacote que regulamenta o pagamento de salários acima do teto constitucional no país. Embora já exista legislação vigente sobre o assunto, o conjunto de leis aprovadas ontem à noite volta-se mais ao Judiciário.
    "Seria um acinte, uma contradição brutal você aprovar uma mudança na Constituição para estabelecer regra para o crescimento do gasto público e não resolver nada com relação ao supersalário. Seria um acinte, uma desigualdade brutal e todos nós iríamos responder por isso. Por isso trabalhei o tempo todo para que aquela matéria também fosse apreciada ontem", disse Renan.
    Ao tratar do assunto, voltou a criticar o ministro Marco Aurélio Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), que, na semana passada, determinou que Renan fosse afastado da presidência do Senado. O peemedebista se recusou a cumprir a liminar, que acabou derrubada pelo plenário do Supremo.
    "É aquela coisa lá do Senado, que a liminar do ministro Marco Aurélio me obrigou a citar um a um mais de 1.100 servidores do Senado que ganhavam acima do teto. E eu citei um a um em 2013. Na hora em que este assunto volta à baila, pessoas ficam incomodadas como sempre ficaram toda vez que você trata deste assunto", disse Renan Calheiros.
    O presidente do Senado disse ainda que a novela envolvendo os supersalários ainda não terminou e terá mais duas fases.
    "Vamos ter uma segunda fase que é decidir se vai devolver e como vai devolver quem ganhou a mais nestes últimos cinco anos e vamos, na terceira fase, implantar o teto nas concessionárias de serviço público", disse o presidente do Senado.

45 contra Renan


O requerimento de Ronaldo Caiado para retirar a urgência do projeto de abuso de autoridade tem o apoio de 45 senadores -- mais do que o dobro dos 21 necessários.
"Quatro líderes de bancada e de bloco apoiaram o documento, totalizando 36 senadores. Outros 9 tiveram atitude diferente de seus líderes e também assinaram", explica a assessoria do senador.
Reforçando: há pelo menos outros dois requerimentos no mesmo sentido -- um de Álvaro Dias e outro de Antonio Carlos Valadares.

Morre dom Paulo Evaristo Arns aos 95 anos ícone progressista da igreja no Brasil



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Morreu nesta quarta-feira (14), na capital paulista, o arcebispo emérito de São Paulo, cardeal dom Paulo Evaristo Arns, 95.

Ele estava internado no Hospital Santa Catarina desde o último dia 28 com problemas pulmonares. Nesta semana, havia sofrido uma piora em sua função renal e estava na UTI. A morte ocorreu por volta das 11h45.

Ao longo da vida, o frade franciscano Paulo Evaristo Arns recebeu muitos epítetos.
Foi chamado de cardeal da liberdade, bispo dos oprimidos, cardeal dos trabalhadores, bispo dos presos, bom pastor, cardeal da cidadania, guardião dos direitos humanos e tantos outros.
Mas já ao final da vida, quando lhe perguntaram como gostaria de ser lembrado, deu uma resposta singela: "amigo do povo".
Como padre, bispo e cardeal, lutou pela liberdade, ficou ao lado dos trabalhadores e dos oprimidos, combateu em defesa dos direitos humanos, mas foi, sobretudo, exatamente como gostaria de ser lembrado, um amigo do povo.
Nesta condição, subiu morros, frequentou favelas, incursionou pelas periferias e enfrentou os generais da ditadura para dar proteção a perseguidos políticos —de religiosos a operários, de advogados a jornalistas.
Quando do assassinato do jornalista Vladimir Herzog por agentes do governo, em 1975, comandou na Catedral da Sé um culto ecumênico que, reunindo milhares de pessoas, acabou por se transformar num dos atos públicos mais significativos da luta contra o regime militar instalado 11 anos antes no país.
O golpe de 1964 colheu o frade franciscano dando assistência religiosa aos moradores dos morros de Petrópolis (RJ). Lá chegara depois de uma trajetória iniciada no dia 14 de setembro de 1921, quando nasceu na colônia de Forquilhinha, região de Criciúma, em Santa Catarina. Teve 13 irmãos, quatro dos quais (três freiras e um padre) se dedicaram também à carreira religiosa —sendo Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança que morreu no terremoto do Haiti em 2010, a mais conhecida.
Folhapress
Dom Paulo Evaristo Arns e o rabino Henry Sobel celebram missa ecumênica de um ano da morte do jornalista Vladimir Herzog, no cemitério Israelita do Butantã
Dom Paulo Evaristo Arns e o rabino Henry Sobel celebram missa ecumênica de um ano da morte do jornalista Vladimir Herzog, no cemitério Israelita do Butantã
Pela mãe, Helena, nutria uma enorme ternura, mas a admiração reverencial pelo caráter do pai, Gabriel, salta das páginas autobiográficas do volume "Da Esperança à Utopia - Trajetória de uma Vida" (Editora Sextante, 2001).

