MPF pede prisão de bombeiro ‘faz tudo’ de Cabral

Ex-assessor do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral e apontado pelas investigações da Operação Calicute como “faz tudo” do peemedebista, o bombeiro Pedro Ramos de Miranda teve a prisão preventiva pedida pelo Ministério Público Federal à Justiça nesta segunda-feira. Assim como o ex-chefe, Miranda é réu na Justiça Federal do Rio por lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e pertinência a organização criminosa.

Quando a Calicute foi deflagrada, em novembro, e mesmo após o oferecimento da denúncia, o MPF havia decidido não pedir a prisão do bombeiro “diante da participação relevante, porém subalterna na administração da organização criminosa”. Ramos de Miranda foi conduzido coercitivamente pela Polícia Federal e depôs aos investigadores.
Os procuradores mudaram de ideia porque, após quase um mês da deflagração da Operação, o ex-assessor de Cabral “não foi encontrado para ser citado no endereço por ele indicado em seu interrogatório na Polícia Federal, além de informações prestadas no local por vizinhos, que o réu não reside lá a mais de um ano”. Para os investigadores, há indícios de “fuga ou cometimento de outros crimes, interferindo diretamente na instrução criminal”.

  • 16 dez 2016 - 12h12

‘Faz tudo’ de Cabral

Segundo o Ministério Público Federal, “há provas suficientes nos autos que mostram que o denunciado Pedro Ramos de Miranda, bombeiro militar, era o ‘faz tudo’ do comandante da Organização Criminosa”, ou seja, Sérgio Cabral.
Troca de mensagens obtidas pela Operação Calicute, datadas do dia 2 de julho de 2014, mostra um e-mail enviado por Pedro Ramos de Miranda a Carlos Bezerra, um dos operadores financeiros de Sérgio Cabral, com uma lista de pagamentos de cerca de 20.000 reais que deveriam ser feitos.
A relação registra 10.000 reais para um dos filhos do ex-governador, João Pedro Cabral, compras de mercado, limpeza e até triturador de papel para o escritório. A propina bancou também sessões de massoterapia no Hotel Fasano, em valores que somados totalizavam nesta lista 760 reais.
Na denúncia oferecida pelos procuradores e aceita pelo juiz federal Marcelo Bretas, o MPF diz que o bombeiro-faz tudo também colaborou para a lavagem de 6,5 milhões de reais “na aquisição de joias de altíssimo valor de mercado”.

PEC limita salários de agentes públicos a R$ 15 mil


magno malta
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
O senador Magno Malta (PR-ES) apresentou proposta de emenda à Constituição (PEC 62/2016) estabelecendo que nenhum agente público poderá receber mais de R$ 15 mil de salário por mês.
A PEC está pronta para entrar na pauta da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).
A proposta insere um artigo no Ato das Disposições Constitucionais Transitórias impondo o teto de R$ 15 mil por um prazo de 20 anos. O valor seria corrigido anualmente pela variação do Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA). O teto não abrangeria o pagamento do décimo décimo terceiro salário e do adicional de férias.
Na justificativa da proposta, Magno Malta considera o valor “suficiente” para manter dignamente as famílias dos agentes públicos, ao mesmo tempo em que impõe o “compartilhamento do sacrifício” de todos os brasileiros.
O senador citou a importância da Emenda Constitucional 95, promulgada em 15 de dezembro, que impõe um teto para os gastos públicos por 20 anos. Ele, porém, considera um contrassenso limitar os gastos e manter os altos salários de parlamentares e magistrados num país de grandes desigualdades.
“É mais que um contrassenso, é uma injustiça das maiores com os trabalhadores brasileiros que, quando têm a sorte de estarem empregados, recebem, na maioria das vezes, um parco salário mínimo”, afirmou.
Magno Malta acrescentou que, em seu entendimento, a proposta não fere cláusula pétrea, de modo que a irredutibilidade salarial pode ser suspensa por emenda constitucional.

Cunha é transferido para presídio na região de Curitiba


Cunha é transferido para presídio na RMC de Curitiba
Andreza Rossini e Julie Gelenski
O deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB) foi transferido da superintendência da Polícia Federal em Curitiba, para o Complexo Médico Penal, em Pinhais, na Região Metropolitana da capital, no início da tarde desta segunda-feira (19).
Cunha está detido desde outubro suspeito de ter recebido propinas em um contrato da Petrobras. A transferência foi autorizada pelo juiz Sérgio Moro, responsável pelas ações em primeira instância a Operação Lava Jato, na última sexta-feira (16).
Antes da transferência, o ex-deputado a o andamento de uma ação penal na qual é réu em Brasília, por videoconferência da Justiça Federal, em Curitiba, às 13 horas de hoje. A ação investiga o recebimento de propina de empresas interessadas na liberação de verbas do Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS).
A Polícia Federal (PF) solicitou na segunda-feira (12) a transferência de Cunha, do ex-presidente da OAS José Aldemário Pinheiro Filho (José Pinheiro) e de João Claudio Genu, ex-tesoureiro do PP, alegando superlotação na carceragem da PF.  Moro autorizou apenas a transferência do ex-deputado, alegando que os outros dois presos precisam permanecer no local para participar de oitivas e audiências.
“A transferência, portanto, não é sanção, mas visa atender exclusivamente uma necessidade de abrir espaço na carceragem da Polícia Federal e a de evitar superlotação prejudicial aos presos”, afirmou no despacho.
A defesa de Cunha pediu para que o deputado cassado pudesse permanecer na sede da PF, alegando que uma ação penal movida contra ele também está em processo.

Embaixador russo é morto por atirador na Turquia


Do UOL, em São Paulo

  • Burhan Ozbilici/ AP
    Atirador foi flagrado por câmeras e fotógrafos no local dos tiros
    Atirador foi flagrado por câmeras e fotógrafos no local dos tiros
Andrei Karlov, embaixador da Rússia na Turquia, foi morto nesta segunda (19) por um atirador enquanto visitava uma galeria de arte em Ancara, capital turca. O responsável pelo ataque é um membro da polícia da Turquia e gritou "Allahu Akbar" ("Alá é grande") em defesa da Síria, de acordo com um fotógrafo da agência de notícias AP que estava presente no local. 
O atirador foi morto no local por forças de segurança. Ele foi identificado pelo Ministério das Relações Exteriores da Turquia como Mevlut Mert Altintas. O atirador tinha 22 anos e trabalhava para uma tropa de choque da polícia de Ancara nos últimos dois anos e meio. 
A Rússia considera o episódio um "ataque terrorista", mas nenhuma organização assumiu a autoria do ato até aqui; "Hoje em Ancara, como resultado de um ataque, o embaixador da Rússia na Turquia foi morto", disse Maria Zakharova, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russo. O Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidos), também reconheceu como um ataque terrorista. 
De acordo com o jornal norte-americano Washington Post, o atirador gritou frases em defesa da Síria. "Não esqueçam de Aleppo! Não esqueçam da Síria! Vocês não ficarão seguros até que nossas cidades tenham segurança. Somente a morte pode me levar daqui. Nós somos aqueles que prometeram fidelidade a Maomé para fazer a jihad (guerra santa)". 
O responsável pelo ataque teria mostrado uma identificação oficial para entrar na galeria de arte. Ainda não é claro se ele estava no local a serviço ou não. De acordo com a CNN turca, a irmã e a mulher do atirador foram detidas na cidade turca de Aydin. 
Uma foto do embaixador momentos antes de sua morte mostra o atirador posicionado logo atrás de Karlov, à esquerda. 
AP/Burhan Ozbilici
Embaixador russo na Turquia, Andrei Karlov, falava na galeria de arte momentos antes de ser alvejado por tiros pelas costas. O atirador é visto no fundo à esquerda
O embaixador foi ao local prestigiar uma exposição chamada "Rússia vista pelos turcos", patrocinada pela embaixada.
Um vídeo da cena mostra o embaixador fazendo um discurso antes dos tiros começarem. Em meio a gritos de outras pessoas que estavam no local, o atirador aparece por trás do embaixador, já caído no chão, e grita palavras de ordem. 
Karlov chegou a ser levado para o hospital, mas não resistiu aos ferimentos. Três outras pessoas também foram feridas no ataque, mas não estão em estado grave.
Segundo o site britânico The Independent, o prefeito de Ancara Melih Gokcek afirmou a repórteres do lado de fora da exposição que o ataque visava desestabilizar as relações entre Turquia e Rússia. 
Os dois países têm tido uma relação delicada nos últimos anos. Ambos defendem lados contrários na guerra civil síria. O ápice da turbulência dessas relações ocorreu em 2015, quando um jato militar russo foi abatido pela Turquia, que acusou invasão de espaço aéreo. 