Nas memórias, trata a mãe quase como santa e o pai como ídolo. Identifica nele o "herói anônimo da não violência" que o inspiraria pelo resto da vida.
Relata com dramaticidade -bom escritor que foi- o episódio em que o velho descendente de alemães se coloca à frente de uma arma para apartar uma briga entre irmãos no armazém da colônia, de sua propriedade.
Corajoso, líder e democrata -assim dom Paulo via o próprio pai, em cujos exemplos, conta, baseou-se para implantar uma gestão participativa na Arquidiocese de São Paulo.
Da infância herdou também, sobretudo da mãe, a profunda religiosidade que o acompanharia para sempre.
Pois, apesar de ser mais conhecido, no Brasil e no mundo, por suas ações políticas, dom Paulo dedicou seguramente a maior parte de sua vida à pregação do Evangelho e à propagação da fé católica.
Estudou teologia exaustivamente e se especializou na patrística -a história e a filosofia dos primeiros séculos do cristianismo. Foi um homem culto.
O amor à cultura também vem da infância, por influência de dois tios, Adolfo e Jacó, professores em Forquilhinha e declaradamente seus mais queridos mestres.
Calçou sapatos pela primeira vez aos oito anos -antes, só tamancos- e assim que conseguiu convencer seu pai, que o queria como sucessor à frente do armazém da colônia, partiu para a o seminário menor franciscano de Rio Negro, no Paraná, em 1934. De lá seguiu para Rodeio, Santa Catarina.

Em seguida, transferiu-se para o seminário de Petrópolis, no Rio de Janeiro, onde foi ordenado sacerdote em 1945.

Escolhido por seu superior para estudar teologia, embarcou para a França, aportando na prestigiosa Sorbonne do pós-guerra.

Lá se dedicou também ao estudo de línguas e recebeu o título de doutor, em 1952.
No mesmo ano voltou ao Brasil, lecionou em instituições franciscanas e dedicou-se a escrever livros e artigos, tornando-se jornalista profissional.
Trabalhou, então, como vigário nos subúrbios de Petrópolis, onde foi à luta organizando a população das favelas locais.
Inspirou-se em ensinamentos tirados da infância: "O povo é a família do padre (...). E o padre (...) não é fujão nem frouxo".

REGIME MILITAR

Nomeado bispo em 1966, por decisão pessoal do papa Paulo 6º, a quem conhecera em Roma, voltou à terra natal para ser ordenado ao lado dos colonos de Forquilhinha.
A seguir assumiu a função de bispo auxiliar de São Paulo, por uma improvável escolha do cardeal Agnelo Rossi, alinhado à ala conservadora da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.
Como bispo auxiliar da região norte da maior cidade brasileira, começou a visitar os presos comuns no Carandiru e, por designação do cardeal, foi ao presídio Tiradentes saber das condições de um grupo de frades dominicanos encarcerados por motivos políticos, entre eles frei Betto e frei Tito.
Constatou que foram torturados e encontrou Tito esvaindo-se em sangue. Voltou ao cardeal e relatou o que viu. Para sua surpresa, como relata em "Da Esperança à Utopia", ouviu de seu superior: "Muito obrigado dom Paulo, (...) mas outros me garantem que não há tortura nas nossas prisões". Ele nunca criticou publicamente dom Agnelo pela declaração.
Mas a partir desse batismo de sangue, assumiu em São Paulo a vanguarda da luta pelos direitos humanos e pela defesa dos presos políticos.
Aloisio Mauricio /Fotoarena/Folhapreess
Em 2016, Dom Paulo comemora 50 anos de ordenação episcopal
Em 2016, Dom Paulo comemora 50 anos de ordenação episcopal
Em outubro de 1970, foi designado titular do arcebispado em substituição ao cardeal Rossi, que foi servir em Roma. Outra vez, uma escolha pessoal de Paulo 6º, o papa que dom Paulo mais admirou e de quem se aproximara em passagens de estudos pelo Vaticano.
À frente da Igreja de São Paulo, aplicou ensinamentos do Concílio Vaticano 2º e transformou em ações concretas a opção preferencial pelos pobres afirmada na Conferência Episcopal de Medellín, Colômbia, em 1968.
Começou a gestão vendendo o imponente palácio episcopal. Com o dinheiro, comprou terrenos em bairros populares para construir centros comunitários e instalações religiosas modestas, dando início à "Operação Periferia".
Jogou os costumes principescos de seus antecessores pela janela. Surpreendeu os religiosos que o serviram na Cúria paulista ao sentar-se com eles às refeições.
Inspirou-se no que ouviu do pai ao contar-lhe que queria ser padre: [você] "sempre será filho de colono e de seu povo".

Agindo como tal, investiu em trabalho comunitário, foi às periferias, voltou-se para os migrantes e espalhou Comunidades Eclesiais de Base pelos quatro cantos da cidade.
Ao mesmo tempo, revitalizou o estudo doutrinário entre os religiosos e fez da evangelização um objetivo constante em todas as ações da Arquidiocese, até nos presídios.
São dessa época seus grandes confrontos com os generais da ditadura. Enfrentou os sucessivos comandantes do 2º Exército (hoje Exército do Sudeste), sediado em São Paulo, e até presidentes da República.
Num encontro com o presidente Emílio Garrastazu Médici, a conversa encerrou-se aos berros. Foi Médici quem decretou, depois, em 1973, a cassação da rádio Nove de Julho, tradicional emissora da igreja em São Paulo.
Do mesmo modo, desafiou as autoridades civis de São Paulo, de governadores afinados com a ditadura a secretários de Segurança e delegados de polícia, tentando preservar a vida e assegurar os direitos fundamentais dos presos políticos.