Rússia, Irã e Turquia têm reunião sobre a Síria nesta terça

Os ministros das Relações Exteriores de Rússia, Irã e Turquia irão se reunir em Moscou nesta terça-feira (20) com o objetivo de buscar uma nova solução para a cidade síria de Aleppo.
Rússia e Irã estão no mesmo lado da Síria, onde apoiam o regime de Bashar al-Assad, tanto política como militarmente, já que os aviões russos e as milícias iranianas participaram ativamente nos combates.
Burhan Ozbilici/AP
Pessoas tentam se proteger durante ataque a embaixador russo na Turquia
Enquanto isso, russos e turcos aproximaram posturas nas últimas semanas, até o ponto de que o acordo de evacuação de civis e combatentes rebeldes da cidade de Aleppo foi fechado pelo chefe do Kremlin, Vladimir Putin, e seu colega turco, Recep Tayyip Erdogan.
No último domingo (18), houve protestos na Turquia por causa da intervenção russa na guerra civil da Síria. A Turquia é membro da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e apoia grupos rebeldes. 

Embaixador era diplomata de carreira

Morto no incidente, Andrei Karlov tinha 62 anos e era diplomata de carreira. O russo entrou para o serviço diplomático em 1976 e atuou como embaixador em Pyongyang, na Coreia do Norte, entre 2001 e 2006 e depois atuou como chefe do departamento consular do Ministério das Relações Exteriores russo. Ele era embaixador na Turquia desde 2013. 

“Enquanto a saúde correr riscos, não haverá música”, diz Greca em diplomação


Por Marina Sequinel e Antônio Nascimento
Cerimônia de diplomação aconteceu na tarde desta segunda-feira. (Foto: Reprodução/Facebook)

prefeito eleito de Curitiba Rafael Greca (PMN) recebeu, na tarde desta segunda-feira (19), no Teatro Positivo, o diploma que certifica os votos das eleições de outubro. No evento, onde compareceram também os vereadores que assumem o cargo no próximo ano, o futuro gestor da capital afirmou que “enquanto a saúde correr riscos, não haverá música”.
A declaração faz alusão à polêmica que envolve a 35º Oficina de Música do município. No dia 1º de dezembro, Greca pediu a suspensão do evento, que estava marcado para ocorrer entre 7 e 29 de janeiro de 2017.
Na ocasião, ele disse que a estimativa extraoficial para a realização da oficina é de aproximadamente R$ 1,7 milhão. “Enquanto a saúde correr riscos, não haverá música”, limitou-se a dizer o prefeito ao ser questionado sobre o caso nesta tarde.
Segundo Greca, a partir do ano que vem, nove secretarias serão cortadas da administração. “Elas serão reorganizadas, a princípio por decreto, e depois por projeto de lei. Teremos uma estrutura menor, com menos cargos comissionados, motoristas e mordomos, de maneira que todos trabalhem com mais vontade. O regulador do serviço será o prefeito, eu estarei na rua para essa fiscalização”, completou.
Durante a entrevista coletiva, ele também falou sobre a escolha do filho do governador Beto Richa (PSDB), Marcello Richa, para ficar à frente da Secretaria Municipal de Esporte. “A trajetória técnica dele, com a coordenação do programa Comunidade Escola, me fez tomar essa decisão. Ele foi o companheiro indicado pelo PSDB. Sobre isso, é claro que tem relação política, ela é parte do convívio com a cidade”.
O novo secretariado será lançado na sede do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (IPPUC) na manhã de quarta-feira (21). “As questões atuais pertencem ao prefeito e as futuras a mim. A transição é sôfrega, mas, em pouco tempo, nada nos será estranho em Curitiba”, concluiu.

Quem quer dinheiro?



A Odebrecht admite hoje que financiou uma vasta rede de políticos em troca de favores. Vale lembrar que, em 2014, ela distribuiu oficialmente R$ 111 milhões a diferentes candidatos.
Parece muito, mas é menos de um terço do que foi doado formalmente pela JBS: R$ 367 milhões (quase 40% do seu lucro líquido de 2013). Sabe-se que R$ 70 milhões foram despejados na chapa Dilma-Temer.
Será a JBS tão diferente da Odebrecht?

Em plena Lava Jato, o caixa dois continua



O TSE identificou irregularidades em 42% dos doadores das campanhas municipais deste ano. “Com certeza, houve caixa dois”, afirmou seu presidente, Gilmar Mendes, a jornalistas.
Em números: com as empresas proibidas de fazer doações, o TSE contabilizou 965.113 CPFs ou CNPJs (no caso de associações) que contribuíram para as campanhas. Desse total, 403.799 levantaram suspeitas.
Entre os problemas mais frequentes, estão doadores desempregados (141.278) e inscritos no Bolsa Família (74.179). A corte quer saber, agora, se os CPFs dessas pessoas foram usados indevidamente pelos fraudadores.
Em setembro, o TCU já havia identificado 35 mortos, cujos CPFs foram usados para doações.

Delação da Odebrecht sem sigilo à pedido de Janot



Rodrigo Janot disse a parlamentares que, após homologação, pedirá a Teori Zavascki a retirada do sigilo sobre a delação dos 77 executivos da Odebrecht.
Corra, Teori!

Melhor sair, Dr. Roberto Teixeira


Ainda que na prática Roberto Teixeira seja só um figurante nos casos criminais de Lula, o bom senso recomenda que ele se afaste formalmente dos processos.

Confirmado a tese que LULA é perseguido injustamente segundo seu advogado


Cristiano Zanin, advogado de Lula, insiste que Moro persegue seu cliente, ao transformá-lo em réu ao acatar hoje novas denúncias contra ele no âmbito da Lava Jato. Com isso, o petista tornou-se réu pela quinta vez.
Eis sua declaração ao Valor:
“A presente decisão do juiz Moro é mais um ato a reforçar a realidade de que agentes do Estado, sem qualquer isenção, usam processos judiciais para perseguir Lula, seus familiares e advogados.”

Carminha estará de plantão no recesso: Decisão frusta advogados de defesa


O Antagonista apurou que Cármen Lúcia vai permanecer à frente do plantão do STF durante todo o período de recesso, liberando Dias Toffoli para curtir as festas.
A decisão desanimou advogados de réus da Lava Jato que tinham a esperança de conseguir um habeas corpus de Natal. Carminha tem fama de não libertar ninguém por liminar.

'Um advogado associado ao crime'


Ao receber a denúncia contra Roberto Teixeira, Sérgio Moro ressaltou que a condição de advogado "não o imuniza contra a imputação", pois sua conduta não se enquadra na "relação cliente e advogado".
"Não há imunidade quando o próprio advogado se envolve em ilícitos criminais, ainda que a título de assessoramento de seu cliente, havendo fundada suspeita no presente caso em relação às condutas de Roberto Teixeira."
"O advogado não age como tal, ou seja, não age em defesa de seu cliente ou para prestar-lhe assistência jurídica, mas sim como associado ao crime.”

Cunha recorre de transferência para presídio


A defesa de Eduardo Cunha recorreu ao STF para tentar evitar sua transferência da carceragem da PF para o Complexo Médico Penal, alegando que a intenção da mudança é forçar a delação do peemedebista.
Cunha agora está nas mãos a plantonista Cármen Lúcia.

Teori: Nade de folga


Teori Zavascki afirmou que pretende trabalhar no recesso para avaliar os documentos das 77 delações premiadas de executivos da Odebrecht que chegaram hoje ao STF. A jornalistas, afirmou que “em face da excepcionalidade, nós vamos trabalhar.”

Follmann evita falar de acidente da Chapecoense e se diz focado na recuperação


 
Um dos seis sobreviventes da queda de avião que matou 71 pessoas no fim do mês passado, sendo boa parte delas integrantes do elenco da Chapecoense, o goleiro Jackson Follmann ainda sofre as consequências do acidente. Em recuperação após ter parte da perna direita amputada, o jogador sequer gosta de comentar sobre o ocorrido no último dia 29.
(Foto: Reprodução Instagram)
“Eu queria não falar sobre isso (momentos que antecederam o acidente), não quero me envolver nesse ponto. Procuro não ver muita coisa, até porque estou muito focado na minha recuperação”, declarou em breve entrevista reproduzida pela TV Globo no último domingo.
Follmann falou por telefone com o jornalista Tadeu Schmidt e mostrou estar com a saúde ainda bastante debilitada. Quase afônico, lembrou do momento em que foi informado da amputação de parte de sua perna direita, que depois precisou ter um pedaço ainda maior retirado por conta de complicações.
“Eu fiquei sabendo da amputação da minha perna lá na Colômbia. Não é que foi um baque, eu procurei segurar da melhor forma, porque eu queria começar a minha recuperação, queria ficar bem, e é isso que está acontecendo. Estou muito feliz”, disse. “O processo de recuperação está sendo bom, estou fazendo fono, fisioterapia.”
O goleiro chegou a Chapecó no último sábado, após quatro dias internado em São Paulo, no Hospital Albert Einstein, para realização de uma cirurgia na coluna. Apesar da boa evolução física, continua sem previsão de alta. “Ainda não tenho data de alta, porque as coisas têm que ser devagar”, explicou.