Com base no exemplo de Paulo 6º no Vaticano, reproduziu na Arquidiocese de São Paulo a Comissão Justiça e Paz, em 1972, indo buscar o jurista Dalmo de Abreu Dallari para ser seu primeiro presidente. Paulo 6º declaradamente o admirava e, no consistório de 1973, elevou-o a cardeal.

Sem perder o foco na ação propriamente religiosa de que pouco se fala, usou a nova insígnia papal para se contrapor aos desmandos da repressão política. Apoiou decididamente o procurador de Justiça Hélio Bicudo em sua luta contra o Esquadrão da Morte -quadrilha policial de assassinos de que fazia parte um notório torturador e ícone da ditadura, o delegado Sergio Paranhos Fleury.
Foi a Comissão Justiça e Paz que publicou nos anos 70 o livro de Bicudo sobre o Esquadrão, recusado por editoras comerciais.

No período sofreu ameaças e calúnias —como denúncias anônimas tachando-o de homossexual. Sobre isso jamais se pronunciou, demonstrando absoluto desprezo por seus detratores.

Mas admitiu ter sido informado de que o acidente de automóvel que sofreu no Rio de Janeiro fora na verdade um atentado à sua vida.
Sobreviveu e ainda bateu muito na ditadura -por exemplo, patrocinando a publicação "Brasil: Nunca Mais", sobre os mortos e desaparecidos na ditadura militar. Apanhou também.

Um dos animadores de suas organizações de base, o operário Santo Dias, presidente da Pastoral Operária, foi assassinado pela polícia com um tiro nas costas durante uma manifestação popular.

O nome do operário -"cuja sorte foi a mesma de Jesus Cristo pregado na cruz", nas palavras de dom Paulo- tornou-se mais um símbolo da luta do cardeal com a criação, anos mais tarde, do Centro Santo Dias de Defesa dos Direitos Humanos, hoje internacionalmente conhecido.
Na prisão, dom Paulo foi ainda visitar —e procurar proteger sob o manto cardinalício- sindicalistas e estudantes.
No episódio Herzog, sua figura se agigantou. O regime militar fez de tudo para desqualificá-lo e ensaiou até manobras diplomáticas junto ao Vaticano por seu afastamento da Arquidiocese de São Paulo.
Foram esforços vãos.

JOÃO PAULO 2º

Surpreendentemente, sofreu seu maior revés no período da restauração democrática do país. Numa iniciativa cujas motivações mais profundas são até hoje mal explicadas, o papa João Paulo 2º fracionou a arquidiocese em seções menores e, por consequência, com menos poderes.

Antes que o fato fosse consumado, o cardeal se queixou pessoalmente ao papa, que negou ter dado a ordem. Porém, como dom Paulo deixa claro em suas memórias, nada dessa magnitude acontece sem autorização expressa do pontífice.
Também na campanha do Vaticano contra a Teologia da Libertação, arquitetada pelo então cardeal Joseph Ratzinger (depois papa Bento 16), João Paulo 2º agiu do mesmo modo.

Disse a dom Paulo que não era contra a doutrina, mas deixou a Cúria Romana mandar um visitador para colher elementos processuais com vistas a bombardear a prática da Teologia da Libertação em São Paulo.

Depois dessas contrariedades, o cardeal se afastou, em 1998, por limite de idade, do comando da Arquidiocese de São Paulo, levando o título de arcebispo emérito.
Passou os últimos anos de sua vida entre orações, leituras e assistência aos idosos, recebendo ainda inúmeras homenagens, entre as quais a da presidente Dilma Roussef que, em 18 de maio de 2012, foi visitá-lo na Congregação Franciscana Fraternidade Nossa Senhora dos Anjos, em Taboão da Serra (SP).
Na ocasião, Dilma contou a ele as providências do governo para criar a Comissão da Verdade, instalada poucos dias antes. Já bastante combalido, não fez comentários públicos a respeito.

A rigor, seu derradeiro gesto de caráter político -embora de fundo religioso- ocorreu pouco antes de deixar o comando da Arquidiocese, em 1998, quando reagiu de forma dura às atitudes da Cúria Romana, levando João Paulo 2º a admitir, em uma difícil conversa pessoal com o cardeal brasileiro, que era, sim, o responsável final por aquelas decisões polêmicas.
"A Cúria sou eu", disse o papa, provocado por dom Paulo. Mais uma vez, então diante da autoridade máxima da Igreja Católica Romana, o frade mostrou que não era frouxo.
PEDRO DEL PICCHIA é jornalista e escritor. Foi correspondente da Folha em Roma de 1978 a 1981.